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Atlético-MG e Cruzeiro empatam em clássico eletrizante na Arena MRV pelo Campeonato Mineiro
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Os rivais mineiros, Atlético-MG e Cruzeiro, protagonizaram um empate emocionante no jogo de ida da final do Campeonato Mineiro, realizado neste sábado (30.03), na Arena MRV. O resultado de 2 a 2 teve um sabor de vitória para o Cruzeiro, que conseguiu deixar tudo igual nos acréscimos do segundo tempo e manteve o tabu de nunca ter sido derrotado pelo Galo em sua nova casa.
O placar foi aberto logo aos quatro minutos do primeiro tempo, com um golaço de Bruno Fuchs a favor do Atlético-MG. Hulk ampliou a vantagem para os donos da casa aos 25 minutos. Entretanto, na etapa complementar, o Cruzeiro reagiu e conseguiu descontar com um gol contra de Jemerson aos quatro minutos e empatou no último lance do jogo, aos 49, com Dinenno.
Com a melhor campanha na fase anterior, o Cruzeiro tem a vantagem de dois resultados iguais na final para se consagrar campeão do Campeonato Mineiro. Um empate no confronto de volta, marcado para o próximo domingo no Mineirão, dará o título ao time comandado por Nicolás Larcamón.
A partida começou com intensidade, com o Atlético-MG abrindo o placar em apenas sete minutos, com Bruno Fuchs driblando a defesa adversária e marcando um belo gol. Hulk ampliou a vantagem para o Galo aos 25 minutos, mas o Cruzeiro reagiu na etapa complementar e garantiu o empate nos acréscimos.
Apesar das chances de gol de ambos os lados, o resultado ficou em 2 a 2, com o Cruzeiro se sentindo satisfeito por evitar a derrota e levar a decisão para o jogo de volta no Mineirão. A torcida presente na Arena MRV presenciou um clássico emocionante e cheio de reviravoltas, deixando a expectativa alta para a partida decisiva.
O próximo confronto promete ser ainda mais emocionante, com o Cruzeiro buscando confirmar o título e o Atlético-MG tentando reverter a situação para se sagrar campeão do Campeonato Mineiro. A rivalidade entre os clubes promete esquentar ainda mais no duelo que definirá o grande campeão estadual.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 2 X 2 CRUZEIRO
Local: Arena MRV, em Belo Horizonte
Data: 30 de março de 2024, sábado
Horário: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima
Assistentes: Felipe Alan de Oliveira e Magno Arantes Lira
VAR: Emerson de Almeida Ferreira
Gols: Bruno Fuchs, aos 7 do 1ºT, Hulk, aos 25 do 1ºT (Atlético-MG); Jemerson (contra), aos 4 do 2ºT, Dinenno, aos 49 do 2ºT (Cruzeiro)
Cartões amarelos: Igor Gomes, Hulk, Lemos (Atlético-MG); Marlon, Lucas Romero, Matheus Pereira, Neris, Filipe Machado (Cruzeiro)
ATLÉTICO: Everson; Lemos (Mariano), Bruno Fuchs e Jemerson; Saravia (Alan Franco), Battaglia, Zaracho (Alisson), Igor Gomes (Edenilson) e Arana; Paulinho e Hulk (Scarpa). Técnico: Gabriel Milito.
CRUZEIRO: Rafael Cabral; Neris, João Marcelo e Villalba (Zé Ivaldo); William, Lucas Romero (Lucas Silva), Filipe Machado (Cifuentes), Matheus Pereira e Marlon (Barreal); Arthur Gomes (Mateus Vital) e Juan Dinenno. Técnico: Nicolás Larcamón.
Fonte: Esportes
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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