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Aprosoja faz balanço pessimista da próxima safra nacional de soja

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A Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil) anunciou oficialmente uma estimativa de 135 milhões de toneladas para a safra de soja 2023/24, após coletar dados de 15 estados.

Essa projeção difere significativamente das previsões anteriores de instituições públicas e privadas do Brasil e do exterior, sendo consideravelmente menor. O 4º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em janeiro, por exemplo, projetou a temporada atual em 155,2 milhões de toneladas.

A Aprosoja Brasil baseou sua estimativa nos desafios enfrentados pelos estados do Centro-Oeste, destacando o estresse hídrico e o excesso de chuvas que prejudicaram a colheita e causaram prejuízos aos produtores.

Relatos de produtores no sul do país, especialmente no Paraná, indicam problemas causados pelo excesso de chuvas no início do plantio e agora pela falta de chuva durante a fase reprodutiva da soja, impactando a produtividade das lavouras. Diante dessa instabilidade climática, a Aprosoja Brasil projeta números ainda mais baixos, caso as condições meteorológicas não melhorem.

Os diretores da Aprosoja Brasil destacam que a divulgação no mercado de dados que não refletem a realidade tem causado uma tendência de baixa nos preços, o que, somado à redução de produtividade, resulta em prejuízos para os sojicultores e regiões produtoras.

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Diante desse cenário, a entidade recomenda aos produtores extrema cautela e a readequação dos negócios diante da dura realidade enfrentada. Além disso, solicita aos parceiros comerciais que financiam a safra que demonstrem compreensão diante da eventual capacidade dos produtores de honrar todos os compromissos programados.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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