AGRONEGÓCIO
Brasil deve consolidar sua liderança no comércio internacional de açúcar
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O Brasil está em posição de consolidar sua liderança no comércio internacional de açúcar em 2025, com perspectivas positivas tanto para o mercado interno quanto externo. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços devem se manter elevados, garantindo um cenário favorável para os produtores, especialmente devido à interação entre o mercado doméstico e o mercado internacional.
No cenário interno, a expectativa é de que o Brasil continue absorvendo uma oferta considerável de açúcar, mesmo diante de uma economia que cresce de forma moderada devido à instabilidade macroeconômica. Isso se deve, em grande parte, à possível arbitragem entre os mercados interno e externo, o que pode manter os preços elevados. Além disso, uma parte significativa das exportações já foi fixada em patamares vantajosos, o que reforça a estabilidade no setor.
No mercado internacional, a demanda de países emergentes como Paquistão e Indonésia deve impulsionar o mercado de açúcar, principalmente por conta da reposição lenta dos estoques globais nos últimos dois anos. Os preços na Bolsa de Nova York (ICE Futures) podem se manter acima de 18 centavos de dólar por libra-peso, o que favorece as exportações brasileiras. A relação entre estoque e consumo, historicamente um fator importante para a elevação dos preços, deve seguir pressionada, o que beneficia o Brasil.
Outro ponto que deve contribuir para a competitividade brasileira é o câmbio, que pode continuar em patamares elevados, favorecendo as exportações. Além disso, as tensões comerciais entre potências globais, como Estados Unidos e China, podem abrir novas oportunidades para o Brasil, não só para o açúcar, mas também para o etanol.
Embora o cenário para 2025 seja desafiador, com variáveis como o clima e a adaptação às novas demandas do mercado, o Brasil mantém-se firme como líder incontestável na produção e exportação de açúcar, com perspectivas promissoras para o futuro próximo.
Fonte: Pensar Agro
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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034
A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.
Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.
“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.
Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.
Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso. A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.
Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.
“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.
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