Cidades
Projeto testa seis espécies de mandiocas com objetivo de fortalecer a cadeia alimentar
Cidades
Equipes técnicas da Secretaria Adjunta de Agricultura realizaram, na quinta-feira (2), a colheita e o replantio de mandioca em uma área experimental instalada na Vitrine Tecnológica da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Trabalho e Agricultura (SDTA), em Cuiabá, no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, onde o projeto é desenvolvido em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá. Já foram realizadas três colheitas desde a implementação do projeto, apresentando bons resultados. O produto colhido tem sido destinado, por meio de doação, ao Hospital do Câncer, em Cuiabá.
A atividade integra um experimento agronômico voltado ao cultivo de seis espécies de mandioca, sendo Camanducaia, Liberata, São Félix, Juína, Broto Branco e BRS 429, visando ao fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca na Baixada Cuiabana, onde a cultura é considerada uma das principais atividades agrícolas. O experimento é desenvolvido no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá. No local, tem apresentado bons resultados.
Wanderlei Aparecido dos Santos, engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Agricultura, explicou que as várias espécies cultivadas têm como objetivo multiplicar e distribuir opções aos pequenos produtores.
“A espécie Camanducaia é uma variedade que se tornou dominante por ser precoce, pois permite a colheita entre 4 e 6 meses após o plantio e, consequentemente, gera renda mais rápida. Mas tem desvantagens, pois não serve para produção de farinha (por ter pouco amido) e também não pode ficar muito tempo no solo. Com isso, os produtores perdem a possibilidade de produzir farinha e de ter mandioca disponível o ano todo. Não é o caso da variedade Liberata, que é boa para farinha, mas mais demorada para colheita”, explicou o profissional.
De acordo com o secretário adjunto de Agricultura, o objetivo é testar e expandir outras variedades que permitam tanto a produção de farinha quanto o armazenamento no solo, garantindo renda contínua e fortalecendo a cultura alimentar local.
O replantio ocorre no mesmo espaço onde ocorreu a colheita, já visando à demonstração no período da Expoagro 2026. Também foram repassadas técnicas de plantio, entre elas o espaçamento entre as manivas (mudas que são cortadas da haste/pé da mandioca) e o seu tamanho.
Renda para o produtor
Além de seu papel estratégico na segurança alimentar, a mandioca contribui para a geração de renda da agricultura familiar e para o abastecimento dos mercados locais. Nesse contexto, a iniciativa avalia alguns desafios da produção, como as condições climáticas e solos de média e baixa fertilidade, o que acaba exigindo adaptação de outras tecnologias. Também possibilita observar o desempenho agronômico dos diferentes genótipos, incluindo variedades tradicionais, já utilizadas por produtores locais, e cultivares melhoradas desenvolvidas por instituições de pesquisa. Nesse trabalho, o experimento é conduzido pelo engenheiro agrônomo e coordenador de Agricultura da SDTA, Pedro Mello Damasceno.
O projeto também prevê a formação de um banco de germoplasma a campo, com a finalidade de ampliar a difusão de materiais mais produtivos e resilientes. Conduzido em condições controladas, o estudo busca comparar o desempenho produtivo, a adaptação às condições locais, a resistência a fatores bióticos e as características físico-químicas das variedades analisadas.
Os resultados obtidos deverão subsidiar produtores, técnicos e gestores públicos na tomada de decisões, contribuindo para o aumento da eficiência produtiva, sustentabilidade e inovação no cultivo da mandioca na região.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Sinop
Exportações de carne bovina de Sinop superam todo o ano de 2025 e crescem 27,75% em 2026
O secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedec), José Pedro Serafini, destaca que o resultado demonstra a capacidade empresarial do município e sua importância na comercialização de carne bovina produzida na região. Segundo ele, Sinop concentra negócios do setor e mantém perspectivas de ampliação das vendas ao mercado externo.
“Mostra a potência empresarial e também de comercialização dessa carne congelada, que vai para praticamente todos os continentes. […] Isso mostra o fator empresarial, a dinâmica e a modernidade nas ações desses frigoríficos. A perspectiva continua sendo extremamente otimista”, explicou.
O resultado reforça a presença da produção sinopense no mercado internacional e evidencia o avanço desse segmento na pauta exportadora do município. O crescimento ganha relevância por ter sido alcançado antes do encerramento do ano, demonstrando a ampliação das vendas externas de produtos de origem animal.
Serafini também destacou a movimentação dos mercados internacionais e as perspectivas de ampliação das exportações. Segundo ele, a demanda externa e a busca por novos mercados reforçam as expectativas de crescimento do setor em Sinop. O secretário acrescentou que o município conta atualmente com um frigorífico credenciado para exportação e acompanha o processo de certificação de mais um frigorífico, que poderá ampliar a capacidade local de comercialização internacional.
Os números integram o acompanhamento econômico realizado pela Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com base nas Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), disponíveis no sistema Comex Stat.
Exportações de Sinop avançam e ampliam presença no mercado internacional
O desempenho da carne bovina acompanha o crescimento das exportações gerais de Sinop. Entre janeiro e agosto de 2026, o município alcançou US$ 1,710 bilhão em vendas ao exterior, crescimento de 35,85% em relação aos US$ 1,259 bilhão registrados no mesmo período de 2025. O valor é o maior já contabilizado para os oito primeiros meses do ano na série histórica apresentada pelo levantamento Sinop em Números.
Em valores absolutos, o avanço representa aproximadamente US$ 451,5 milhões a mais em exportações na comparação anual. Com esse resultado, Sinop ocupa a segunda posição entre os municípios exportadores de Mato Grosso, atrás apenas de Rondonópolis. Na região Norte do estado, o município lidera o ranking, à frente de Sorriso.
O desempenho também supera os valores registrados por outros importantes municípios do agronegócio mato-grossense. No acumulado de janeiro a agosto, Sorriso exportou US$ 1,660 bilhão; Campo Novo do Parecis, US$ 948,7 milhões; e Nova Mutum, US$ 826,1 milhões.
A evolução dos números demonstra a dimensão alcançada pelo comércio exterior na economia local. Em 2021, Sinop havia registrado US$ 906,9 milhões em exportações no período de janeiro a agosto. Em 2022, o total chegou a US$ 1,326 bilhão; em 2023, a US$ 1,395 bilhão; em 2024, recuou para US$ 1,165 bilhão; e, em 2025, atingiu US$ 1,259 bilhão, antes de alcançar o recorde atual.
China lidera compras de produtos sinopenses em 2026
A China é o principal destino das exportações gerais de Sinop no acumulado de janeiro a setembro de 2026. O país respondeu por 39,1% das compras de produtos sinopenses no mercado internacional. A Espanha aparece na segunda posição, com 13,1%, seguida pela Turquia, responsável por 7,1% das exportações do município.
O ranking apresenta mudanças em relação a 2025, quando China, Egito e Espanha ocuparam, respectivamente, as três primeiras posições entre os países que mais importaram produtos de Sinop. Em setembro de 2026, o Egito liderou as compras de mercadorias sinopenses, respondendo por 28,2% do total exportado no mês. A China ficou em segundo lugar, com 24%, enquanto a Espanha ocupou a terceira posição, com 14,2%.
Os dados mostram a importância de diferentes mercados internacionais para a economia local e a variação dos destinos das mercadorias sinopenses ao longo do ano. A presença de países da Ásia, da Europa e da África entre os principais compradores evidencia o alcance internacional das atividades produtivas do município.
A Prefeitura de Sinop, por meio da Sedec, acompanha os indicadores econômicos para avaliar o desempenho dos setores produtivos e subsidiar ações voltadas ao desenvolvimento econômico municipal. As informações completas estão disponíveis na publicação Sinop em Números, elaborada com dados do MDIC, por meio do sistema Comex Stat.
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