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Flamengo vence clássico turbulento contra o Botafogo e assume liderança do Carioca
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Em um clássico marcado por tensão e disputa acirrada no Maracanã, o Flamengo derrotou o Botafogo por 1 a 0 nesta quarta-feira (14), pela sétima rodada do Campeonato Carioca. O gol solitário de Léo Ortiz garantiu ao Rubro-Negro a liderança isolada da competição – agora com 17 pontos – e estendeu sua invencibilidade para seis jogos (cinco vitórias e um empate). O Botafogo segue estacionado na sexta posição, com 12 pontos e fora da zona de classificação para as semifinais.
O Jogo
O primeiro tempo teve oportunidades desperdiçadas por ambos os lados. Logo aos dois minutos de jogo, Juninho perdeu chance clara para o Botafogo após passe de Luiz Araújo. Aos 31 minutos, uma polêmica agitou o duelo: De la Cruz acertou o rosto de Matheus Martins com o cotovelo em disputa de bola e escapou do vermelho após revisão do VAR – recebeu apenas amarelo. Na etapa final do primeiro tempo, Alex Telles arriscou um chute forte após escanteio curto, mas Matheus Cunha defendeu em dois tempos para manter o zero no placar.
A virada do segundo tempo trouxe o lance decisivo: aos quatro minutos, Arrascaeta cobrou falta na área na cabeça de Danilo, que ajeitou para Léo Ortiz completar de primeira nas redes. O zagueiro celebrou seu primeiro gol com a camisa do Flamengo em grande estilo.
O Botafogo reagiu aos 28 minutos com cabeçada perigosa de Igor Jesus**, mas Varela salvou o Rubro-Negro ao afastar a bola em cima da linha do gol.** A defesa heroica garantiu os três pontos ao time comandado por Filipe Luís.**
Confusão pós-Jogo e expulsões em série
Após o apito final, jogadores dos dois times se envolveram em uma briga generalizada no gramado. O árbitro Bruno Mota expulsou Gerson e Cleiton pelo Flamengo, além de Alexander Barboza pelo Botafogo. As imagens mostraram empurra-empurra e troca de insultos entre os atletas, refletindo a alta temperatura do clássico.
Próximos desafios
Com a vitória, o Flamengo ultrapassou o Volta Redonda no saldo de gols (+13 contra +8) e assumiu a ponta do Carioca. A equipe volta ao Maracanã no sábado (17), às 21h45, para outro clássico contra o Vasco pela décima rodada. Já o Botafogo tenta reabilitação no mesmo dia, às 19h, diante do Boavista no Estádio Elcyr Resende de Mendonça.
Enquanto isso, as expulsões devem gerar desfalques importantes: Gerson perderá o próximo jogo do Flamengo, e Barboza deixará o Botafogo sem um dos pilares defensivos. Para ambas as equipes**, além das questões técnicas, será necessário controlar os ânimos em busca dos objetivos no estadual.
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 1 X 0 BOTAFOGO
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 13/02/2025
Hora: 19h (de Brasília)
Árbitro: Bruno Mota Correia
Assistentes: Thiago Rosa de Oliveira Esposito e Hugo Filemon Soares Pinto
VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho
Cartões amarelos: Luiz Araújo, Nicolás De La Cruz, Allan e Bruno Henrique (Flamengo); Gregore, Marlon Freitas e Alexander Barboza (Botafogo)
Cartões vermelhos: Gerson e Cleiton (Flamengo); Alexander Barboza (Botafogo)
Gol: Léo Ortiz, aos dez minutos do 2º Tempo (Flamengo)
FLAMENGO: Matheus Cunha; Wesley, Danilo, Léo Ortiz e Varela; Allan (Evertton Araújo), De La Cruz (Gerson) e Arrascaeta (Michael); Luiz Araújo, Juninho (Bruno Henrique) e Everton Cebolinha (Erick Pulgar). Treinador: Filipe Luis
BOTAFOGO: John; Vitinho (Mateo Ponte), Danilo, Barboza e Alex Telles (Cuiabano); Gregore (Patrick de Paula), Allan (Newton) e Marlon Freitas; Igor Jesus, Savarino e Matheus Martins (Rafael Lobato). Treinador: Carlos Leiria
Fonte: Esportes
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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