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Cuiabá recebe o Santos na Arena Pantanal pelo Campeonato Brasileiro

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Buscando se reabilitar no Campeonato Brasileiro, o Cuiabá enfrentará o Santos na Arena Pantanal neste domingo, às 17h30, em partida válida pela 13ª rodada da competição. Os ingressos estão à venda a partir de R$10.

Após duas derrotas consecutivas para Botafogo, em casa, e Vasco, no Rio de Janeiro, o Cuiabá precisa da vitória para se afastar da zona de rebaixamento. Atualmente, o time ocupa a 16ª colocação, com 12 pontos. O Santos, por sua vez, está em 13º lugar, com um ponto a mais.

O meia Denilson destacou a dificuldade do jogo e a importância de buscar a vitória na Arena. O zagueiro Alan Empereur e o volante Fernando Sobral desfalcarão o time devido ao terceiro cartão amarelo, enquanto o técnico António Oliveira, expulso no último jogo contra o Vasco, não estará na beira do campo. O auxiliar Bruno Lazaroni assumirá o comando da equipe. Por outro lado, o lateral-direito Matheus Alexandre, que estava suspenso no jogo no Rio, volta a ficar disponível para a defesa.

A preparação para a partida contra o Santos foi concluída com um treino tático realizado na Arena Pantanal. A comissão técnica trabalhou em detalhes de bolas paradas e finalizações. O lateral-esquerdo Uendel, que se recuperou de uma cirurgia no joelho direito, retorna à lista de relacionados após quase um ano afastado dos gramados.

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Uendel, número 6 do Cuiabá, chegou ao clube em 2021 e já disputou 75 partidas, contribuindo com um gol e seis assistências. Ele foi peça fundamental nas campanhas de permanência na elite do futebol brasileiro e conquistou três títulos estaduais com o time.

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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