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Brasil enfrenta Tunísia nesta terça-feira no último amistoso antes da Copa do Mundo

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Após enfrentar Gana, Seleção Brasileira faz último amistoso em Paris. Técnico Tite enaltece jogo, mas diz que partida não será decisiva para a definição da lista de convocados.

Treino da Seleção Brasileira no estádio Charléty em Paris

O último amistoso da Seleção Brasileira antes da convocação final para a Copa do Mundo FIFA 2022 Qatar será contra a Tunísia. O duelo nesta terça-feira (27), no Parque dos Príncipes, em Paris, tem sido tratado como importante na definição das últimas vagas, mas não como fundamental na avaliação sobre o trabalho feito ao longo de todo o ciclo de quatro anos para o Mundial.

“Eu não descarto nada. Mas é tudo em cima de um contexto, não de um fato isolado. São vários os fatores que definem uma convocação. O jogo vai contribuir. Eu queria dar oportunidade a todos e eu me cobro por isso, às vezes fico sem dormir. Mas eu sou ser humano, não posso ser tão duro comigo. Isso faz parte, é normal, é da vida. A gente tem é de ter a pré-disposição de fazer as coisas corretas”, disse o treinador.

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Para a partida desta terça-feira, Tite não vai fazer mistério e anunciou a escalação com duas mudanças em relação ao jogo contra Gana, vitória por 3 a 0, na última sexta-feira (23), em Le Havre.

Na lateral direita, Danilo entra no lugar de Eder Militão. No meio de campo, Fred assume no lugar de Vinicius Junior, com o meio de campo formado por ele, Casemiro, Lucas Paquetá e Neymar.

Seleção Brasileira treina em Paris antes de partida contra TunísiaSeleção Brasileira treina em Paris antes de partida contra Tunísia | Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Para o último amistoso antes da convocação final, Tite disse que o desempenho no clube é o principal fator e que a comissão técnica usará todo o trabalho feito para definir a lista para a Copa do Mundo.

“É um conjunto. É a performance, o nosso acompanhamento diário. A gente tira muita coisa do treinamento, mas o principal é a performance no clube. Isso que é determinante para o atleta vir pra cá. Eu sei que o Pedro pode me dar aquilo que o Richarlison dá, que é o gol. Ele é o jogador da última jogada, da parede”, explicou.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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