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Chapecoense empata sem gols contra Brusque fora de casa

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A Chapecoense entrou em campo na noite desta quinta-feira (05), no Augusto Bauer, para enfrentar o Brusque em partida válida pela 6ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. No duelo contra a equipe quadricolor, a Chapecoense ficou no empate sem gols diante do Brusque fora de casa.

A partida:

Estudando a equipe adversária nos minutos iniciais, a Chapecoense trocou passes no campo defensivo, buscando furar a linha de marcação do Brusque e aproveitar descuidos da defesa da equipe da casa. Aos cinco minutos, o atacante Orejuela pegou sobra no ataque, se livrou da marcação e passou para Fernando. Subindo em ataque, o lateral invadiu a área e arriscou o chute, mas a bola passou por cima do gol, marcando a primeira boa chegada alviverde.

Aos 18, Ronei e Orejuela protagonizaram o principal lance do Verdão na primeira etapa, quando subiram em ataque pela lateral do campo. O camisa 2 passou para o atacante e avançou para a linha de fundo dando oportunidade de passe, Orejuela devolveu a posse e, ao receber novamente de Ronei, a bola desviou na defesa adversária. Aproveitando a sobra, Orejuela arriscou chute açucarado de primeira, obrigando grande defesa do arqueiro adversário.

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Sem alterações no placar no primeiro tempo, a Chapecoense retomou a segunda etapa realizando blitz na área adversária. Ainda no minuto inicial, Ronei fez passe na medida para Lima, fazendo a bola passar entre os defensores do Brusque e quebrando a linha defensiva dos donos da casa. Lima dominou e realizou o chute, mas o goleiro Ruan Carneiro saiu bem para defender. Segundos depois, Ronei apareceu de novo na área do Brusque, obrigando nova defesa do goleiro quadricolor.

Aos 11 minutos, Orejuela encontrou Bianqui na entrada da área e passou para o camisa 5. Livre de marcação, Matheus Bianqui arriscou chute com endereço, mas o goleiro adversário ficou com ela evitando o gol da Chapecoense. Com nova chegada ao ataque aos 27, Rodrigo Varanda recebeu de Crystian dentro da área e arriscou chute no cantinho do gol, a bola passou perto, mas saiu pela linha de fundo.

Nos minutos finais da partida, a Chapecoense ainda subiu em ataque em busca de conquistar os três pontos fora de casa. Novidade no segundo tempo, o atacante Claudinho avançou com a bola até a grande área e arriscou o chute, mas Ruan Carneiro espalmou para a linha de fundo. Sem alterações no placar, a partida terminou com o placar mínimo, mantendo a invencibilidade do Verdão fora de casa e fazendo a equipe dormir no G4 da competição nacional.

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Próximo jogo:

A Chapecoense entra em campo novamente na próxima sexta-feira (13), às 21h30, para confronto diante do Sport na Arena Condá, válido pela 7ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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