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Atlético vence a Caldense e amplia vantagem na semi.

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O Atlético bateu a Caldense por 2 a 0 na tarde desta quarta-feira, dia 23. A partida, válida pela ida da semifinal do Campeonato Mineiro, foi realizada no Mineirão. Com o resultado, o alvinegro chegou a 31 jogos de invencibilidade e 17 vitórias seguidas no Gigante da Pampulha.
As equipes volta a se enfrentar no domingo, às 18h, também no Mineirão. O Galo se classifica para a final mesmo em caso de resultado adverso por até dois gols de diferença.
O jogo
O Galo partiu para cima desde o começo. Logo no segundo minuto de jogo, Ademir cruzou na área e o goleiro Renan afastou. A bola sobrou para Allan, que chutou forte, mas a bola desviou da defesa adversária.
Aos 26 minutos o Atlético abriu o marcador. Ademir recebeu na entrada da área e, pressionado pelo goleiro, tocou para Hulk. O artilheiro do Galo só teve o trabalho de empurrar para as redes e fazer 1 a 0.
Na marca dos 32 minutos, Jair levantou para Guga na direita. O lateral tocou de primeira para Nacho chegar por trás da defesa adversária, mas a bola foi para fora.
E não demorou para o alvinegro ampliar a vantagem. Aos 36 minutos, Keno recebeu na esquerda e lançou Hulk dentro da área. O atacante foi derrubado e o árbitro marcou a penalidade.
Na cobrança, com paradinha, goleiro para um lado e bola para o outro. Com este gol, Hulk se tornou o maior artilheiro do Mineirão desde a reforma para a Copa do Mundo de 2014.
Ainda no final da primeira etapa, a Caldense tentou levar perigo. Aos 47 minutos, em bola cruzada, Douglas Skillo cabeceou fraco para defesa de Everson.
Veja o álbum da partida:
Segundo tempo
A primeira oportunidade da segunda etapa foi da Caldense. Íkaro avançou em velocidade e tocou para Mateus Muller finalizar de primeira por cima do gol.
Aos 7 minutos, Réver levantou na área para Jair que se livrou da marcação e cabeceou com perigo. Três minutos depois Ademir bateu de fora da área e acertou a trave do goleiro Renan.
O Atlético dominou o meio campo e não deixou espaço para a equipe adversária atacar.
Aos 26 minutos, Jonathan Costa saiu jogando errado e entregou a bola para Sasha. O atacante experimentou de longe, obrigando Renan a espalmar para o meio da área. No rebote, Ademir mandou chutou colocado, obrigando Renan a fazer grande defesa.
A Caldense ainda tentou um último ataque. Aos 40 minutos, Filipe Sousa soltou a bomba depois de ficar a sobra de um escanteio. Everson caiu para o canto direito para espalmar.
FICHA TÉCNICA
CALDENSE 0 X 2 ATLÉTICO
Competição: Campeonato Mineiro
Data: 23/03
Horário: 16h30
Etapa: Semifinal (ida)
Estádio: Mineirão
Cidade: Belo Horizonte (MG)
Gols: Hulk (26′, 39′ – 1ºT)
Atlético
Everson; Guga (Tchê Tchê), Réver, Nathan Silva, Rubens, Allan (Otávio), Jair (Sasha), Nacho (Zaracho), Ademir, Keno (Borrero) e Hulk.
Técnico: Antonio Mohamed.
Caldense
Renan Rinaldi; Yuri Ferraz, Jonathan, Lula, Mateus Muller, Guilherme Borges, Íkaro (Paulo Vitor), Alemão (Igor Pimenta) , Filipi Sousa (Gabriel Braga), Neto Costa (Pedro Gabriel) e Douglas Skilo (Kaíque).
Técnico: Gian Rodrigues
Cartões amarelos: Mateus Muller, Íkaro (Caldense); Hulk (Atlético).
Árbitro: André Luiz Sketino Policarpo Bento
Árbitro Assistente 1: Felipe Alan Costa de Oliveira
Árbitro Assistente 2: Leonardo Henrique Pereira
VAR: Igor Junior Benevenuto de Oliveira
Quarto Árbitro: Murilo Francisco Misson Júnior
fonte: https://atletico.com.br/noticias/atletico-vence-a-caldense-e-amplia-vantagem-na-semi

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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