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Anec revisa para cima exportações de soja e milho em novembro

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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou suas projeções para as exportações brasileiras de soja e milho em novembro. A expectativa agora é de 2,81 milhões de toneladas de soja, acima da estimativa anterior de 2,45 milhões, enquanto a exportação de milho foi revisada para 5,38 milhões de toneladas, ante os 4,77 milhões previstos na semana passada. Também houve aumento na previsão para o farelo de soja, que deve alcançar 1,87 milhão de toneladas, comparado aos 1,56 milhão da projeção anterior.

No início do mês, entre 3 e 9 de novembro, o Brasil exportou 464,771 mil toneladas de soja, e espera-se que o volume aumente para 809,935 mil toneladas entre 10 e 16 de novembro. Mesmo com o avanço em novembro, as exportações de soja registram uma queda em relação ao mesmo período de 2023, quando foram embarcadas 4,599 milhões de toneladas. Em outubro de 2024, o volume exportado foi de 4,444 milhões de toneladas, também superior ao projetado para este mês.

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Para o farelo de soja, o Brasil deve exportar 1,87 milhão de toneladas em novembro, um aumento em comparação com novembro de 2023, quando o volume foi de 1,652 milhão de toneladas. No entanto, houve uma retração em relação a outubro de 2024, mês em que foram exportadas 2,462 milhões de toneladas. Durante a primeira semana de novembro, o país enviou 346,739 mil toneladas de farelo de soja, e a expectativa para a segunda semana é de 702,074 mil toneladas.

Esses resultados refletem desafios logísticos e de mercado, com um cenário menos aquecido em comparação ao mesmo período do ano anterior, apontando para uma desaceleração nas exportações de soja em grão e derivados.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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