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Cuiabá reforça cuidados com vírus respiratórios no período sazonal e incentiva vacinação em grupos prioritários

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, emitiu um alerta à população sobre o aumento na circulação de vírus respiratórios durante o período sazonal. A orientação, elaborada pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e pela Vigilância Epidemiológica (VE), reforça a importância da detecção precoce e da notificação imediata de casos suspeitos.

De acordo com a Secretaria, em determinadas épocas do ano, especialmente em períodos de queda de temperatura ou mudanças bruscas no clima, há maior circulação de vírus como os da gripe e do resfriado, o que eleva o risco de transmissão.

Embora, na maioria dos casos, os sintomas sejam leves, a pasta chama atenção para os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com o sistema imunológico comprometido. Nesses públicos, as infecções podem evoluir para quadros mais graves e até levar a óbito.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, tosse, congestão nasal, coriza, dor de garganta e dores no corpo. Já os sinais de alerta incluem agravamento de doenças preexistentes, tosse intensa, chiado no peito, dificuldade para respirar e coloração arroxeada nos lábios ou unhas.

A Secretaria orienta que, diante de sinais de agravamento, a população procure imediatamente uma unidade de saúde. O primeiro atendimento pode ser realizado nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs), nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Pascoal Ramos, Verdão, Leblon e Morada do Ouro, além da Policlínica do Pedra 90. Os atendimentos pediátricos devem ser realizados no Centro Médico Infantil (CMI), localizado na Avenida General Mello, região central.

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A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar, além do contato com superfícies contaminadas e posterior toque no rosto.

Como não há tratamento específico para a maioria dos vírus respiratórios, as medidas preventivas são fundamentais. A principal delas é a vacinação contra a Influenza, já disponível nas unidades de saúde de Cuiabá.

A Secretaria reforça que a vacina contra a influenza já integra o calendário de rotina do município e está permanentemente disponível para os grupos prioritários nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs), seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

Diferente de campanhas sazonais, a imunização desses públicos não começou agora. As doses já são ofertadas de forma contínua nas unidades de saúde, garantindo acesso regular à população que mais precisa de proteção.

Neste momento, a vacinação segue direcionada aos grupos prioritários:

ROTINA: crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes; idosos com 60 anos ou mais.

GRUPOS ESPECIAIS: puérperas (até 45 dias após o parto, mediante comprovação); povos indígenas (aldeados ou não, a partir de 6 meses de idade); quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores da saúde (serviços públicos e privados); professores do ensino básico e superior (público e privado); profissionais das forças de segurança e salvamento; profissionais das Forças Armadas; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros (urbanos e de longo curso); trabalhadores portuários; trabalhadores dos Correios; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como doenças respiratórias crônicas, doenças cardíacas crônicas, doenças renais crônicas, doenças hepáticas crônicas, doenças neurológicas crônicas, diabetes, obesidade grave (IMC ≥ 40), pessoas com trissomias, transplantados e pessoas com imunossupressão.

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Além disso, a Secretaria recomenda:
• Evitar aglomerações, especialmente para grupos de risco;
• Utilizar máscara facial, quando necessário;
• Manter atenção aos sintomas e buscar atendimento em caso de agravamento.

A Prefeitura também reforça que todos os casos suspeitos ou confirmados devem ser notificados à Vigilância Epidemiológica no prazo de até 24 horas, garantindo o monitoramento e controle da situação no município.

A Prefeitura de Cuiabá informa que o Dia D de mobilização da Campanha de Vacinação contra a Influenza será realizado no dia 25 de abril, em alinhamento com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

A ação integra a estratégia de ampliação da cobertura vacinal e deverá alcançar outros públicos, conforme orientação das autoridades de saúde. No Dia D, todas as USFs funcionarão das 8h às 17h, sem interrupção para o almoço. Pacientes que chegarem até as 16h30 terão a vacinação garantida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção

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A memória das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência e a defesa do direito de todas as mulheres viverem com segurança e dignidade marcaram a caminhada e a panfletagem realizadas na manhã desta quarta-feira (14), em Sinop. Promovida pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM), da Prefeitura de Sinop, em parceria com a Rede de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a mobilização chamou a atenção da população para o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, celebrado em 17 de outubro (próximo sábado).

A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.

Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.

A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.

“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.

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Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos

Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.

A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.

“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.

A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.

Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha

A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.

Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.

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A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.

O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.

Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.

A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.

A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.

Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr

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