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Juventude vence São Paulo no Morumbi e garante permanência na Série A

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Em jogo válido pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, o Juventude surpreendeu o São Paulo e venceu por 2 a 1 no Morumbi, nesta quarta-feira. Os gols de Gabriel Taliari e Erick Farias, ambos no segundo tempo, garantiram a permanência da equipe gaúcha na elite do futebol nacional em 2025. Luciano descontou para o Tricolor, que já não briga por mais nada na competição.

A despedida do São Paulo de sua torcida em 2024 foi marcada pela derrota. Mesmo com a vaga na fase de grupos da Libertadores assegurada, o técnico Luis Zubeldía optou por escalar força máxima, mas viu seu time sucumbir à eficiência do Juventude. O Tricolor paulista chega a quatro jogos sem vitória.

O primeiro tempo foi morno, com o Juventude mostrando maior iniciativa. Lucas Barbosa e Nenê arriscaram de fora da área, obrigando Rafael a trabalhar. A melhor chance do São Paulo veio em um escanteio, com Lucas cabeceando por cima do gol.

Na volta do intervalo, o Juventude não demorou a abrir o placar. Aos sete minutos, Gabriel Taliari aproveitou erro de Luiz Gustavo no meio-campo, avançou e finalizou com precisão no canto, sem chances para Rafael. Dez minutos depois, Erick Farias ampliou a vantagem após bela jogada trabalhada pela direita, concluindo cruzamento preciso de João Lucas.

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O São Paulo reagiu na reta final e diminuiu o placar com Luciano, que desviou cruzamento no primeiro pau. Nos minutos finais, o Tricolor pressionou em busca do empate, criando uma blitz na área adversária, mas o Juventude se segurou e garantiu a importante vitória.

Com o resultado, o Juventude respira aliviado e se concentra na última rodada, quando enfrenta o Cruzeiro, no Alfredo Jaconi. Já o São Paulo encerra sua temporada contra o Botafogo, no Rio de Janeiro, no próximo domingo. Ambos os jogos estão marcados para às 16h (de Brasília).

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 1 X 2 JUVENTUDE

Local: Morumbis, em São Paulo
Data: 04/12/2024
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (FIFA-GO) e Victor Hugo dos Santos (PR)
Gols: Gabriel Taliari, aos 7 do 2ºT, Erick Farias, aos 17 do 2ºT (Juventude); Luciano, aos 31 do 2ºT (São Paulo)

SÃO PAULO: Rafael; Igor Vinícius (Moreira), Arboleda, Alan Franco e Patryck (Nestor); Luiz Gustavo (Sabino), Alisson (Marcos Antônio) e Luciano; Lucas, Erick (William Gomes) e André Silva. Técnico: Luis Zubeldía.

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JUVENTUDE: Gabriel; João Lucas, Danilo Boza, Lucas Freitas e Ewerthon (Zé Marcos); Ronaldo, Jadson e Nenê (Mandaca); Lucas Barbosa (Marcelinho), Erick Farias (Gabriel Inocêncio) e Gabriel Taliari (Gilberto). Técnico: Fábio Matias.

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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