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Internacional goleia o Palmeiras e fecha o Brasileirão na segunda colocação

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O Inter atropelou o Palmeiras, na tarde deste domingo (13.11),  por 3 a 0, pela 38ª e última rodada do Brasileirão;  Mauricio, Alemão e Romero marcaram os gols da vitória, que garantiu a vice-liderança e a melhor campanha como mandante para o Colorado, dono de 73 pontos na competição, nosso melhor desempenho na história do Brasileirão por pontos corridos disputado por 20 equipes.

A chuva não abalou a torcida colorada, que ocupou aos milhares as arquibancadas do Beira-Rio. Dentro de campo, o Inter tratou de recompensar as mais de 31 mil pessoas que o apoiavam, e dominou o jogo desde o início. Logo aos nove, Mauricio, o artilheiro dos gols bonitos, deu as caras pela terceira partida consecutiva, e marcou um golaço após assistência de Alemão.

Os visitantes acusaram o golpe com o gol sofrido, e estiveram nocauteados durante os 10 minutos que sucederam a pintura de Mauricio. Wanderson foi quem melhor aproveitou o baque paulista, mas o goleiro Vinicius e a trave impediram que o camisa 11 balançasse as redes. Quem marcou, e seguindo à risca a cartilha dos centroavantes, foi Alemão. Antes garçom, ele recebeu cruzamento açucarado de Mauricio e não perdoou.

Alemão aumentou a vantagem colorada/Foto: Ricardo Duarte

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Uma das grandes interrogações ao longo da semana colorada residiu na primeira volância. Sem os lesionados Gabriel, Liziero e Edenilson, o Inter ainda perdeu Johnny, contundido no joelho direito. Problema para Mano? Não quando você pode recorrer ao sempre fértil Celeiro de Ases. Pela primeira vez em sua carreira profissional, Matheus foi escalado como titular, e a decisão se provou absolutamente acertada ao longo da etapa final.

Invicto até então como visitante no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras, já coroado campeão, não queria se despedir do Nacional com derrota. Por isso, Abel Ferreira mandou o time para o ataque depois do intervalo. Ele não contava, porém, com a segurança da defesa colorada. Protegida por Matheus, a retaguarda brilhou mais uma vez, e raramente foi superada. Quando levou a melhor, o ataque alviverde ainda esbarrou nos tradicionais milagres de Keiller.

Na reta final de confronto, Mano promoveu as entradas de Lucas Ramos, Pedro Henrique, Braian Romero e Estêvão. Aos 39, os dois últimos trataram de elevar a vitória à goleada. Depois de boa jogada do meio-campista, Wanderson foi lançado e deixou ela limpa para o argentino, que finalizou como centroavante, na saída do goleiro, para ampliar. Placar definido: Inter 3, Palmeiras 0.

Romero desencantou no Beira-Rio | Foto: Ricardo Duarte

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Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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