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Fávaro defende soberania do Brasil diante de imposições da União Europeia

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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reiterou a postura do Brasil frente às imposições da União Europeia no comércio de produtos agropecuários. Fávaro enfatizou que o país não aceitará que a Europa dite quais regras os produtores brasileiros devem seguir, especialmente no que diz respeito ao novo Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR).

A legislação europeia, conhecida como “moratória da soja e da carne”, que entrou em vigor em junho do ano passado, estabelece restrições à importação de produtos como gado, café, óleo de palma, madeira, borracha, soja e cacau, e seus derivados, caso provenham de áreas desmatadas após o final de 2020.

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Essa medida tem gerado preocupação e revolta entre os produtores brasileiros, pois não se restringe apenas ao desmatamento ilegal, abrangendo também o desmatamento legalizado pelas leis locais.

Fávaro ressaltou a importância do respeito à soberania tanto do Brasil quanto da União Europeia em eventuais acordos comerciais. Ele enfatizou que o Brasil não abrirá mão da sua autoridade em fiscalizar produtos do campo livres de desmatamento, citando o rigor do Código Florestal brasileiro e a conformidade da maioria esmagadora dos produtores com as leis ambientais.

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A insistência da União Europeia em estabelecer novas diretrizes para produtos associados ao desmatamento pode afetar as relações comerciais entre o Brasil e o bloco europeu.

Fávaro destacou que, caso haja uma imposição excessiva por parte da Europa, o Brasil buscará alternativas, como a ampliação das relações comerciais com outros mercados, como Ásia, Oriente Médio e África.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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