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Prefeito recebe Associação de Atletismo e ouve demandas

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Que Rondonópolis é um celeiro de formação de atletas que despontam no cenário esportivo local, regional, estadual, nacional e até internacional não é segredo para ninguém. Por conta disso, e pensando em fortalecer o esporte em geral na cidade, a gestão municipal não tem medido esforços no sentido de criar políticas públicas que fomentem a atividade na cidade.

Por esta razão, na manhã desta quinta-feira (17), o prefeito José Carlos do Pátio recebeu uma comissão representativa da Rondonópolis Associação de Atletismo e Esporte Inclusivo (RAAEI), na sala de reuniões do Palácio da Cidadania, onde ouviu demandas da categoria e se prontificou a buscar mecanismos legais que auxiliem, fortaleçam e popularizem a prática esportiva do atletismo na cidade.

Acompanhando os dirigentes, vários atletas de alta performance, incluindo alguns ‘para-atletas’, participaram da reunião, que contou ainda com a participação da secretária Municipal de Esportes e Lazer (SMEL), Suzan Meire Binha. Na verdade, a reunião foi articulada pelo vereador Beto do Amendoim.

Pátio ouviu as demandas dos desportistas e externou seus planos de fomentar o esporte na cidade, revelando ainda aos coordenadores da Associação, que a Smel, juntamente à Semed – Secretaria Municipal de Educação, já estão trabalhando no sentido de ampliar as ações voltadas aos esportes nas unidades educacionais do município, incluindo aí o recém-criado Departamento de Seleções, que vai disponibilizar mecanismos de fomento e apoio às seleções esportivas estudantis da cidade, para participar e disputar competições não apenas na cidade, bem como na região e até em outros estados.

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O professor e coordenador do departamento de atletismo paralímpico da RAAEI, Gerson Vicente, falou sobre a principal demanda da associação que é pleitear junto à administração municipal, uma política pública que viabilize recursos públicos para ajuda de custo (bolsa atleta), para que os atletas de ponta (alto rendimento) possam exercer a atividade esportiva sem correr o risco de ter que abandonar o esporte por conta da falta de condições financeiras. E ainda a construção de uma pista oficial de atletismo na cidade.

Vicente destaca a atividade ‘para atlética’, pois segundo ele, Rondonópolis já produziu e mantém esportistas do para atletismo, que detém os dois recentes recordes nacionais na atividade esportiva paralímpica.

Como resultado parcial dessa primeira reunião entre a associação e a gestão municipal, já ficou agendado um segundo encontro para a próxima segunda-feira (21) entre a secretária Suzan Meire e a direção da Raaei, para formatarem um documento com as demandas da entidade, e que possa ser protocolado e apresentado de forma oficial ao prefeito no dia 25/08.

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Todavia, Pátio já externou interesse em auxiliar a instituição atlética, e ir além: fomentar o esporte do atletismo com políticas públicas que o popularizem e abra à participação de mais estudantes, ampliando a possibilidade de revelação de novos e futuros talentos.

Conforme o professor Gerson Vicente, a Associação de Atletismo, tem 13 anos de fundação e trabalha em média com cerca de 80 atletas por ano, incluindo os ‘para-atletas’ de alto rendimento de configuração nacional e internacional. Mas, segundo ele, “já houve para atletas locais que chegaram a configuração internacional. Na verdade a associação começa as suas atividades com atletas, com idade a partir dos oito anos trabalhando as suas potencialidades, mas existem alguns atletas adultos treinando e se preparando com apoio da instituição.

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

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Noite de autógrafos do livro “Entre o medo e a palavra”, de Janete Oliveira de Carvalho, movimenta Rachid Mamed na próxima sexta-feira (25)

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Ao levar pessoas para dentro da
biblioteca para usufruírem dos mais diversos tipos de linguagens
artísticas, preenche-se esse equipamento cultural de vida e
multiplica-se o conhecimento nas suas mais diversas formas. Essa é a
opinião do secretário adjunto de Cultura e Juventude, Jeth Wilson
Figueiredo, quando se refere ao lançamento da obra de autoficção
de Janete Oliveira de Carvalho, que acontece na próxima sexta-feira
(25), às 19h, na Biblioteca Rachid Mamed.

Jeth
salienta ainda que a iniciativa faz parte do Projeto Biblioteca Viva,
que acredita que a cultura não está longe, mas perto e dentro da
comunidade, podendo ser sorvida e produzida pelos próprios membros
do grupo comunitário. “A biblioteca deve ser lugar de encontro,
troca de ideias, manifestação, participação e formação cultural
através da realização de uma programação vasta e intensa. Assim,
por meio de ações como o lançamento do livro da Janete, buscamos
incentivar a população a frequentar nossas bibliotecas e ter nesses
espaços públicos locais de expressão e consumo de cultura nas suas
variadas modalidades”, defende ele.

Registros
feitos ao longo do tempo no papel, como se este fosse seu melhor
amigo, foram transformados em uma obra
literária em que a autora, com sensibilidade e maestria,
aborda temas delicados, mas necessários,
como abuso psicológico e físico na infância, além do
silenciamento que perpetua a violência contra a criança.

A
escrita como catarse foi seu refúgio durante um grande período,
permitindo que Janete conseguisse processar memórias dolorosas. “Um
dia, ao mostrar alguns textos para meu psicanalista, ele sugeriu que
eu os publicasse. Acolhi a ideia e comecei a elaborar os escritos não
mais apenas para desabafar, mas para dividi-los com as pessoas”,
comenta ela.

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Tomando
como linha mestra da
trama a atitude insidiosa e invasiva por parte de quem deveria
cuidar e proteger, mas, se aproveitando da autoridade e ascendência
da qual era investido à época dos fatos, massacra e oprime o
vulnerável e indefeso, a escritora tece a autoficção levando o
leitor a um recinto pantanoso com uma atmosfera sombria onde se
passam os acontecimentos, instigando-o a questionar títulos e papéis
atribuídos mas, por vezes, não desempenhados, como paternidade e
patriarcado.

Densa,
a obra traz questões importantes e atuais sobre a fragilidade
infantil diante a violência contra a criança, julgamento social e
familiar, culpabilização, intimidação, vergonha e medo. A
invalidação e a descredibilização da vítima, como mais um fardo
a ser enfrentado, são outros aspectos desse contexto penoso
retratado pela autora.

Residindo
atualmente em Itanhaém (SP), onde já lançou o livro, a escritora,
que é natural de Goiânia, declara que fazer a noite de autógrafos
em Rondonópolis – cidade na qual morou de 1986 a 2007, formou sua
família, construiu sua carreira como professora e sua vida pública
– é uma prova de fogo, já que agora, por meio dessa obra, as
pessoas vão ver quem é a verdadeira Janete, sem maquiagem.

“Quem
me conhece em Rondonópolis tem uma imagem social e superficial sobre
mim. Mas, depois de lerem o livro, todos vão me enxergar na
intimidade, vão saber da bagagem e das marcas que carrego na alma”,
manifesta a escritora.

Para
Janete, falar sobre um tema tão delicado é fundamental para coibir
que situações semelhantes aconteçam com outras pessoas. “Meu
desejo, quando decidi publicar essa história, era que ela fosse uma
ferramenta de libertação para aqueles, homens e mulheres, que
tenham sido abusados psicológica e fisicamente. Acredito que a
palavra é o início da cura. Ela liberta. Por isso, é preciso tocar
nesse assunto, evitar sua naturalização e legitimar o discurso da
vítima que, recorrentemente, é colocado em dúvida”, declara a
autora.

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São
316 páginas em que Janete faz revelações e reflexões sobre a
vulnerabilidade da criança, seu espaço e a voz que lhe é dada no
seio familiar, abuso e tomada de consciência por parte da vítima e
consequências na vida adulta, desmistificando tabus e destrinchando
os nós desse novelo social que impactam os atingidos pela violência,
encarando o assunto com a coragem, a força e a sabedoria daqueles
que sofreram, mas sobreviveram.

Oportunidades
como a que vai ocorrer na próxima sexta-feira estão abertas a
entidades, produtores e fazedores de cultura que queiram expor seus
trabalhos em um dos equipamentos culturais
disponíveis na cidade.

Em
Rondonópolis, há duas bibliotecas públicas que adotam o Projeto
Biblioteca Viva, conforme ressalta Jeth: “Utilizamos essa concepção
tanto na Rachid Mamed, que se encontra no Centro, quanto na
Biblioteca Manoel Severino da Silva, que se localiza na Vila
Operária. Ambas recebem aqueles que queiram fazer saraus,
performances, apresentações, enfim, encontros cultuarais”.

Reservas
para usar os espaços de uma das duas bibliotecas podem ser feitas
presencialmente no Centro Cultural José Sobrinho, na Rua Barão do
Rio Branco 2.650, Jardim Santa Luzia, entre a OAB e a UPA, ou através
do e.mail dlllbrondonopolis@gmail.com.

A
Biblioteca Rachid Mamed fica na Avenida
Marechal
Rondon 639, Centro.

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