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Semana Santa deve impulsionar crescimento da piscicultura no país

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A comercialização de pescado ganha força na Semana Santa e deve movimentar a cadeia produtiva em diferentes regiões do país, com destaque para a piscicultura, que vem ampliando produção e presença no mercado interno. O Brasil produz atualmente mais de 800 mil toneladas de peixes de cultivo por ano, com crescimento contínuo da atividade, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura.

No Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar projeta um avanço significativo nas vendas na região Central do Estado durante o período. Nos 35 municípios da regional de Santa Maria, a expectativa é de comercialização de cerca de 140 toneladas de peixe, com movimentação próxima de R$ 3,32 milhões.

O volume representa crescimento expressivo em relação ao ano passado, quando foram vendidas 95,67 toneladas, com faturamento de R$ 2,1 milhões. O desempenho indica recuperação da atividade após perdas provocadas por eventos climáticos recentes, que afetaram a produção em 2024 e ainda tiveram reflexos em 2025.

A comercialização ocorre em mais de 300 pontos de venda distribuídos pela região, reforçando a capilaridade da atividade mesmo em áreas distantes do litoral. Nessas regiões, a oferta é concentrada em espécies de água doce, produzidas por piscicultores locais e pescadores.

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Entre as espécies mais comercializadas, a carpa capim lidera, com previsão de cerca de 46 toneladas e faturamento próximo de R$ 1 milhão. Na sequência aparecem a carpa húngara, com 21,5 toneladas, e a tilápia, que mantém forte demanda e deve alcançar aproximadamente 19,5 toneladas vendidas.

Outras espécies também ganham espaço, como carpa prateada, carpa cabeça grande e peixes nativos, refletindo a diversificação da produção e do consumo. Entre as mais procuradas, a traíra se destaca, seguida por jundiá, além de espécies como pacu, bagre e surubim.

No cenário nacional, a tilápia continua como principal espécie cultivada, respondendo pela maior parte da produção brasileira. O avanço da piscicultura está ligado à profissionalização da atividade, ao uso de tecnologia e à ampliação do mercado consumidor, especialmente em períodos de maior demanda, como a Semana Santa.

Para o produtor, o momento representa oportunidade de aumento nas vendas e melhor remuneração, aproveitando um período tradicional de consumo mais elevado. Ao mesmo tempo, o crescimento da atividade reforça o papel da piscicultura como alternativa de diversificação de renda dentro das propriedades rurais.

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O desempenho neste período também serve como termômetro para o restante do ano, indicando o ritmo de consumo e a capacidade de absorção do mercado, em um setor que segue em expansão no país.

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Mato Grosso lidera produção de grãos no Brasil e concentra 59,7% do gergelim nacional

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Foto Rafael D Marques / Secom

Mato Grosso segue na liderança da produção agrícola brasileira e amplia seu protagonismo com o fortalecimento de novas culturas. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Estado permanece como o maior produtor nacional de grãos e se destaca como principal produtor de soja, milho e gergelim.

Segundo o levantamento, Mato Grosso responde por 32,1% de toda a produção brasileira de grãos em 2026, mantendo ampla vantagem sobre os demais estados. A estimativa nacional é de uma safra recorde de 352,9 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica do IBGE.

O principal destaque da divulgação é o gergelim, que vem se consolidando como uma cultura de importância crescente para a agricultura brasileira, especialmente no Cerrado. Mato Grosso lidera a produção nacional com estimativa de 212,7 mil toneladas, o equivalente a 59,7% de todo o gergelim produzido no país.

A produção nacional da oleaginosa foi estimada em 356,3 mil toneladas, em uma área de 575 mil hectares. No próprio levantamento, o IBGE destaca que o avanço da cultura reflete sua crescente importância para a agricultura brasileira e ressalta o protagonismo de Mato Grosso nesse cenário: “A produção do gergelim em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo na última safra, tendo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) estimulado investimentos”, reforçando o papel do Estado na expansão da cultura no país.

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A expansão da cultura ocorre principalmente em regiões como o Araguaia, onde o gergelim tem se mostrado uma alternativa ao milho segunda safra em locais com maior risco de estiagem antecipada. Cultivado após a colheita da soja, entre o fim de fevereiro e o início de março, o gergelim possui ciclo de aproximadamente 120 dias e hoje tem perfil fortemente exportador, com cerca de 99% da produção mato-grossense destinada ao mercado externo.

Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a diversificação da produção acompanha as mudanças no cenário agrícola e as oportunidades que surgem para o produtor mato-grossense, em um trabalho construído a partir do diálogo com o setor.

“Manter Mato Grosso na liderança exige um trabalho permanente de parceria com o setor produtivo. O Estado tem atuado para fortalecer as cadeias que já são consolidadas, mas também para abrir espaço para novas culturas e novas oportunidades de mercado. O avanço do gergelim é um exemplo desse movimento de diversificação, que acontece sem perder de vista a força da soja, do milho e de outras culturas. É esse trabalho conjunto que permite ao Estado continuar crescendo e, ano após ano, ampliar seu protagonismo na produção agrícola brasileira”, afirma.

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Além do avanço do gergelim, Mato Grosso manteve a liderança na produção nacional de soja, com estimativa de 50,7 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de 1% em relação ao ano anterior, mantendo o Estado responsável por 29% de toda a produção brasileira.

No milho, Mato Grosso também permanece como principal produtor brasileiro. A estimativa é de 57,1 milhões de toneladas, mais da metade de toda a produção nacional, estimada em 141,8 milhões de toneladas.

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