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PIB da soja e do biodiesel cresceu e impulsionou cadeia produtiva em 2023, mas renda real caiu, segundo o Cepea

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O Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja e do biodiesel registrou um aumento expressivo de 21% em 2023, impulsionado pelos crescimentos em todos os segmentos. No entanto, apesar desse crescimento, a renda real declinou devido à queda nos preços. É o que apontam dados divulgados nesta quarta-feira (04.04) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

O relatório revela que esse desempenho positivo é atribuído principalmente ao aumento dos PIBs de todos os segmentos da cadeia, com destaque para a soja dentro da porteira, que registrou um crescimento impressionante de 39,2%. Além disso, outros setores como insumos, agroindústria e agrosserviços também apresentaram elevações consideráveis em seus PIBs, impulsionando o crescimento geral.

No entanto, apesar do crescimento econômico vigoroso, a renda real na cadeia produtiva da soja e do biodiesel sofreu uma queda de 5,34% em relação a 2022, devido a um comportamento de declínio nos preços. Essa redução na renda real reflete os desafios enfrentados pelos trabalhadores e produtores, apesar do sucesso econômico geral do setor.

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O mercado de trabalho na cadeia produtiva da soja e do biodiesel apresentou um desempenho notável em 2023, com a população ocupada aumentando em 10,74% em relação ao ano anterior, atingindo um novo recorde. Esse crescimento é particularmente evidente na agroindústria do biodiesel, que registrou um aumento de 18,45% no número de pessoas empregadas durante o mesmo período.

Em termos de exportações, a cadeia produtiva registrou um aumento significativo no valor exportado, atingindo US$ 67,6 bilhões em 2023, o que representa um aumento de 10,24% em relação ao ano anterior. Esse aumento é impulsionado principalmente pelo aumento dos volumes embarcados, apesar de uma queda nos preços de exportação. Destaca-se ainda a diversificação dos destinos de exportação, com um aumento nas exportações para a União Europeia e América do Norte, além da manutenção de um forte fluxo para o mercado chinês.

O setor agroindustrial da soja e do biodiesel demonstrou um desempenho robusto em 2023, com um crescimento significativo do PIB e um aumento nas exportações. No entanto, desafios persistem, especialmente em relação à queda na renda real, destacando a importância de políticas e estratégias que promovam um crescimento sustentável e inclusivo dentro da cadeia produtiva.

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Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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