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Fluminense faz 3 a 0 no América-MG na estreia do Brasileirão

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O Fluminense estreou no Campeonato Brasileiro com vitória fora de casa sobre o América-MG. Neste sábado (15/04), o Tricolor venceu o adversário por 3 a 0 no Independência, com gols de Germán Cano, John Kennedy e Lelê.

Após um primeiro tempo sem grandes chances, o Fluminense voltou avassalador para a segunda etapa. Sob apoio da torcida, que compareceu em peso fora de casa, a equipe construiu a vitória através da ótima visão de jogo e efetividade de seus jogadores.

Sob comando do técnico Fernando Diniz, a equipe volta a campo na terça-feira (18/04) para a segunda rodada da fase de grupos da Libertadores. O confronto, diante do The Strongest-BOL, ocorre às 19h, no Maracanã.

PRIMEIRO TEMPO

Logo no primeiro minuto de jogo, John Kennedy avançou na direção da grande área, limpou um defensor e deixou Gabriel Pirani na cara do gol, mas o goleiro fez grande defesa. Após lidar com a pressão adversária, a equipe voltou a assustar aos 27, quando André arriscou de fora da área e mandou pela linha de fundo. Na sequência, Nino lançou John Kennedy na área, mas o atacante não alcançou.

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Aos 34 minutos, o Moleque de Xerém apareceu novamente, dessa vez cruzando na área. Após corte da defesa, Ganso ficou com a posse, bateu forte e a bola explodiu no defensor.

SEGUNDO TEMPO

Aos 2 minutos, Lelê, que havia acabado de entrar, fez grande jogada e tocou para John Kennedy na área. O camisa 9 driblou o marcador, foi derrubado e o pênalti foi assinalado. Cano cobrou, o goleiro desviou e a bola explodiu no travessão. No entanto, aos 6, o artilheiro estufou a rede. Samuel Xavier achou ótimo passe para o argentino, que passou pelo goleiro, bateu e fez o L..

Aos 14 minutos, Lelê recebeu no meio de campo, avançou contra a marcação e achou belo passe para John Kennedy finalizar no cantinho e ampliar o placar. Aos 18, Ganso cobrou falta e Vítor Mendes, na segunda trave, testou firme para boa defesa do goleiro. Um minuto depois, John Kennedy recebeu bolão de Cano e tentou tirar do goleiro, que voltou a aparecer. Aos 25, foi a vez de Cano receber do Moleque de Xerém e balançar a rede pelo lado de fora.

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Após tantas boas chances, o terceiro gol saiu dos pés de Lelê. Aos 26 minutos, o atacante avançou pela direita e finalizou cruzado, sem chances para o goleiro. Aos 34, Keno cruzou e John Kennedy cabeceou, mas o goleiro fez a defesa.

FICHA TÉCNICA

Campeonato Brasileiro – 1ª rodada

15/04/2023, 16h – Estádio Independência

América-MG (0)

Matheus Cavichioli; Nino Paraíba, Iago Maidana (Ricardo Silva), Éder e Marlon; Alê, Juninho e Martinez (Lucas Kal); Felipe Azevedo (Matheusinho), Everaldo (Adyson) e Henrique Almeida (Wellington Paulista). Técnico: Vagner Mancini

Fluminense (3)

Fábio; Samuel Xavier, Nino (David Braz), Vítor Mendes e Alexsander (Guga); André, Gabriel Pirani (Lelê), Lima e P.H. Ganso (Thiago Santos); John Kennedy e Germán Cano (Keno). Técnico: Fernando Diniz

Gols: Germán Cano (6´ 2T), John Kennedy (14´ 2T) e Lelê (26´ 2T) (FLU)

Cartões amarelos: Iago Maidana, Éder e Nino Paraíba (AME); Vítor Mendes e John Kennedy (FLU)

Arbitragem: Bráulio da Silva Machado, auxiliado por Thiaggo Americano Labes e Gizeli Casaril

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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