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Corinthians vence e elimina Internacional da Supercopa Feminina

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Em uma manhã de domingo que testou os limites físicos das atletas com temperaturas que beiraram os 40 graus, as Gurias Coloradas enfrentaram um desafio árduo no Beira-Rio contra o Corinthians pela Supercopa Feminina de 2024. A estreia da temporada não foi como o esperado para o Internacional, que sofreu uma derrota por 4 a 2, sendo eliminado nas quartas de final do torneio em um jogo que manteve os torcedores na ponta dos assentos até o último apito.

Com três novidades na formação inicial, fruto do planejamento do técnico Brenno Basso para esta temporada, a equipe do Inter contou com a participação de Mayara na meta, Thaíni na lateral e Katrine, recém-chegada do Palmeiras, reforçando o meio-campo. No entanto, apesar dos ajustes e da esperança renovada, o time não conseguiu superar a eficácia do Corinthians.

O jogo começou em alta intensidade, com o Corinthians tomando a iniciativa e quase abrindo o placar aos 4 minutos com Gabi Zanotti, que viu seu chute encontrar a trave. A pressão inicial das visitantes logo se transformou em vantagem quando, após um erro defensivo do Inter, Jaqueline aproveitou para marcar o primeiro gol da partida. A resposta do Inter foi rápida, com Priscila conquistando e convertendo um pênalti, igualando o marcador.

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A partida continuou frenética, com o Inter virando o jogo temporariamente antes do Corinthians igualar e, posteriormente, assumir a liderança novamente. O calor extremo foi um adversário à parte, provocando uma parada técnica e a substituição de jogadoras afetadas pelas altas temperaturas.

Apesar de momentos de brilho individual e coletivo, o Inter viu suas esperanças de avançar na competição serem desfeitas com o quarto gol do Corinthians, marcado por Jheniffer nos acréscimos, selando o destino das Gurias Coloradas na Supercopa Feminina.

Este confronto não apenas reiterou a intensidade da rivalidade entre as duas equipes, como também destacou o desafio adicional imposto pelas condições climáticas extremas. Para o Internacional, é um momento de reflexão e reagrupamento, enquanto o Corinthians avança no torneio, fortalecido pela vitória e pela superação das adversidades.

O jogo, marcado por reviravoltas e pela incansável luta de ambas as equipes, promete ser um precursor de uma temporada altamente competitiva no futebol feminino brasileiro. A derrota, embora dolorosa, serve como aprendizado para as Gurias Coloradas, que agora voltam suas atenções para os próximos desafios, visando fortalecer o time e buscar redenção nas futuras competições.

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INTERNACIONAL 2 x 4 CORINTHIANS

INTER: Mayara; Tamara, Bruna Benites, Isa Haas e Thaíni (Zóio, no intervalo); Capelinha e Pati Llanos (Soll, 39’/1ºT), Katrine (Carlinha / 39’ 2ºT) , Letícia Monteiro (Analuyza / 44’ 2ºT); Belén Aquino e Priscila (Acuña, 44’/2ºT). Técnico: Brenno Basso. 

CORINTHIANS: Kemelli; Isabela, Tarciane, Mariza e Yasmin; Ju Ferreira, Gabi Zanotti (Vic Albuquerque, 31’/ 2ºT)e Duda Sampaio (Yaya, 10’ 2T) ; Gabi Portilho (Eudimilla, 31’/2ºT); Jaqueline (Carol Tavares/ 39’2ºT) e Millene (Jheniffer / 40’ 2ºT). Técnico: Lucas Piccinato.  

GOLS: Jaqueline (C), aos 6min do 1º Tempo; Priscila (I), aos 11min e aos 21min do 1º Tempo; Millene (C), aos 26min do 1º Tempo; Gabi Portilho (C), aos 41min do 1º Tempo; e Jheniffer (C), aos 48min do 2º Tempo 

CARTÕES AMARELOS: Mariza (C), Yaya (C), Gabi Portilho (C) 

ARBITRAGEM: Andreza Helena de Siqueira, auxiliada por Maira Mastella Moreira e Estefani Adriati Estrela da Rosa; 

PÚBLICO: 3.595 pessoas 

RENDA: R$ 17.955 

LOCAL: Beira-Rio, Porto Alegre



Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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