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Furacão vence o Palmeiras e tem vantagem na semifinal da Libertadores

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O Palmeiras foi derrotado pelo Athletico Paranaense e perdeu uma invencibilidade de 20 partidas sem perder como visitante.

O gol da partida foi marcado por Alex Santana, que deu ao Athletico a vantagem de uma vitória simples para a volta no Allianz Parque.

O jogo foi movimentado e de puro equilíbrio entre as equipes, mas o nervosismo dos dois times foi ficando cada vez mais notório à medida em que a bola corria. Aos 13’, Hugo Moura fez ótima jogada individual pela esquerda e cruzou para a área. Gustavo Gómez tentou afastar o perigo, mas quase fez um gol contra. Weverton, atento, salvou o Verdão, que continuava a ser pressionado.

E, enfim, aos 22 minutos, a pressão do Furacão deu resultado. A joia athleticana Vitor Roque recebeu um bom passe dentro da área do Palmeiras, dominou e passou para Alex Santana, enquanto o zagueiro Murilo só assistia. Com uma bela finalização no canto, o camisa 38 marcou seu primeiro gol com a camisa do clube para abrir o placar na Arena da Baixada.

As ausências de Danilo e Gustavo Scarpa, suspensos nas quartas de final, fizeram com que o Palmeiras tivesse inúmeras dificuldades na marcação e na saída de bola, cedendo espaços para o Athletico, que não se segurou e continuou no ataque durante todo o primeiro tempo, praticamente.

Apesar de ter feito um início de jogo ruim, Flaco López foi o autor da última chance dos primeiros 45 minutos. Depois de um ótimo cruzamento de Rony, o atacante subiu mais alto que a defesa adversária, mas cabeceou para fora e viu o time paranaense ir para o intervalo com a vantagem de 1 a 0.

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Apesar das expulsões de Hugo Moura e Felipão, Furacão se segura bem e larga na frente em busca de vaga na final

Aparentemente Abel Ferreira e comissão técnica tentaram empurrar o time do Palmeiras na conversa do vestiário. Assim, aos dois minutos, Gabriel Menino recebeu próximo à área do Athletico e arriscou o chute, mas a bola apenas passou perto do gol defendido por Bento.

Aos seis, preocupação palmeirense. Hugo Moura e Raphael Veiga se envolveram em uma dura dividida, onde o meia do Verdão levou a pior. Com fortes dores no tornozelo direito, o camisa 23 deu lugar a Bruno Tabata no campo.

Apesar de estar melhor no jogo, o Palmeiras não conseguia levar um grande perigo ao gol do Furacão. Aos 15’, o jogador vindo do futebol português até que tentou com uma jogada individual e cobrou um escanteio com muito efeito na segunda trave. A zaga afastou o perigo, mas Vitinho desviou a bola com a mão e cometeu falta na entrada da área do Athletico. Na cobrança, Menino mandou para fora.

Quando o jogo começava a ficar cada vez mais nervoso, tanto do lado do Furacão, que tentava ampliar o resultado, quanto para o Verdão, que buscava o empate e a virada, Hugo Moura caiu perto do meio de campo e, esperando a falta, colocou a mão na bola, recebendo o segundo amarelo e, consequentemente, a expulsão.

Com um a menos, os donos da casa procuravam se fechar no campo de defesa, enquanto o Palmeiras ficava mais com a bola e tentava pressionar. Depois de se irritar com o árbitro de maneira incontrolável, o técnico Felipão também recebeu o cartão vermelho.

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Depois, o Verdão até tentou pressionar nos instantes finais, mas sem sucesso. Com a partida apenas cadenciada, o resultado de 1 a 0 prevaleceu no marcador. O jogo de volta entre Palmeiras e Athletico-PR acontece no dia 6 de setembro, às 21h30, no Allianz Parque.

O Athletico encara o Palmeiras pela partida de volta no dia 6 de setembro, no Allianz Parque, com o direito de empatar para avançar. O classificado pega Flamengo ou Veléz Sarsfield na final, marcada para 29 de outubro, em Guayaquil, no Equador.

FICHA TÉCNICA

ATHLETICO-PR 1 x 0 PALMEIRAS

Local: Arena da Baixada, Curitiba (PR)

Data e hora: 30/8/2022, às 21h30

Árbitro: Roberto Tobar (CHI)

Assistentes: Christian Schiemann (CHI) e Claudio Rios (CHI)

VAR: Juan Lara (CHI)

Cartões amarelos: Zé Rafael e Bruno Tabata (PAL)

Cartões vermelhos: Hugo Moura e Felipão (técnico) (CAP)

Gol: Alex Santana (22’/1ºT) (1-0)

ATHLETICO-PR: Bento; Khellven, Pedro Henrique, Thiago Heleno e Abner; Hugo Moura, Alex Santana e Fernandinho (Léo Cittadini, aos 50’/2ºT); Canobbio (Rômulo, aos 38’/2ºT), Vitinho (Pablo, aos 38’/2ºT) e Vitor Roque (Cuello, aos 38’/2ºT). Técnico: Felipão.

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha (Mayke, aos 38’/2ºT), Murilo, Gustavo Gómez e Piquerez; Gabriel Menino, Zé Rafael (Atuesta, aos 38’/2ºT) e Raphael Veiga (Bruno Tabata, aos 6’/2ºT); Flaco López (Wesley, aos 18’/2ºT), Dudu e Rony (Navarro, aos 38’/2ºT). Técnico: Abel Ferreira.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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