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Corinthians vence América de Cali e vai à semi da Libertadores Feminina

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O Corinthians teve uma grande vitória contra o América de Cali por 4 a 0 neste domingo (15.10), assegurando sua classificação para a semifinal da Libertadores Feminina 2023. Os gols foram marcados por Tarciane, Millene, Vic Albuquerque e Fernanda, no Estádio Pascual Guerrero, em Cali, na Colômbia.

A equipe que enfrentará o Timão na semifinal será definida no jogo de mais tarde, às 20h30 (horário de Brasília), entre Internacional e Colo-Colo. A partida da semifinal ocorrerá na próxima quarta-feira, dia 18.

No início do jogo, a equipe da casa teve uma boa chance logo nos primeiros minutos, mas não conseguiu converter em gol. O Corinthians passou a criar mais oportunidades e marcou o primeiro gol aos nove minutos, com Tarciane. Após um escanteio cobrado por Duda Sampaio, a bola desviou no meio da confusão e entrou. A arbitragem validou o gol brasileiro mesmo com a zagueira do Timão ainda chegando na jogada. Apesar da pressão das “Brabas”, o jogo ficou aberto com possíveis contra-ataques da equipe adversária.

O Corinthians teve dificuldades na segunda etapa e viu o América pressionar em busca do empate. Em um momento não tão favorável, o time alvinegro teve um pênalti a seu favor após uma falta em Millene na área do adversário. A própria atacante cobrou o pênalti com sucesso, fazendo o placar ficar em 2 a 0.

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Esse gol deu mais ânimo ao Corinthians. Aos 31 minutos, a lateral Daniela Arias, do América, foi expulsa por uma falta violenta em Gabi Zanotti. Dois minutos depois, Vic Albuquerque marcou o terceiro gol para o Timão. No lance, Tarciane desviou um escanteio na primeira trave e ela, de camisa 17, finalizou dentro da pequena área. Aos 45 minutos, Fernanda transformou a vitória em goleada. Jheniffer ganhou na marcação e cruzou para a atacante, livre, cabecear e marcar o quarto gol.

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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