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A Copa pelo Brasil: um raio-x dos 200 jogos do Flamengo na competição
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A Copa do Brasil é conhecida por ser uma competição democrática, com mais de uma centena de participantes e representantes de todos os estados do país. Nada mais justo, então, que o time mais democrático do Brasil marque a história da competição. Na próxima quarta-feira (24/08), o Flamengo atinge a marca de 200 jogos disputados no certame, se consagrando como primeiro clube a atingir este recorde. O Rubro-Negro já tinha feito história no Brasileirão em julho, quando se tornou o primeiro time a jogar 1500 partidas na Era Moderna da competição.
A trajetória inclui três taças, conquistadas em 1990, 2006 e 2013. O Mais Querido não é só o clube com mais partidas disputadas, é também um dos maiores finalistas: tem sete decisões no currículo, atrás apenas de Cruzeiro, com oito; e Grêmio, com nove. O Flamengo é o time que mais vezes terminou entre os quatro primeiros – são 15 semifinais, marca que é igualada pelo Tricolor Gaúcho.
Além destes números, o trio divide também o pódio entre maiores campeões. Não é surpresa, então, que o Grêmio e o Cruzeiro sejam os times que mais enfrentamos pela competição: são 16 encontros com o Tricolor Gaúcho e dez contra a equipe celeste. O Athletico completa o top-3 de adversários, também com dez embates. O Rubro-Negro é o maior vencedor da história da Copa do Brasil, com 116 vitórias nos 199 jogos disputados.
Ao logo dos mais de 30 anos da Copa do Brasil, o Flamengo jogou em 34 cidades diferentes pelo Brasil. Evidentemente, o Rio de Janeiro sediou a maior parte dos jogos: a Cidade Maravilhosa foi palco do Mais Querido 83 vezes na competição – e a 84ª ocasião já está garantida, pelo jogo de volta da semifinal da edição 2022. Em seguida, outras capitais: Porto Alegre, com 11 jogos do Flamengo, e Curitiba, com nove, completam o top 3. Na sequência, aparecem Belo Horizonte (8) e São Paulo – a Terra da Garoa vai receber a oitava partida rubro-negra pela Copa do Brasil na próxima quarta-feira, no confronto com o São Paulo..
O Rubro-Negro já passou por 23 dos 26 estados da federação – mais o Distrito Federal. Apenas Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Roraima jamais sediaram jogos do Flamengo pela Copa do Brasil. O líder do ranking é, naturalmente, o Rio de Janeiro, que recebeu 93 partidas rubro-negras. São Paulo vem em seguida, com 13 jogos. Os dois estados já têm ao menos mais uma partida garantida em cada, por conta da semifinal da Copa do Brasil de 2022. Na sequência, vêm Minas Gerais e Rio Grande do Sul (ambos com 13), Paraná (10), Ceará (7), Alagoas, Bahia, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Norte (todos com 5), Distrito Federal e Piauí (4 jogos cada); Goiás e Mato Grosso do Sul (3 partidas cada); e, por fim, Acre, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins, cada um com um jogo do Flamengo pela Copa do Brasil
Nas viagens pelo país, o Rubro-Negro já atuou em 58 estádios diferentes. O Maracanã tem as arquibancadas que mais vezes presenciaram o Mais Querido atuando: são 72 jogos até aqui, já com o 73º garantido. O Mineirão vem em seguida, com oito partidas. O Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, foi palco pro Flamengo em seis ocasiões – mesmo número do estádio Olímpico, em Porto Alegre, que já não está mais em atividade. A Gávea já recebeu cinco jogos da Copa do Brasil – empatada com o Castelão, em Fortaleza.
Um total de 373 jogadores diferentes já vestiram o Manto Sagrado pela Copa do Brasil. Léo Moura lidera o ranking de atuações, com 36 partidas pelo Rubro-Negro na competição. O top-3 tem ainda Athirson (32 jogos) e Romário (29). Rodinei tem 28 atuações, mas pode subir no ranking, já que é parte do elenco que enfrenta o São Paulo na semifinal da edição de 2022. Empatados com 28 partidas estão ainda Zinho, Júlio César, Juan (zagueiro) e Jônatas. O top-10 é completado por Júnior Baiano, Willian Arão e Fábio Baiano – todos com 27 jogos.
São 352 gols marcados até aqui, o que faz do Flamengo o clube que mais balançou as redes na história da Copa do Brasil (ao lado do Atlético-MG). A artilharia tem no Baixinho seu número um. Romário balançou as redes 22 vezes na competição. Além de ser o maior marcador rubro-negro, é também o segundo maior artilheiro da história da competição, tendo balançado as redes em 36 ocasiões. O ranking rubro-negro tem, em seguida, Sávio (15 gols), Renato Abreu (10), Hernane (8), Zinho (8), Pedro (7), Gaúcho (7), Jean (7), Gabi (6), Elias (5), Rodrigo Mendes (5), Leandro Machado (5), Obina (5), Nando Pinho (5) e Diogo (5).
A maior goleada do Flamengo na competição aconteceu no ano do nosso centenário – e em solo sagrado. A Gávea foi palco da estrondosa vitória por 8 a 0 que o Mais Querido aplicou sobre o Kaburé, de Tocantins. Naquele 26 de abril, Sávio foi o grande nome: marcou três gols. Rodrigo Mendes foi à rede duas vezes, e Marquinhos, Charles Guerreiro e Branco completaram o placar.
A lista de placares mais elásticos tem um jogo recente: na edição de 2021, o Mais Querido aplicou 6 a 0 no ABC no Maracanã. A partida foi a segunda maior goleada rubro-negra. O pódio é completado por Ivinhema 0 x 5 Flamengo, confronto que aconteceu em 2009 no estádio Morenão.
Saiba mais sobre os 200 jogos do Flamengo na Copa do Brasil:
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Fonte: Agência Esporte
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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