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Embrapa libera software gratuito para produtores de cana do centro-sul

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A Embrapa Meio Ambiente apresentou a versão 1.0 de um software destinado à avaliação da sustentabilidade dos sistemas de produção de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil que compreende os estados de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande de Sul, Mato Grosso do Sul, além de parte do Mato Grosso e de Minas Gerais.

Esse programa representa uma ferramenta de apoio à tomada de decisões, com o propósito de analisar e identificar áreas que demandam aprimoramentos para tornar o sistema produtivo dessa cultura mais eficiente em termos tecnológicos, reduzindo custos e promovendo a sustentabilidade.

O software, de acesso gratuito, está disponível para uso direto por produtores, fornecedores de cana-de-açúcar e usinas de açúcar e etanol. Ele incorpora uma série de indicadores agrupados em dimensões social, ambiental e econômica, e pode ser aplicado para orientar ajustes nas atividades agrícolas ou agroindustriais, visando aprimorar o desempenho global do sistema de produção, com o intuito de minimizar impactos negativos tanto no ambiente como no contexto socioeconômico.

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Katia Regina Evaristo de Jesus, pesquisadora da Embrapa e coordenadora do projeto SustenAgro, ressaltou que a avaliação da sustentabilidade dos sistemas agrícolas pode ser valiosa no processo decisório, destacando que o Software SustenAgro adota uma abordagem de avaliação rápida, permitindo identificar os pontos fortes e fracos do sistema avaliado e, assim, evidenciar a necessidade de implementação de medidas para aprimorar a sustentabilidade em ambientes agrícolas e agroindustriais.

O desenvolvimento do software envolveu uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Embrapa, universidades e instituições públicas e privadas, sendo financiado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Fonte: Pensar Agro

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Mato Grosso exporta US$ 2,1 bilhões em setembro para 115 países

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Reprodução Secom/MT

Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em setembro e encerrou o mês como o 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas brasileiras ao exterior. Os produtos mato-grossenses chegaram a 115 países, com o milho liderando os embarques. Como as importações somaram US$ 233 milhões, o Estado registrou um saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão na balança comercial.

Os números integram o boletim de comércio exterior elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio do DataHub MT, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho acumulado está acima do registrado no ano passado. Entre janeiro e setembro, Mato Grosso vendeu US$ 26,5 bilhões ao mercado internacional, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa US$ 3,8 bilhões a mais em exportações.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a força exportadora de Mato Grosso deve ser acompanhada pela ampliação do processamento da produção dentro do Estado.

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“Mato Grosso é um grande exportador e tem um papel importante no abastecimento de mercados internacionais. O Governo tem atuado fortemente para que essa capacidade também se traduza em mais agroindustrialização. Queremos ampliar a transformação da nossa produção aqui, agregar valor ao que vendemos e gerar mais empregos e renda para os mato-grossenses. Além de produzir e exportar commodities, precisamos aproveitar cada vez mais as oportunidades que a indústria oferece”, afirma.

Em setembro, o milho respondeu por US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% das exportações estaduais. Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, e a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões. Farelo e resíduos da extração do óleo de soja somaram US$ 249,3 milhões, enquanto o algodão alcançou US$ 163,3 milhões.

A China foi o principal destino dos produtos mato-grossenses, com compras de US$ 342,3 milhões, ou 16,2% do total. Países Baixos, Egito, Irã e Espanha completaram a lista dos cinco maiores compradores no mês.

Na comparação com agosto, o valor exportado caiu 12,6%. Frente a setembro de 2025, a redução foi de 6,2%. O volume embarcado totalizou 4,75 milhões de toneladas, queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Do lado das importações, os fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados concentraram 54,5% dos US$ 233 milhões gastos pelo Estado em setembro. Defensivos e reguladores para plantas representaram outros 22,7%, mostrando o peso dos insumos agrícolas nas compras internacionais.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações chegaram a US$ 2 bilhões. Com isso, a diferença entre as vendas e as compras externas de Mato Grosso ficou positiva em US$ 24,5 bilhões, avanço de 17,9% sobre o mesmo período de 2025.

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