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Coritiba perde para o Atlético-MG e entra na zona de rebaixamento da Série A

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Aconteceu pela segunda vez em uma semana no estádio Couto Pereira: derrota do Coritiba com gol nos acréscimos. Segunda-feira passada (8), o alviverde perdeu para o Santos, por 2 a 1, aos 47 minutos do segundo tempo. Neste domingo (14), pela 22ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, o tombo foi diante do Atlético Mineiro, por 1 a 0. Alan Kardec, de cabeça, fez o gol aos 48.

A equipe paranaense saiu de campo em 17º lugar, entrando na zona de rebaixamento com 22 pontos, e o time mineiro em sexto, com 35 pontos. Ambos podem descer um degrau na classificação ainda neste domingo.

O visitante teve mais posse de bola durante toda a partida (cerca de 60%), mas as melhores finalizações só aconteceram depois do intervalo. Aos seis minutos do segundo tempo, a primeira chance do Coritiba: o estreante Gabriel Boschilia, meia que veio do Internacional, cruzou pelo lado direito e José Hugo cabeceou para fora. Depois deste lance, Boschilia, que não jogava há mais de um mês, sentiu dores e foi substituído por Régis.

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Aos 14 minutos, no campo de defesa coxa-branca, Egídio tentou passar para Luciano Castán, mas este escorregou e a bola sobrou para Hulk, que invadiu a área e chutou pela linha de fundo. Aos 22, o Coritiba respondeu com José Hugo, que tentou da meia-lua, e o goleiro Éverson segurou a bola. Aos 24, quem quase marcou para o time mineiro foi Guilherme Arana, de cabeça, mas a bola bateu no travessão e quicou quase em cima da risca antes de ser afastada por um defensor.

O goleiro Alex Muralha foi o protagonista em três lances na segunda etapa: aos 28; rebateu após um disparo de Guilherme Arana e evitou que Alan Kardec aproveitasse a sobra; aos 35 e aos 45, fechou a meta contra Nacho Fernández, que apareceu dentro da área na primeira vez e cobrou falta na segunda. Entre uma e outra defesa de Muralha, nova tentativa coxa-branca de cabeça, desta vez com Bruno Gomes, por cima do travessão.

Aos 48, o gol: Nacho Fernández cruzou pelo lado esquerdo e Alan Kardec cabeceou livre e certeiro, livre de marcação, próximo da segunda trave.

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Na 23ª rodada, o Coritiba vai jogar no Rio de Janeiro, contra o Fluminense, sábado (20), às 19h, no Maracanã.

Ficha Técnica de CORITIBA 0 x 1 ATLÉTICO MINEIRO

Local: Domingo, 14/8 – 11h – Estádio Couto Pereira
Gol: Alan Kardec aos 48 minutos do 2º tempo
Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique, auxiliado por Nailton Junior de Sousa Oliveira e Renan Aguiar da Costa.
Árbitro de vídeo: Carlos Eduardo Nunes Braga, do Rio de Janeiro
Cartões amarelos: Matheus Alexandre e Luciano Castán (Coritiba)
Renda: R$ 344.220,00
Público pagante: 17.608 (total: 18.938)
Coritiba: Alex Muralha; Matheus Alexandre (Natanael), Chancellor, Luciano Castán e Egídio; Willian Farias, Bruno Gomes e Gabriel Boschilia; Fabrício Daniel (Adrián Martínez), Léo Gamalho (Jesus Trindade) e José Hugo (Guilherme Biro); técnico: Gustavo Morínigo.
Atlético Mineiro: Everson; Mariano, Nathan Silva, Junior Alonso e Guilherme Arana; Allan, Jair (Pedrinho) e Zaracho (Nacho Fernández); Pavón (Ademir), Hulk (Alan Kardec) e Keno (Rubens); técnico: Cuca.

Fonte: Agência Esporte

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Estudante da Rede Estadual representa Mato Grosso nas Paralimpíadas Escolares em São Paulo

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Reprodução Seduc/MT

Aos 17 anos, Daniel Santana Prado, estudante da Escola Estadual Cleinia Rosalina de Souza, em Cuiabá, se prepara para representar Mato Grosso na fase nacional das Paralimpíadas Escolares 2026, entre os dias 16 e 20 de novembro, em São Paulo.

O caminho até essa nova oportunidade começou em 2024, quando a professora de educação física Débora Rosana de Souza Lopes Barreto, atualmente treinadora de Daniel, enxergou no atletismo uma nova possibilidade para o estudante. Ele teve paralisia infantil ao nascer, que atingiu a fala.

Desde 2021, Débora já trabalhava com atletismo escolar e passou a observar que estudantes com deficiência nem sempre tinham as mesmas oportunidades de participação nas competições. Essa percepção despertou nela o desejo de ampliar esses espaços e criar condições para que mais alunos pudessem vivenciar o esporte, desenvolver suas habilidades e reconhecer o próprio potencial.

Na época, Daniel praticava xadrez com o professor João Paulo, da mesma unidade, mas o diálogo entre os educadores e o estudante abriu caminho para uma nova oportunidade: participar do Meeting Paralímpico de 2024. A estreia no atletismo levou Daniel ao pódio.

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Para Débora, as competições representam oportunidades de aprendizagem que vão além dos resultados esportivos. “Uma competição pode ensinar muito mais do que regras, técnicas e resultados. Quando estamos em outros estados, procuro mostrar aos estudantes um pouco da história dos lugares, das pessoas e das realidades que encontramos. São experiências que ampliam o olhar e contribuem para a formação deles como cidadãos”, destaca.

A professora também percebeu avanços no desenvolvimento de Daniel ao longo do percurso, especialmente na comunicação e na socialização. O contato com outros atletas com deficiência, segundo ela, permite ao estudante conhecer diferentes trajetórias de participação, autonomia e realização pessoal.

Em 2025, nos Jogos Escolares Paralímpicos, realizados em São Paulo, Daniel conquistou o primeiro lugar no arremesso de peso e no lançamento de dardo, além do terceiro lugar nos 100 metros rasos.

Neste ano, Daniel voltou a competir na fase estadual dos Jogos Paralímpicos Escolares, realizada em Cáceres, onde conquistou a classificação para a etapa nacional. Também participaram da competição Luann Gabriel Ferreira Gomes, de 12 anos, e David Nathan Bueno de Oliveira, de 24 anos, que concluiu o ensino médio no primeiro semestre deste ano.

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Agora, Daniel se prepara para representar Mato Grosso em mais um desafio, levando para a competição a experiência acumulada nas pistas e os aprendizados construídos ao longo de sua trajetória no esporte.

Para o coordenador pedagógico da Escola Estadual Cleinia Rosalina de Souza, Emanuel Ferreira do Nascimento, a história dos estudantes também evidencia a importância de reconhecer as experiências e o potencial de cada aluno.

“Precisamos reconhecer o esforço dos nossos alunos. Cada trajetória é única e todas elas nos inspiram como seres humanos, mostrando que, apesar das dificuldades do dia a dia, temos que continuar caminhando e acreditando em nossas possibilidades”, destaca.

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