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Cuiabá fortalece uso comunitário das escolas

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A Prefeitura de Cuiabá iniciou a Conexão Escola da Comunidade, programa que capacita professores e amplia o uso das escolas municipais como espaços abertos à população, com foco em inclusão, saúde e qualidade de vida. A iniciativa fortalece o papel das unidades escolares como centros de convivência, com atividades esportivas, de lazer e promoção à saúde também fora do horário regular de aulas.

A primeira formação reuniu cerca de 70 participantes, entre professores, coordenadores e gestores, em encontro realizado na sexta-feira (27), no auditório da Escola Municipal de Educação Básica Maria Dimpina Lobo Duarte. A capacitação prepara os profissionais que atuarão ao longo do ano letivo de 2026.

A proposta integra a estratégia da gestão municipal de ampliar o vínculo entre escola e comunidade, com a abertura das unidades durante a semana e aos fins de semana. A ideia é oferecer atividades que incentivem hábitos saudáveis e promovam a ocupação positiva dos espaços públicos.

Durante o encontro, o secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, destacou que a iniciativa representa uma mudança na forma de pensar a escola pública. “Estamos consolidando um novo conceito de escola em Cuiabá, um espaço vivo, que acolhe não apenas alunos, mas toda a comunidade. Ao abrir as portas das unidades para atividades no período noturno e aos fins de semana, ampliamos o acesso ao esporte, promovemos saúde e fortalecemos o sentimento de pertencimento. Esse é um compromisso da gestão, fazer com que a escola seja um centro de convivência, cidadania e qualidade de vida para todos”.

A formação também teve caráter técnico, com atualização de metodologias voltadas à prescrição de exercícios físicos e à realização de avaliações adaptadas à realidade das comunidades atendidas. Segundo o secretário adjunto de Esporte e Lazer, Otávio Rodrigo Palácio, o objetivo é garantir segurança, eficiência e resultados mensuráveis.

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Ele explica que o projeto já atende cerca de 2 mil pessoas e deve ser ampliado para até 23 unidades escolares. “Estamos estruturando avaliações físicas e diagnósticas que permitem acompanhar a evolução dos participantes e gerar dados importantes para políticas públicas, como índices de obesidade e condicionamento físico”, pontuou.

A proposta também busca antecipar riscos e individualizar o atendimento, respeitando as condições físicas de cada participante. “Cada aluno tem uma realidade diferente, e o professor precisa estar preparado para orientar com base técnica, evitando lesões e promovendo saúde”, reforçou.

Na prática, o projeto Escola da Comunidade já vem mudando a rotina das unidades escolares. Na EMEB Maria Dimpina, por exemplo, a diretora Fernanda Rosa Alves relata que o espaço se consolidou como referência de convivência. “Hoje, a comunidade não nos vê apenas como um local de ensino, mas como um espaço de acolhimento e saúde. Temos atividades que vão da natação para pessoas com deficiência até práticas culturais e esportivas no período noturno. Atendemos diariamente entre 80 e 100 pessoas”, destacou.

A articulação entre as secretarias também é considerada fundamental para o sucesso da iniciativa. A professora Andréia Mesquita Forato, da Coordenadoria de Programas e Projetos da Secretaria Municipal de Educação, explica que as unidades são selecionadas com base na estrutura disponível, priorizando escolas com quadras cobertas e iluminadas. “O projeto promove integração e aproxima as famílias do ambiente escolar. Não é apenas para os alunos, mas para toda a comunidade, incentivando hábitos saudáveis e fortalecendo vínculos”, afirmou.

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Entre os professores participantes, a expectativa é positiva para a execução das atividades em 2026. O professor Janier Augusto de Aquino Junior ressaltou que a formação foi essencial para o planejamento das ações ao longo do ano. “Vamos oferecer atividades adequadas para cada público, com profissionais preparados. Isso faz toda a diferença para garantir resultados e engajamento da comunidade”, disse.

Já o professor Anderson Hugo Souza da Silva destacou a evolução do projeto, que avança de uma fase piloto para uma estrutura mais consolidada. “Hoje temos mais integração, mais suporte e um modelo que está sendo aprimorado. A tendência é que os resultados sejam ainda melhores”, avaliou.

A professora Diana Santos de Araújo reforçou que o foco das atividades será a promoção da saúde com segurança, respeitando os limites individuais. “Queremos trabalhar consciência corporal, postura e bem-estar, especialmente com mães e moradores da comunidade. A ideia é transformar vidas por meio do movimento”, afirmou.

Com a iniciativa, a Prefeitura de Cuiabá aposta na escola como instrumento estratégico de transformação social, não apenas no ensino formal, mas também como espaço de convivência, inclusão e promoção da saúde, consolidando um modelo que tende a se expandir nos próximos anos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Rondonópolis

Peças teatrais e musicais marcam encerramento de projeto de leitura na EMEF Alfredo de Castro

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A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Alfredo de Castro Araújo, no Jardim Maria Tereza, em Rondonópolis, realizou na noite do último dia 30 de setembro, com a presença maciça da comunidade escolar, o encerramento do Projeto de leitura “Prazer de Ler”. Em 11 anos de funcionamento da unidade, é a 10ª vez que o projeto é desenvolvido.

O Projeto de Leitura “Prazer de Ler” tem como  público-alvo todos os estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, envolvendo professores, equipe pedagógica e famílias. Desenvolvido ao longo do ano, a culminância envolveu a apresentação pelos alunos de peças teatrais e musicais sobre as leituras de obras de diversos autores, como Manoel de Barros, Maurício de Sousa, Cecília Meireles, Vinícius de Morais, entre outros.

Conforme a direção, o projeto busca aproximar os estudantes dos livros de maneira prazerosa e significativa, respeitando as diferentes fases de aprendizagem. O objetivo principal é incentivar o hábito e o prazer pela leitura, desenvolvendo a compreensão leitora, a oralidade, a escrita e a imaginação dos alunos. Além disso, a leitura contribui para o desenvolvimento da linguagem, da criatividade, da interpretação, da autonomia e do pensamento crítico.

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A diretora da EMEF Alfredo de Castro, Luziangela Pereira de Souza, avalia que os resultados do projeto têm sido muito positivos, com o aumento significativo do índice de leitura entre os alunos, fazendo com que a maioria deles seja leitores, e com grande envolvimento e participação dos pais. No geral, destaca que todos os índices da unidade melhoraram, principalmente o IDEB (que passou de 5,6 em 2023 para 6,4 em 2025).

Confira abaixo algumas das apresentações do encerramento do projeto.

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