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Intercâmbio em família une idioma, cultura e convivência

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O desejo de conhecer países e culturas diferentes está entre as motivações centrais de quem investe em intercâmbio no Brasil, e esse objetivo também pode ser vivido em família. Programas desenhados para pais e filhos permitem que a família estude um idioma, conviva com outra cultura e compartilhe a rotina em outro país durante o mesmo período, o que transforma o aprendizado em uma vivência coletiva.

Os números do setor ajudam a dimensionar esse interesse. A pesquisa Selo Belta 2026, realizada pela Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta) entre fevereiro e abril de 2026 com 74 empresas que somam 590 pontos de venda, aponta a possibilidade de realizar o sonho de conhecer países e culturas diferentes como o segundo principal objetivo dos clientes ao investir em intercâmbio, atrás apenas da busca por uma experiência que concilie estudo, trabalho e turismo. O interesse em idiomas ocupa a terceira posição do mesmo ranking.

O levantamento também mostra que o público do intercâmbio vai além dos jovens adultos. Embora a faixa de 18 a 24 anos lidere entre os clientes que viajaram, as faixas de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos aparecem em quarto e quinto lugares, e as crianças com menos de 15 anos surgem na sexta colocação. Os cursos de férias voltados a jovens, por sua vez, figuram como o segundo tipo de programa mais comercializado pelas agências consultadas.

Aprendizado compartilhado

Para Marina Jendiroba, diretora-executiva da Intercultural, empresa que atua com programas de intercâmbio há 31 anos, as modalidades individual e familiar cumprem papéis distintos. “O intercâmbio individual proporciona ao estudante mais autonomia, independência e amadurecimento, pois ele precisa lidar com novos desafios sozinho. Já o intercâmbio em família traz a oportunidade de pais e filhos aprenderem juntos, conhecerem novas culturas e compartilharem descobertas”, explica.

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Segundo a executiva, os ganhos ultrapassam a fluência em outra língua. “Além do aprendizado de um novo idioma, essa experiência fortalece os vínculos familiares, amplia a visão de mundo e cria memórias que serão levadas para a vida toda. Acredito que as duas modalidades são enriquecedoras, mas o intercâmbio em família tem esse diferencial de transformar o aprendizado em uma experiência compartilhada entre pais e filhos”, afirma.

O convívio com hábitos, valores e formas de comunicação diferentes produz efeitos em todas as idades. “O contato com outras culturas amplia a visão de mundo, desenvolvendo a empatia, o respeito às diferenças e a curiosidade. Para as crianças, é uma oportunidade de aprender desde cedo; para os adultos, de rever conceitos e descobrir novas perspectivas”, observa Marina.

Cotidiano no exterior aproxima a família

A diretora destaca que são as situações do dia a dia no destino que dão consistência à experiência. “Viver uma experiência internacional em família fortalece os vínculos porque permite compartilhar descobertas, superar desafios e criar memórias juntos. Situações simples, como explorar uma nova cidade, experimentar comidas diferentes ou se comunicar em outro idioma, tornam-se oportunidades de aprendizado e conexão”, descreve.

A convivência intensa em outro país, no entanto, exige preparo. De acordo com Marina, o principal desafio é conciliar os interesses e as expectativas de pais e filhos. “Para isso, é importante planejar juntos, manter o diálogo e respeitar as diferenças, equilibrando momentos em família com experiências individuais”, orienta. A própria pesquisa da Belta lista a preocupação com a segurança dos filhos no país de destino entre os fatores que pesaram contra a contratação de programas, o que coloca o planejamento como etapa decisiva para as famílias.

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Efeitos após o retorno

Os aprendizados costumam acompanhar a família na volta ao Brasil. “Uma experiência internacional pode trazer mais diálogo, união e abertura para novas culturas no dia a dia da família. As crianças voltam mais curiosas e independentes, enquanto os pais passam a valorizar ainda mais o aprendizado fora da sala de aula”, enfatiza a diretora-executiva. Ela acrescenta que as memórias e descobertas compartilhadas aproximam pais e filhos e incentivam uma educação com mais empatia, respeito e visão de mundo.

O cenário do mercado indica espaço para esse tipo de vivência: segundo o mesmo levantamento, 72,9% das agências esperam crescimento no envio de estudantes ao exterior em 2026. Fundada em 1995, em Florianópolis, a Intercultural oferece programas em mais de 40 países, com opções de estudo, trabalho, desenvolvimento profissional, turismo e experiências culturais. Nas propostas voltadas a famílias, as experiências podem ser adaptadas a diferentes perfis e objetivos, com acompanhamento dos participantes desde o planejamento até o retorno ao Brasil.

Para mais informações, basta acessar: https://www.intercultural.com.br/



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Modelo cooperativo chega a nove países e 100 mil clientes

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Cerca de 1.500 pessoas se reúnem em 19 de dezembro, no Espaço Unimed, em São Paulo, para o encerramento do ano de um ecossistema econômico organizado a partir de princípios cooperativos. O encontro marca o balanço de 2026, período em que o modelo passou a reunir 11 mil clientes diretos e mais de 100 mil clientes indiretos, com presença em mais de 800 cidades brasileiras e em nove países.

Promovido pela Gfi Hub, com sede em Itapema (SC), o Gfi Celebration Experience tem, em 2026, a primeira edição, sucedendo encontros de outros formatos realizados pela empresa nos anos anteriores. A programação inclui palestra do empresário e palestrante Pyero Tavolazzi, apresentação do ator, humorista e ilusionista Maurício Dollenz e homenagens a integrantes do ecossistema que se destacaram ao longo do ano, seguidas de jantar de encerramento.

Expansão em 2026

Os números do ano, segundo dados da empresa, indicam a ampliação da presença geográfica do modelo. Além das 800 cidades, a operação alcança as 27 unidades federativas do país e mercados como Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Colômbia, Estados Unidos e Portugal. O ecossistema reúne empresas de áreas como consumo, saúde e bem-estar, tecnologia, conectividade e setor imobiliário, que operam de forma integrada.

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Cooperação além do crédito

O movimento acompanha o avanço do cooperativismo no Brasil. O setor alcançou 29 milhões de cooperados em 2025 e movimentou R$ 848 bilhões, alta de 12% em relação a 2024, segundo o AnuárioCoop 2026, do Sistema OCB. As sobras, resultado equivalente ao excedente das cooperativas, somaram R$ 61,3 bilhões, avanço de 14,2% no período.

Historicamente concentrado no crédito, o modelo cooperativo começa a alcançar outras áreas da economia. É nesse campo que se insere o Mercado Econômico Cooperativo (MEC), conceito desenvolvido pela Gfi Hub que organiza o consumo e os serviços do dia a dia em uma estrutura compartilhada, de modo que o valor movimentado circule entre os participantes.

“O encontro de dezembro registra um ano em que o modelo passou a fazer parte da rotina de famílias em mais de 800 cidades”, afirma Odirlei Schuster, presidente da Gfi Hub.

Perspectivas para 2027

Para 2027, a empresa prevê aprofundar a internacionalização iniciada nos últimos anos. A estratégia declarada é adaptar o modelo às características comerciais, culturais, logísticas e regulatórias de cada país, com atuação junto a parceiros locais, em vez de reproduzir a operação brasileira. “A meta para 2027 é consolidar, nos novos mercados, a base construída no Brasil ao longo de 2026”, conclui Schuster.

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Com mais de 100 mil clientes indiretos e operação em mais de nove países, o encontro de 19 de dezembro encerra o ciclo de 2026 do ecossistema e marca o início do ciclo de 2027. A celebração reúne o resultado do ano e abre o calendário seguinte, em um momento em que o modelo cooperativo, com 29 milhões de cooperados no país, amplia a presença em novas áreas da economia.

Para mais informações, basta acessar www.gfihub.com.br.



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