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Produtores se reúnem na Acrimat e apresentam estratégias em prol de aumentar a produção de bezerros de corte

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No município de Cáceres, sudoeste de Mato Grosso, na última semana, os produtores da região se fizeram presentes em uma palestra dirigida pelo Francisco Manzi, diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT). A reunião teve como pauta criar estratégias para aumentar a produção de bezerros de corte.

A palestra foi realizada como parte do projeto de Produção Sustentável de Bezerros, desenvolvido pela Acrimat em parceria com o IDH e Grupo Carrefour, com o intuito de fornecer ferramentas que permitam melhorar os resultados do segmento da cria nos aspectos econômicos e ambientais aos produtores de carne.

Segundo Francisco Manzi, a palestra tem como propósito debater detalhes sobre a “estação de monta”, que é uma importante ferramenta para os lucros da produção, principalmente para atingir o difícil objetivo do criador, que é atingir a meta de produzir um bezerro por ano.

“A estação de monta é o período que os reprodutores ficam com as fêmeas em reprodução para que os bezerros nasçam no período onde as matrizes possam parir na melhor condição corporal, tanto para produzirem bezerros saudáveis quanto para reconceber o mais rápido possível e seus produtos possam se desenvolver da melhor forma possível”, declara.

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Dentre os assuntos discutidos, também se destacou os aspectos nutricionais que tem como prioridade trazer eficiência aos pecuaristas e todos os fatores que podem acabar por influenciar no resultado final, sendo eles, o índice de perdas gestacionais e pós nascimento, índice de prenhez, e peso para a desmama. “Com esse número em mãos o produtor pode traçar as estratégias para ser cada vez mais eficiente”, afirmou Francisco Manzi.

A proposta pretende atender propriedades no Vale do Araguaia, nas cidades de Gaúcha do Norte, Paranatinga e Ribeirão Cascalheira, além das fazendas dos municípios de Poxoréu e de Cáceres, que também abrangem o projeto.

O objetivo é aperfeiçoar a qualidade dos bezerros produzidos, possibilitar a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP), aumentar a produtividade dentro da propriedade e, assim, garantir melhor renda para todos os agentes da cadeia.

 

Fonte: AgroPlus

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Mato Grosso exporta US$ 2,1 bilhões em setembro para 115 países

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Reprodução Secom/MT

Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em setembro e encerrou o mês como o 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas brasileiras ao exterior. Os produtos mato-grossenses chegaram a 115 países, com o milho liderando os embarques. Como as importações somaram US$ 233 milhões, o Estado registrou um saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão na balança comercial.

Os números integram o boletim de comércio exterior elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio do DataHub MT, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho acumulado está acima do registrado no ano passado. Entre janeiro e setembro, Mato Grosso vendeu US$ 26,5 bilhões ao mercado internacional, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa US$ 3,8 bilhões a mais em exportações.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a força exportadora de Mato Grosso deve ser acompanhada pela ampliação do processamento da produção dentro do Estado.

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“Mato Grosso é um grande exportador e tem um papel importante no abastecimento de mercados internacionais. O Governo tem atuado fortemente para que essa capacidade também se traduza em mais agroindustrialização. Queremos ampliar a transformação da nossa produção aqui, agregar valor ao que vendemos e gerar mais empregos e renda para os mato-grossenses. Além de produzir e exportar commodities, precisamos aproveitar cada vez mais as oportunidades que a indústria oferece”, afirma.

Em setembro, o milho respondeu por US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% das exportações estaduais. Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, e a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões. Farelo e resíduos da extração do óleo de soja somaram US$ 249,3 milhões, enquanto o algodão alcançou US$ 163,3 milhões.

A China foi o principal destino dos produtos mato-grossenses, com compras de US$ 342,3 milhões, ou 16,2% do total. Países Baixos, Egito, Irã e Espanha completaram a lista dos cinco maiores compradores no mês.

Na comparação com agosto, o valor exportado caiu 12,6%. Frente a setembro de 2025, a redução foi de 6,2%. O volume embarcado totalizou 4,75 milhões de toneladas, queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Do lado das importações, os fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados concentraram 54,5% dos US$ 233 milhões gastos pelo Estado em setembro. Defensivos e reguladores para plantas representaram outros 22,7%, mostrando o peso dos insumos agrícolas nas compras internacionais.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações chegaram a US$ 2 bilhões. Com isso, a diferença entre as vendas e as compras externas de Mato Grosso ficou positiva em US$ 24,5 bilhões, avanço de 17,9% sobre o mesmo período de 2025.

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