AGRONEGÓCIO
Preços da soja sobem no mercado doméstico diante de desafios na produção brasileira
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Os preços da soja registraram uma elevação animadora na última semana, no mercado doméstico, impulsionados por diversos fatores que impactam a cadeia produtiva. De acordo com análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a conjunção de uma demanda internacional robusta, a valorização do dólar em relação ao Real e as crescentes preocupações quanto à produtividade na safra brasileira 2023/24 contribuíram para essa tendência de alta.
As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam um aumento de 2,3% na área cultivada com a oleaginosa, atingindo 45,1 milhões de hectares. Entretanto, a produtividade pode apresentar uma redução de 5,5%, resultando em uma oferta total de 149,4 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 3,4%.
A Conab estima também que o processamento interno da soja em 2024 alcance 53,4 milhões de toneladas, refletindo um aumento de 2,3%, enquanto as exportações estão previstas para totalizar 94,2 milhões de toneladas, sofrendo uma redução de 7,6%.
Há, no entanto, indícios de que a oferta de soja possa ser ainda menor do que as estimativas recentes da Conab. Durante uma missão oficial aos Estados Unidos, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, declarou durante um evento do USDA que a safra brasileira de soja poderá ficar abaixo de 145 milhões de toneladas.
Essa previsão representa uma diminuição em relação aos levantamentos oficiais anteriores do governo, mas está distante da projeção mais pessimista da Aprosoja Brasil, entidade que representa os produtores do grão no país, a qual estima uma safra de 135 milhões de toneladas.
Diante desse cenário, o mercado da soja enfrenta desafios consideráveis, com a interação complexa de fatores globais e nacionais que influenciam diretamente os preços e a oferta dessa importante commodity agrícola.
Fonte: Pensar Agro
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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034
A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.
Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.
“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.
Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.
Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso. A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.
Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.
“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.
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