ECONOMIA
GT Home leva assinatura Pininfarina a 3º prédio em SC
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O mercado global de branded residences quase triplicou na última década, passando de 323 projetos em 2015 para 910 em 2025, segundo o Savills Branded Residences Annual Report 2025/2026, na seção Market Overview 2025 / Historical Growth. O relatório também coloca o Brasil entre os dez principais mercados globais do segmento. Entre as marcas não hoteleiras de destaque está a Pininfarina, estúdio italiano conhecido pelo design de modelos da Ferrari e da Maserati. Reconhecida por aproximar a grife do mercado imobiliário nacional, a GT Home concentra três projetos assinados pela Pininfarina em Balneário Camboriú (SC), conhecida pelos arranha-céus à beira-mar. O mais recente deles é o La Città by Pininfarina, em construção na região central da cidade.
“Com a Pininfarina, a assinatura não entra apenas como chancela de marca. O estúdio participa da construção do produto como um todo, do desenho arquitetônico às soluções de interiores, funcionalidade e engenharia. Essa profundidade dá ao empreendimento uma linguagem própria, com rigor técnico e estético capaz de sustentar valor ao longo do tempo”, afirma João Alfredo Thomé, CEO da GT Home.
No La Città, a assinatura italiana aparece em um projeto que combina inspiração automotiva, curadoria de grife e uma área de lazer de 4.600 m², uma das maiores estruturas da região. Em construção na esquina da Avenida do Estado Dalmo Vieira com a Rua 951, a cerca de 700 metros da praia, o empreendimento busca levar para dentro do edifício parte do famoso lifestyle da beira-mar de Balneário Camboriú.
A área de lazer reunirá mais de 20 ambientes voltados ao uso cotidiano, entre eles piscinas adulto e infantil, spa, sauna seca e úmida, sala de massagem, cinema, espaço teen, sala de jogos, pet place, lounge, academia, pilates, quadras de padel e poliesportiva e coworking. A proposta é reduzir deslocamentos e ampliar as experiências dentro do próprio condomínio, transformando os espaços comuns em uma extensão funcional da rotina dos moradores.
As unidades do La Città variam de 139 m² a 282,63 m², com opções de até quatro suítes e seis vagas de garagem. O edifício terá 52 andares e 168 metros de altura, com fachada em pele de vidro e hall de entrada com lounge mobiliado e climatizado. O ticket médio do empreendimento é R$ 3 milhões.
“Quando associamos um empreendimento a uma marca como a Pininfarina, estamos agregando história, reputação internacional e uma metodologia de desenvolvimento reconhecida mundialmente. Para o comprador, isso representa um ativo mais exclusivo, com maior capacidade de diferenciação no mercado e valorização que pode superar em até 30% produtos convencionais de alto padrão”, explica Thomé.
Além do La Città, a GT Home desenvolveu outros dois projetos em Balneário Camboriú: o Yachthouse by Pininfarina, maior residencial da América Latina atualmente com 294 metros de altura, e o Vitra by Pininfarina. A construtora entregou mais de 150 mil m² nos últimos quatro anos e mantém um landbank superior a R$ 10 bilhões em potencial de Valor Geral de Vendas (VGV) no litoral catarinense.
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Consórcio estratégico impulsiona crescimento patrimonial
Adquirir um imóvel de R$ 500 mil via financiamento bancário, em 30 anos, com taxas entre 11,29% e 13,50% ao ano praticadas em 2025, significa pagar pelo bem um valor significativamente superior ao preço original — somente em juros, o custo adicional pode ultrapassar o próprio valor do imóvel ao longo do contrato. É diante desse cenário que o consórcio ganhou um novo papel no planejamento de investidores: não apenas como alternativa de compra, mas como ferramenta de alavancagem patrimonial.
A lógica é direta: ao ingressar em um consórcio, o participante paga parcelas mensais planejadas e, ao ser contemplado, acessa uma carta de crédito cujo valor pode ser muito superior ao montante já desembolsado. Esse crédito pode ser direcionado para a aquisição de imóveis, geração de renda com locação ou expansão de patrimônio — sem que o investidor precise comprometer suas reservas de uma só vez.
Para Felipe Ambrosio, especialista em consórcio, investimento imobiliário e CEO da Virtus Consórcios, essa mudança de perspectiva é o que diferencia o uso estratégico do consórcio da simples compra programada. “O investidor que entende o consórcio como ferramenta de alavancagem não está apenas adquirindo um bem. Ele está estruturando uma operação financeira dentro de um plano maior, usando o sistema a seu favor para crescer mais rápido do que conseguiria apenas poupando”, afirma.
Estratégias que combinam consórcio e expansão de patrimônio
Na prática, o uso estratégico do consórcio vai além da aquisição direta de um imóvel. Investidores têm estruturado operações que combinam a carta de crédito com o uso do FGTS para lances, quitação antecipada ou complementação de crédito — acelerando a contemplação e ampliando as possibilidades de acesso ao bem. Outros utilizam imóveis adquiridos via consórcio para geração de renda com locação, criando um fluxo de caixa que cobre as próprias parcelas do plano e ainda libera capital para reinvestimento.
Esse movimento já se reflete nos dados do setor. Segundo a ABAC, o segmento imobiliário registrou crescimento de 36,2% na venda de cotas e avanço de quase 50% nos negócios realizados em 2025 — impulsionado por um novo perfil de consorciado que utiliza a modalidade como instrumento de formação e alavancagem patrimonial, muitas vezes combinando consórcio e FGTS dentro de uma estratégia integrada. As contemplações no segmento representaram potencial participação de 24% do total de imóveis financiados no país durante o período.
Segundo o executivo, a combinação entre consórcio e estratégia de renda é um dos movimentos mais relevantes nesse novo ciclo. “Quando o investidor estrutura a aquisição de um imóvel via consórcio e esse ativo passa a gerar renda com locação, ele cria um ciclo virtuoso: o imóvel ajuda a pagar o plano e ainda contribui para o crescimento do patrimônio. É uma lógica de expansão contínua”, explica.
De compra isolada para estratégia de crescimento
A decisão de adquirir um imóvel deixou de ser tratada como um evento pontual e passou a ser planejada dentro de uma estratégia financeira mais ampla, com foco em eficiência, preservação de liquidez e crescimento de longo prazo. Essa mudança de mentalidade está no centro do crescimento do consórcio imobiliário nos últimos anos.
Segundo levantamento da ABAC, entre 2020 e 2025, as vendas de cotas do consórcio imobiliário cresceram 294%. Em agosto de 2025, o número de participantes ativos no segmento havia atingido 2,5 milhões — alta de 152,9% em seis anos. O dado evidencia que a modalidade deixou de ser nicho e passou a integrar o planejamento financeiro de perfis cada vez mais diversos: jovens profissionais, empreendedores e investidores com foco em formação de patrimônio.
Para Felipe Ambrosio, esse deslocamento revela uma transformação estrutural no comportamento do investidor. “A pergunta deixou de ser ‘como eu compro esse imóvel?’ e passou a ser ‘como esse imóvel se encaixa na minha estratégia de crescimento patrimonial?’. Quem pensa dessa forma usa o consórcio de maneira completamente diferente — e obtém resultados muito mais consistentes no longo prazo”, destaca.
Como estruturar alavancagem patrimonial com consórcio
Para quem deseja utilizar o consórcio como ferramenta de alavancagem, a estruturação começa pela definição clara de objetivos: aquisição para moradia, para geração de renda ou para revenda com valorização. A partir disso, é possível escolher o valor de crédito mais adequado, o prazo do plano e a estratégia de lance — seja com recursos próprios, com o FGTS ou com o lance embutido, que utiliza parte da própria carta para antecipar a contemplação sem necessidade de alto desembolso imediato.
A preservação de liquidez é um dos principais diferenciais dessa abordagem em relação ao financiamento tradicional. Ao manter as reservas investidas enquanto o patrimônio é estruturado de forma gradual, o investidor abre espaço para operar em mais de uma frente ao mesmo tempo — ampliando sua capacidade de crescimento sem concentrar todo o capital em uma única operação.
Na avaliação de Ambrosio, o acompanhamento especializado é determinante nesse processo. “Consórcio bem estruturado é consórcio alinhado a um objetivo claro. Escolher o grupo certo, definir a estratégia de lance e entender como o bem adquirido se encaixa no plano financeiro maior são etapas que determinam o resultado final da operação”, comenta.
Tendência de crescimento sustentado no setor
O cenário para os próximos anos aponta para a continuidade da expansão. A ABAC projeta crescimento de até 25% no consórcio imobiliário em 2026 — e a entidade avalia que esse crescimento não está condicionado exclusivamente ao ambiente de juros elevados. Mesmo com a perspectiva de redução gradual da Selic, jovens, empreendedores e investidores seguem ampliando sua participação no sistema, atraídos pela previsibilidade, pela ausência de juros e pela flexibilidade de uso da carta de crédito.
Para Ambrosio, o movimento consolida uma nova posição do consórcio no mercado. “O consórcio deixou de competir apenas com o financiamento. Ele passou a ocupar um espaço estratégico dentro do planejamento patrimonial. Para quem pensa em crescer de forma estruturada e sustentável, essa é uma das ferramentas mais eficientes disponíveis no mercado hoje”, conclui.
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