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Corinthians goleia Flamengo e é bicampeão da Supercopa Feminina

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As Brabas não cansam de conquistar títulos! Na manhã deste domingo (12), a equipe do Corinthians de Futebol Feminino goleou o Flamengo por 4 a 1 na Neo Química Arena. O time conseguiu, assim, o bicampeonato da Supercopa Feminina!

Com gols de Millene e Tamires (dois de cada uma) e mais de 25 mil pessoas nas arquibancadas da Casa do Povo, o Timão brilhou, dominando o Flamengo do início ao fim. Desde que a Supercopa Feminina teve início, em 2021, o Corinthians é o único vencedor, conquistando os dois títulos.

Escalação
O técnico Arthur Elias escalou as Brabas com a seguinte formação: Lelê, Isabela, Andressa, Tarciane, Yasmim, Diany, Ju Ferreira, Vic. Albuquerque, Gabi Portilho, Tamires e Millene. Entraram no decorrer da partida: Gabi Morais, Lia Salazar, Jheniffer, Jaqueline e Kati. Ainda ficaram à disposição no banco de reservas: Tainá Borges, Luana Bertolucci, Grazi, Carol Tavares, Mariza, Fernanda e Carol Nogueira.

Primeiro tempo
O jogo começou já com um gol do Corinthians! Antes do primeiro minuto, o Timão fez uma jogada pela direita, com Gabi Portilho: ela cruzou no meio da área para Vic. Albuquerque, que chutou para o gol. No rebote da goleira, Tamires colocou a bola no fundo do gol, 1 a 0!

As Brabas continuaram pressionando a equipe do Flamengo. Em cobrança de escanteio, aos oito minutos, Vic. Albuquerque cabeceou no chão e quase ampliou o placar.

O Flamengo tentou responder, com uma chegada de Crivelari, mas não obteve sucesso na tentativa.

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Aos 16 minutos, Millene roubou a bola, passou para Diany, que entregou de primeira para Tamires. A camisa 37 chutou colocado e a bola foi para fora.

Em cobrança de falta aos 27 minutos, o Flamengo chegou com perigo mais uma vez: Jucinara chutou pra fora!

Um minuto depois, o Corinthians chegou e a goleira Bárbara derrubou Vic. Albuquerque na pequena área. Pênalti! Millene cobrou e a goleira Bárbara defendeu. No rebote, a bola sobrou para a própria Millene, que colocou para o fundo do gol. A árbitra mandou voltar o pênalti, por conta de invasão. Em nova cobrança, Millene não desperdiçou e ampliou o placar, 2 a 0!

Aos 40 minutos, o Timão chegou mais uma vez: em uma ótima jogada de Millene, a bola ficou com Isabella, que levou para dentro da área e chutou cruzado, porém Bárbara fez a defesa.

A árbitra deu quatro minutos de acréscimo.

Gol do Corinthians!!! Aos 48 minutos, Vic. Albuquerque ajeita a bola para Millene, que dentro da área chutou no canto direito da goleira e aumentou o placar, 3 a 0!

Após o gol, o primeiro tempo foi finalizado.

Segundo tempo
A segunda etapa iniciou com o Flamengo tentando reagir. Em uma chegada pela direita, a equipe do Rio de Janeiro buscou o gol, mas a bola ficou nas mãos da goleira Lelê.

Gol do Corinthians! Aos 11 minutos, Gabi Portilho, pela direita, foi até a linha de fundo e cruzou, a bola chegou para Tamires, que colocou para o fundo das redes, 4 a 0!

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Aos 18 minutos, mais uma chegada perigosa das Brabas: Gabi Portilho chutou cruzado e Bárbara defendeu, mandando para escanteio.

O Timão mexeu no time pela primeira vez aos 19 minutos: saíram Vic. Albuquerque e Diany e entraram Gabi Morais e Lia Salazar.

Aos 23 minutos, o Flamengo diminuiu o placar: em cobrança de escanteio, Jucinara cruzou para Daiane, que cabeceou forte para o fundo do gol, 4 a 1.

O técnico Arthur Elias mexeu mais uma vez no time, aos 28 minutos. Saíram: Millene e Yasmin e entraram Jheniffer e Jaqueline.

Aos 31 minutos, mais um ataque perigoso do Coringão: mas Isabella cabeceou pra fora. Quase o quinto gol das Brabas.

O Flamengo respondeu com Crivelari. A atacante recebeu a bola dentro da área e chutou tentando tirar Lelê da jogada, mas a bola foi pra fora.

A última alteração do Timão ocorreu aos 36 minutos: saiu Isabella e entrou Kati.

Com o final da partida se aproximando, o Alvinegro passou a ter mais a posse da bola e, aos 43 minutos, a torcida presente começou a levantar o grito de É CAMPEÃO, nas arquibancadas.

A árbitra deu quatro minutos de acréscimo, mas nada aconteceu nesses minutos e a partida foi encerrada. O Corinthians é bicampeão da Supercopa Feminina!


Foto: Rodrigo Gazzanel/ Ag. Corinthians

Próximo jogo
As Brabas voltam a campo na estreia do Brasileirão Feminino, no final de fevereiro, quando enfrenta a equipe do Ceará.

Fonte: Agência Esporte

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Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio

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Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, o campo de futebol estava ocupado apenas por garotas, na tarde da última quarta-feira (21). Eram quatro times disputando um minitorneio, sob olhares de ex-jogadoras da seleção brasileira. Meninos, só na arquibancada.

A atividade fez parte da abertura do programa Pioneiras nas Escolas, que leva craques de décadas passadas para escolas da rede pública de ensino da cidade.

Antes da disputa no campo, mais de 100 alunas lotaram um auditório para ouvir, fazer perguntas e tirar fotos com as ex-jogadoras Marisa Pires, Maria Lúcia Lima e Marilza Martins. Ou como elas ficaram conhecidas: Caju, Fia e Pelezinha.

Além de ouvir histórias de motivação e curiosidades, as alunas ficaram sabendo de dificuldades, como o machismo e preconceito enfrentados pelas ex-jogadoras, que alcançaram o feito de vestir a camisa amarelinha da seleção poucos anos depois de o esporte deixar de ser proibido para mulheres.

De 1941 a 1979, o futebol era vetado às garotas, com base no Decreto-Lei 3.199, que restringia a participação de mulheres em esportes considerados incompatíveis com sua natureza.

Proibição que surpreende a estudante Nicoly Melo, de 12 anos. “Por que não podiam?”, perguntou ela, sem parecer acreditar.

Liberado em 1979, o esporte foi regulamentado apenas em 1983. A primeira seleção brasileira só viria a disputar uma competição experimental em 1988, na China.

A primeira Copa do Mundo feminina aconteceu três anos depois, também na China. Nas Olimpíadas, o esporte disputado pelas mulheres estreou em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.

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Preconceito

Fia, hoje com 62 anos, contou que havia muito machismo na época e que enfrentava o preconceito confiando na própria habilidade.

“Sempre joguei com menino. Tinha talento. Não queria saber de machismo”, relatou às alunas a ex-atleta.

Fia ficou cinco anos na seleção, foi tricampeã continental e disputou a primeira Copa e a primeira olimpíada.

A ex-zagueira Caju, de 60 anos, ficou na seleção de 1988 a 1999, com um retrospecto de 43 jogos e 34 vitórias. Respondendo a uma das alunas sobre os “maiores absurdos que ouviu”, ela relembrou que recebeu provocações machistas enquanto estava em campo. “Vários torcedores diziam que mulher não servia para jogar futebol”, reproduziu.

“Aquelas palavras mexiam com nosso ego, e a gente queria, mais e mais, mostrar que mulher sabe jogar futebol”, completou a atual árbitra de partidas.

O Pioneiras nas Escolas é coordenado pela também ex-jogadora da seleção Duda Luizelli, que vestiu ainda a camisa do Internacional, de Porto Alegre, e de Milan e Verona, times da Itália.

Para ela, o projeto mostra que mulheres devem acreditar em suas capacidades, sempre com foco nos estudos.

“O estudo é muito importante porque, mesmo quem for ser atleta, jogadora de futebol, de vôlei, de basquete, terá uma carreira muito curta. Com 38, 39 anos, acabou a nossa carreira e nós temos que dar uma continuidade”, disse a bicampeã sul-americana.

Educação e esporte

A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro é parceira do projeto. Desde 2012, a escola Juan Antonio Samaranch é classificada pela prefeitura como Ginásio Experimental Olímpico (GEO), no qual o ensino integral é permeado por incentivo a práticas esportivas.

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A escola tem cerca de 600 estudantes de 11 a 15 anos. Além de professores, a unidade conta com treinadores de 19 modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o projeto iniciado durante a preparação da Rio 2016 é um legado olímpico. Atualmente o Rio tem 12 GEOs.

A coordenadora de Projetos Integradores da SME, Caroline Guedes, destaca que o Pioneiras nas Escolas tem relação com a preparação do Rio de Janeiro para ser uma das oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.

“É muito importante que a gente já esteja se preparando para esse momento e, mais do que isso, se preparando dentro do nosso primeiro ginásio olímpico, que é muito importante para nossa rede”.

Aluna do 9º ano, Letícia Pereira, de 15 anos, diz que é “um privilégio” receber as ex-jogadoras na própria escola.

Ela considera que a experiência, em uma escola já marcada pelo incentivo ao esporte, é “meio caminho andado para as alunas por mostrar que o esporte também dá futuro, sim”.

A estudante afirmou que será presença garantida em jogos da Copa no ano que vem: “Meu pai me leva lá, eu fico lá torcendo”, disse à Agência Brasil .



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