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Imea diz que produtividade da soja em Mato Grosso deve cair mais de 15%

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) revelou uma realidade desafiadora para os agricultores do estado. De acordo com os dados apresentados, os primeiros resultados indicam uma produtividade consideravelmente inferior em comparação com as temporadas anteriores.

A projeção para a produtividade no estado foi revisada para 52,81 sacas por hectare, o que representa uma queda de 15,23% em relação à safra anterior e 1,44% em comparação com a estimativa prévia.

O IMEA aponta a escassez de chuvas durante o período crucial de desenvolvimento das áreas com soja de ciclos precoce e médio como principal responsável por esse cenário adverso.

A falta de umidade impactou negativamente o crescimento da oleaginosa, resultando no encurtamento do estágio de crescimento das plantas. Como consequência, houve uma diminuição no potencial reprodutivo, com queda de flores durante o período vegetativo e uma reduzida quantidade de vagens por planta.

No boletim semanal da soja em Mato Grosso, o IMEA enfatiza que, mesmo mantendo a área cultivada, a redução na produtividade terá um impacto significativo na produção estimada para a safra 2023/24.

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A projeção atual é de 38,44 milhões de toneladas, representando uma queda de 15,17% em relação à safra passada e uma diminuição de 1,44% em comparação com a estimativa anterior.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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