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Memórias que não cabem em embrulhos

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*Por Edy Machado

As festas infantis passam por uma transformação significativa. Aos poucos, o acúmulo de presentes dá lugar a algo muito mais valioso, que é a experiência. Celebrar deixa de ser sobre objetos e passa a ser sobre viver momentos que realmente marcam a infância.

Quem convive com crianças percebe com facilidade o que elas levam de um aniversário. Não são os embrulhos ou os brinquedos que se destacam, mas sim os sorrisos, as descobertas e a alegria compartilhada. São essas vivências que constroem memórias afetivas e mantêm a celebração viva muito além do dia da festa.

Nesse novo formato, o brincar ganha protagonismo. Espaços que incentivam movimento, imaginação e autonomia fazem toda a diferença. Correr, pular, explorar e criar histórias tornam a experiência mais leve, natural e significativa, respeitando o tempo e o jeito de cada criança.

As atividades também acompanham essa mudança. Oficinas criativas, circuitos interativos e desafios envolvem diferentes idades e estimulam a participação ativa. Mais do que entreter, essas experiências conectam, despertam interesse e tornam cada festa única.

Outro ponto essencial é a interação. Em um cenário cada vez mais digital, a festa se transforma em um espaço de conexão. O brincar em grupo fortalece amizades, estimula a cooperação e desenvolve habilidades como empatia e respeito, gerando aprendizados que vão além do evento.

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Para as famílias, essa nova forma de celebrar traz mais significado. A festa deixa de ser uma soma de itens e se torna um conjunto de sentimentos. Ver os filhos felizes, integrados e aproveitando cada momento tem um valor que não se mede.

O Buffet Fly Park acompanha esse movimento ao valorizar experiências que encantam e envolvem. Cada detalhe é pensado para estimular a alegria, a interação e o brincar livre, criando um ambiente onde o mais importante não é o que se leva para casa, mas o que se vive. No fim, são as memórias que permanecem elas, definitivamente, não cabem em embrulhos.

*Edy Machado é empresária e proprietária do Fly Park, em Cuiabá.

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A colcha de retalhos da vida e a urgência do autocuidado: uma reflexão sobre o câncer e a prevenção

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Outubro deveria ser apenas mais um mês no calendário, mas um convite para estar no Centro Estadual de Reabilitação Dom Aquino Corrêa (CRIDAC-MT) transformou o meu dia em um misto inevitável de emoção, dor e reflexão. O evento era dedicado a mulheres que enfrentaram ou enfrentam o câncer de mama. Olhar para cada uma delas foi como assistir a um filme sobre a luta diária pela vida.

Ali, testemunhei a realidade de quem carrega marcas visíveis e invisíveis. A dor de quem perdeu a mama e não teve a oportunidade de fazer a reconstrução; a limitação das sequelas que tiram a mobilidade dos braços; e a luta silenciosa para resgatar uma autoestima fragmentada. Para além do corpo, existe o peso invisível de ter que provar o tempo todo a sua condição de pessoa com deficiência para não ser julgada, e a sombra constante do medo de que a doença possa voltar. O lenço rosa, que hoje enfeita o Outubro Rosa, muitas vezes esconde o constrangimento diário de ter que explicar por que se está sem cabelos a moldura do rosto que a doença temporariamente levou.

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Estar ali reviveu dentro de mim memórias dolorosas. Lembrei-me do combate de cinco anos travado pela minha irmã contra um câncer na garganta. Ela era jovem, cheia de sonhos, e partiu devido às sequelas. Até hoje é difícil compreender, embora eu respeite os desígnios de Deus. A pior dor, no entanto, é olhar para a minha mãe e enxergar a tristeza permanente em seu olhar. Nenhuma mãe deveria passar pela dor de perder um(a) filho(a).

Hoje, bem perto de mim, vejo mais três pessoas enfrentando a mesma batalha. E preciso dizer com convicção: o câncer não é falta de cuidado. Qualquer um de nós pode ser surpreendido por ele. Mulheres, homens, crianças nenhum ser humano quer adoecer, sofrer ou ver quem ama passar por tamanha provação.

A grande questão é que nos esquecemos de nos amar. Priorizamos o trabalho, as obrigações e as urgências dos outros, enquanto negligenciamos o nosso próprio corpo. Não somos máquinas  e até as máquinas exigem manutenção.

Precisamos nos olhar com carinho. Tirar um tempo para ir ao médico, fazer os exames de rotina, mesmo quando não sentimos absolutamente nada. Esperar pelos sintomas pode significar chegar tarde demais, quando nem o melhor tratamento será suficiente.

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A vida é uma grande colcha de retalhos. Nem sempre as cores que a costuram são bonitas ou vibrantes. Mas, enquanto houver vida, a prevenção continua sendo a melhor demonstração de amor-próprio e o nosso maior escudo.

Se ame, se olhe e se cuide. A sua saúde não pode esperar.

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