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Infecções urinárias podem resultar em taxa de reposição de matrizes de até 55% ao ano

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As infecções urinárias em porcas têm se tornado uma preocupação cada vez maior nas granjas brasileiras. Essa doença afeta diretamente a saúde reprodutiva dos animais e resultando em perdas significativas, como aumento das taxas de descarte, redução do número de leitões por porca e custos com tratamentos veterinários.

As infecções urinárias em porcas têm se tornado um problema sério nas granjas, especialmente quando o manejo não é adequado. Essas infecções impactam a reprodução, resultando em altos índices de descarte de matrizes, que atualmente variam entre 35% e 55% ao ano, dependendo do rebanho. Em sistemas ideais, essa taxa deveria ficar entre 30% e 40%, considerando aspectos econômicos, produtivos e de imunidade do rebanho.

Entre as principais causas que levam ao descarte de porcas estão a baixa produtividade, a repetição de cio, a idade avançada e problemas locomotores. As infecções do aparelho gênito-urinário, como endometrites e cistites, são responsáveis por um aumento significativo nos índices de reposição, além de estarem ligadas a casos de morte súbita durante a gestação e lactação, gerando prejuízos ainda maiores.

A Embrapa, referência em pesquisa agropecuária no Brasil, tem alertado para a necessidade de atenção especial a esse problema, especialmente no que diz respeito ao manejo correto e à garantia de acesso a água de qualidade para as porcas. De acordo com os especialistas, o baixo consumo de água é um dos fatores-chave que contribuem para o desenvolvimento de infecções no trato genito-urinário, levando a condições graves como cistite severa, que pode provocar abortos e menor número de leitões nascidos.

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Durante o parto, ocorrem mudanças drásticas no corpo da porca, tornando esse período crítico para o aparecimento de infecções. A abertura do colo uterino e a alteração na defesa imunológica facilitam a entrada de bactérias, como a Escherichia coli, que é a mais comum nesses casos, além do Actinomyces suis e outros microrganismos.

Os sintomas das infecções urinárias variam e podem incluir apatia, perda de peso e dificuldade para se levantar. Em situações mais graves, podem ocorrer hemorragias e até morte súbita. O diagnóstico dessas infecções é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais.

Para combater as infecções, além dos tratamentos médicos, é essencial corrigir fatores de risco, como a qualidade da água e a dieta das porcas. A Embrapa enfatiza que o consumo de água de qualidade é vital para a saúde das fêmeas, especialmente durante a lactação, quando elas devem consumir entre 18 e 42 litros de água por dia. No entanto, muitas vezes esse volume é insuficiente, contribuindo para o aumento das infecções.

O uso de antibióticos, como a marbofloxacina, tem mostrado resultados positivos, permitindo um tratamento mais eficiente em uma única dose. Essa abordagem facilita o manejo dos animais e reduz o risco de resistência bacteriana, algo crucial para a sustentabilidade do setor.

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As infecções urinárias em suínos são causadas pela colonização de microrganismos nas vias urinárias, sendo a Escherichia coli a bactéria mais frequentemente isolada nesses casos. O manejo inadequado nas granjas, associado à baixa ingestão de água e à falta de higiene nos ambientes de criação, cria condições ideais para a proliferação dessas bactérias, especialmente em granjas de criação intensiva, onde o sistema de produção exige alta eficiência reprodutiva.

A Embrapa recomenda que as porcas tenham acesso a água fresca e de boa qualidade, com temperatura entre 18°C e 20°C, para evitar o desenvolvimento dessas infecções. Durante a gestação, o consumo adequado é de 18 a 20 litros de água por dia, podendo chegar a 42 litros durante o pico de lactação. No entanto, em muitas propriedades, as porcas em lactação consomem apenas entre 15 e 18 litros, um volume insuficiente, sobretudo para fêmeas com grandes ninhadas, o que agrava o problema.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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