AGRONEGÓCIO
Programa recebe investimento de R$ 3 milhões para controle biológico do bicudo da cana
AGRONEGÓCIO
O Programa para Bioprodutos para Agricultura Tropical (ProBAT) recebeu um investimento total de R$ 3 milhões, visando buscar soluções inovadoras no controle do bicudo da cana-de-açúcar.
Coordenado pelo Instituto Biológico (IB) e gerenciado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), o programa, em andamento há um ano, visa desenvolver bioprodutos, sistemas de monitoramento e aplicação para combater eficazmente essa praga agrícola.
O bicudo da cana, uma praga disseminada na agricultura canavieira, pode causar prejuízos consideráveis, chegando a afetar até 30 toneladas de cana-de-açúcar por hectare, além de reduzir a longevidade dos canaviais. Nesse contexto, o ProBAT concentra seus esforços em inovações que possam mitigar os impactos desse inseto.
O financiamento robusto do programa é um reflexo do compromisso com a pesquisa e desenvolvimento de soluções eficientes. Empresas como Jacto, Nodusoja, Hizobio, Ubyfol e Biocaz, além de instituições de pesquisa e ensino, estão engajadas nesse esforço conjunto, buscando promover avanços significativos no controle biológico do bicudo.
Parte dos recursos será direcionada para o desenvolvimento de métodos de fermentação líquida, visando otimizar a produção de fungos Beauveria bassiana IBCB 170 e Metarhizium anisopliae IBCB 383. Essa abordagem promete acelerar o processo de produção, tornando-o mais eficiente e econômico.
Com um planejamento estratégico bem elaborado, o ProBAT se prepara para avançar para a próxima etapa, que incluirá testes das formulações no campo. Esse investimento não apenas impulsiona a pesquisa e inovação no setor agrícola, mas também reforça o compromisso do programa em transformar ideias em soluções tangíveis para os desafios enfrentados pela agricultura tropical.
Com informações da SDOrgânicos.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034
A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.
Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.
“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.
Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.
Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso. A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.
Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.
“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.
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