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Nos pênaltis, Corinthians elimina o Boca e avança na CONMEBOL Libertadores

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O Corinthians foi a Buenos Aires, nesta terça-feira (5), para enfrentar o Boca Juniors no Estádio La Bombonera pela partida decisiva das oitavas de final da CONMEBOL Libertadores.
Após o empate em 0 a 0 no tempo normal, a partida foi decidida nos pênaltis. E brilhou a estrela do GIGANTE Cássio: o goleiro do Timão pegou dois pênaltis e o Alvinegro avançou para as quartas de final da competição.
Os gols do Corinthians nos pênaltis foram convertidos por: Fábio Santos, Cantillo, Róger Guedes, Roni, Lucas Piton e Gil, finalizando a série com um placar de 6 a 5.
O Timão agora espera o próximo adversário da CONMEBOL Libertadores, que sairá do confronto entre Flamengo e Tolima. A partida ocorre nesta quarta-feira (7).
Escalação
O técnico Vítor Pereira escalou o Corinthians com a seguinte formação: Cássio; Rafael Ramos, João Victor, Raul e Fábio Santos; Du Queiroz, Cantillo e Giuliano; Gustavo Mantuan, Lucas Piton e Róger Guedes. Entraram no decorrer da partida: Gil, Giovane, Roni, Bruno Méndez e Bruno Melo. Ainda ficaram à disposição no banco de reservas: Matheus Donelli, Robson, Willian, Biro, Robert, Xavier, Felipe.
Primeiro tempo
Logo aos três minutos de partida, o Boca Juniors foi ao ataque. O atacante argentino fez o drible em João Victor e avançou para a área, mas Cássio estava atento e fez a defesa. A bola escapou do camisa 12 e bateu no argentino, dando tiro de meta para o Timão. Aos seis, mais uma vez a equipe argentina chegou com perigo. Em um chute pela esquerda, Cássio mais uma vez fez uma excelente defesa.
Em um contra-ataque muito rápido do adversário, aos 18 minutos, a bola sobrou sozinha para o atacante argentino, que na cara do gol furou e mandou pra fora. Aos 26 minutos, Raul Gustavo foi afastar a bola e acertou com o cotovelo o jogador argentino. Após a checagem do VAR, o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, o atacante adversário chutou na trave! O placar seguiu zerado em Buenos Aires.
O restante do primeiro tempo foi de pressão do Boca sobre o Timão. Ao final dos 45, o árbitro deu quatro minutos de acréscimo.
Neste período, o zagueiro João Victor se machucou e teve de ser substituído. No lugar dele entrou Gil. Com a parada para o atendimento, o árbitro acrescentou mais dois minutos antes de encerrar o primeiro tempo.
Segundo tempo
A segunda etapa iniciou sem mais alterações no Alvinegro.
Logo no primeiro minuto de jogo, Mantuan tentou ligar o contra-ataque, foi derrubado e o adversário tomou cartão amarelo. O camisa 31 acabou se contundindo e foi substituído por Giovane. Aos 13 minutos, o Boca chegou mais uma vez: o camisa 9 do time argentino tentou cavar por cima de Cássio, mas a bola foi por cima do gol.
O técnico Vítor Pereira fez mudança tripla no Timão aos 22 minutos: saíram Du Queiroz, Giuliano e Rafael Ramos e entraram Roni, Bruno Méndez e Bruno Melo.
O Corinthians tentou buscar espaços, mas o Boca Juniors estava bem postado defensivamente e não deixou o Timão avançar. Nas chegadas da equipe argentina, a zaga alvinegra afastou o perigo da área.
Ao final no tempo regulamentar, o árbitro deu cinco minutos de acréscimo. No último minuto de jogo, o Boca arriscou de fora da área e a bola foi para fora. O árbitro finalizou e a partida foi para as cobranças de penalidades máximas.
Decisão nos pênaltis
A série foi iniciada com o Boca cobrando. Rojo foi pra bola e converteu, 1 a 0. Fábio Santos abriu a série pelo Timão: o camisa 26 foi para a bola e também converteu, 1 a 1.
A segunda cobrança da equipe argentina foi feita por Isquerdoz, que colocou o time novamente em vantagem, 2 a 1. Cantillo então bateu o pênalti pelo Timão e empatou a série, 2 a 2.
Na terceira rodada de cobrança, Villa foi para a bola pelo Boca e CÁSSIO FEZ A DEFESA!! Foi a fez de Raul cobrar para o Timão. O zagueiro foi para a bola e o goleiro argentino também fez a defesa, seguiu 2 a 2.
A quarta cobrança do Boca foi de Fernandez. O jogador colocou o adversário em vantagem novamente, 3 a 2. Bruno Melo foi para a bola pelo Timão e errou a cobrança.
Benedetto cobrou o pênalti pelo Boca e também errou!!! A última cobrança da série normal foi feita por Róger Guedes. O camisa 9 empatou a série, 3 a 3.
A decisão foi para as alternadas. O primeiro a cobrar foi Romero, que converteu, 4 a 3. Roni foi para a cobrança pelo Timão e fez o gol! 4 a 4.
Varella foi o próximo a bater pelos argentinos e converteu, 5 a 4. Lucas Piton foi para a bola pelo Timão e empatou, 5 a 5.

Defesa de Cássio. Foto: Rodrigo Coca/ Agência Corinthians
A terceira cobrança das alternadas foi iniciada por Ramirez. O camisa 20 do Boca cobrou e CÁSSIO DEFENDEU! A cobrança do Timão foi feita por Gil. O camisa 4 cobrou a classificação do Timão foi garantida.
Placar final: 6 a 5 para o Corinthians.

Cobrança de Gil que garantiu a classificação alvinegra. Foto: Rodrigo Coca/ Agência Corinthians
Próximo jogo
O próximo jogo do Corinthians ocorre no próximo domingo (10), às 16h, na Neo Química Arena, contra a equipe do Flamengo, pela 16ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

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Categoria(s): Futebol

fonte: https://www.corinthians.com.br/noticias/nos-penaltis-corinthians-elimina-o-boca-e-avanca-na-conmebol-libertadores

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Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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