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Peso do cabo elétrico não comprova qualidade do produto

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A percepção de que um fio ou cabo elétrico mais pesado necessariamente apresenta maior qualidade ainda está presente entre consumidores e profissionais do setor. A associação está relacionada, principalmente, à maior densidade do cobre em comparação com outros materiais que podem ser utilizados na composição de condutores.

Embora o peso possa funcionar como um indicador complementar e até mesmo como um sinal de alerta para possíveis irregularidades, ele não é suficiente para comprovar a qualidade ou a conformidade de um produto. De acordo com a COBRECOM, fabricante de fios e cabos elétricos de baixa tensão, características como resistência elétrica, seção nominal, composição e qualidade do material condutor, isolação e atendimento às normas técnicas são fundamentais para avaliar o desempenho e a segurança dos cabos.

“Um cabo mais pesado não é necessariamente um cabo de melhor qualidade. O peso pode variar em função da quantidade de material condutor, da isolação e de outros componentes construtivos. Para avaliar a conformidade, é muito mais significativo verificar a resistência elétrica e os demais requisitos e ensaios estabelecidos pelas normas ABNT aplicáveis”, explica Paulo Sandrini Pozetti, coordenador de treinamentos técnicos da COBRECOM.

Qualidade depende das normas técnicas

A qualidade de um fio ou cabo elétrico está relacionada ao atendimento aos requisitos técnicos estabelecidos pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aplicáveis a cada produto. Entre os parâmetros importantes está a resistência elétrica do condutor, que possui valores máximos definidos conforme a seção nominal, o material e as características construtivas e classe de encordoamento aplicáveis ao produto.

A ABNT NBR NM 280, por exemplo, estabelece valores máximos de resistência elétrica a 20 °C para os condutores. Esse parâmetro permite verificar se o desempenho elétrico está de acordo com os padrões estabelecidos para o produto.

“Não é possível determinar apenas pelo peso se o condutor possui a composição e as características elétricas adequadas. A avaliação deve considerar os ensaios e requisitos normativos, além das características dimensionais e construtivas do produto”, destaca Pozetti.

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Peso do cabo pode ser um indicador, mas não comprova qualidade

O peso pode ser utilizado como uma ferramenta complementar de controle e como um possível sinal de alerta. Isso ocorre porque diferentes componentes presentes no cabo, como o material condutor, a isolação e eventuais coberturas, interferem no peso final do produto.

A densidade dos materiais também deve ser considerada. O cobre, por exemplo, possui densidade significativamente maior que a do alumínio. Dessa forma, um condutor de alumínio com aparência superficial semelhante à de um condutor de cobre tende a apresentar peso inferior quando comparados produtos de mesma seção e comprimento.

“Vale ponderar que, segundo a NBR 5410, o uso de condutores de alumínio em instalações residenciais/prediais comuns possui restrições severas de seção (geralmente permitidos apenas para seções nominais a partir de 16 mm² ou em condições específicas de projeto devido ao risco de conexões e oxidação)”, esclarece Pozetti.

Quais características determinam a qualidade de um cabo elétrico?

De acordo com Paulo Sandrini Pozetti, entre as principais características que influenciam a qualidade de um fio ou cabo estão a qualidade do material condutor, sua resistência elétrica, o material e a classe do condutor, a espessura e a qualidade da isolação, a tensão nominal, a capacidade de condução de corrente e o desempenho mecânico e térmico.

A avaliação deve considerar o conjunto dessas características e o atendimento aos requisitos técnicos aplicáveis ao produto. Dessa maneira, aspectos visuais ou o peso do cabo não devem substituir a análise de suas especificações.

Cabo mais pesado também pode estar fora das especificações

Segundo Pozetti, o peso, por si só, não garante que um cabo esteja de acordo com as especificações técnicas. Um produto pode apresentar maior massa e, ainda assim, não atender aos requisitos relacionados à seção nominal, resistência elétrica, qualidade do condutor ou características da isolação.

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“Por isso, não se deve utilizar o peso como único parâmetro de escolha. A conformidade precisa ser comprovada pelos ensaios e requisitos das normas ABNT aplicáveis”, ressalta Pozetti.

Como escolher fios e cabos elétricos com segurança

Na compra de fios e cabos elétricos, o consumidor deve verificar a identificação do produto, a seção nominal, a tensão e a aplicação indicada, além da certificação do Inmetro, que é obrigatória para todas as linhas de fios e cabos elétricos que são utilizados em obras residenciais, como os cabos flexíveis antichama para instalações prediais de PVC 450/750 V 70 °C. Também é recomendável adquirir os materiais de fabricantes confiáveis e em estabelecimentos regulares.

A documentação fiscal e as informações disponíveis na embalagem também devem ser conferidas. Outro cuidado é verificar se o registro do Inmetro indicado na embalagem está válido, quando a certificação for aplicável ao produto.

“Preço e peso não devem ser utilizados como únicos critérios de escolha. É importante verificar a identificação, a certificação quando aplicável, as características técnicas e a procedência do produto”, orienta Pozetti.

Segundo ele, um produto tecnicamente adequado deve apresentar rastreabilidade, identificação correta, certificação quando aplicável e características elétricas compatíveis com sua seção nominal e aplicação.

“Também vale reforçar que a segurança de uma instalação começa pela escolha correta do condutor, e não pela aparência do produto”, conclui Pozetti.

O profissional também recomenda checar se o fabricante é associado da Qualifio (Associação Brasileira pela Qualidade dos Fios e Cabos Elétricos), que é mais uma garantia de confiança na hora de comprar cabos elétricos seguros e de qualidade, já que a entidade testa e avalia com muito rigor os produtos tanto de fabricantes associados, como também os das empresas não associadas.



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Uso de IA nas empresas cresce e agentes chegam à operação

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O uso de inteligência artificial nas empresas brasileiras mais que dobrou em dois anos. De acordo com a PINTEC Semestral 2024, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o percentual de empresas industriais com 100 ou mais pessoas ocupadas que utilizam a tecnologia passou de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024. Em números absolutos, o total subiu de 1.619 para 4.261 empresas, alta de 163% no período.

O movimento também alcança os pequenos negócios. A pesquisa Transformação Digital nos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o Meta Instituto de Pesquisa e divulgada em agosto de 2026, aponta que 52% dos empreendedores usaram alguma ferramenta de IA nas duas semanas anteriores à entrevista. O levantamento ouviu 7.182 MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, e 60% deles afirmaram que pretendem adotar ou ampliar o uso da tecnologia no semestre seguinte.

Segundo o IBGE, as áreas em que a IA é mais utilizada nas indústrias são administração (87,9%), comercialização (75,2%) e desenvolvimento de projetos (73,1%). O instituto associa parte do crescimento à popularização das ferramentas de IA generativa. A forma de uso, no entanto, varia entre as empresas e costuma ser dividida em três níveis, que vão do assistente acionado por uma pessoa a grupos de agentes que operam áreas inteiras.

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Tabela de Níveis de Uso da IA
Nível Como a IA atua Papel da equipe Exemplo
1. Copiloto Responde quando é acionada e faz uma tarefa por vez Conduz cada etapa e revisa o resultado Redigir um e-mail ou resumir um documento
2. Agente de IA Recebe um objetivo e executa um processo do início ao fim, conectado aos sistemas da empresa Define o objetivo e acompanha o indicador Atender clientes no WhatsApp e registrar pedidos
3. Time de agentes Vários agentes coordenados operam uma área inteira e trocam informações entre si Define metas e supervisiona a operação Financeiro com agentes de cobrança, conciliação e fechamento

Esse é o campo de atuação da Pixel AI, empresa que orienta outras empresas na implementação de agentes de inteligência artificial. Segundo a companhia, mais de 2 mil empresas integram hoje sua base de membros e, apenas em 2026, os projetos desenvolvidos por elas somam mais de R$ 60 milhões em resultados, entre redução de custos e geração de receita. A empresa é conduzida pelos sócios-fundadores Cayo Syllos (CEO), Bruno Okamoto (CCO) e Matheus Cardozo (COO).

Segundo Cayo Syllos, CEO da Pixel AI, a diferença de resultado entre as empresas da base acompanha esses níveis. “As empresas que estão gerando resultado financeiro com IA já passaram do copiloto. Estão, no mínimo, no nível 2, com agentes executando processos inteiros, e não apenas respondendo a perguntas”, afirma.

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Bruno Okamoto, CCO da empresa, observa que o volume de lançamentos no setor transforma a seleção de tecnologia em uma etapa do próprio trabalho. “O mercado de inteligência artificial muda toda semana. O empresário não precisa acompanhar cada lançamento, precisa saber o que muda o resultado da empresa na semana seguinte”, diz.

Na avaliação de Matheus Cardozo, COO, a etapa mais sensível é a passagem do diagnóstico para a rotina. “A implementação só gera economia quando o agente entra no processo e é medido todos os dias, com indicador e responsável definidos”, afirma. Segundo ele, parte da operação interna da própria Pixel AI, como marketing, financeiro e conteúdo, já é executada por agentes construídos pela empresa.

Os dados do IBGE e do Sebrae indicam que a inteligência artificial já está presente em empresas de diferentes portes no país. Com a adoção mais difundida, a passagem do uso como copiloto para agentes e times de agentes, acompanhada da medição de economia de custos e aumento de receita, passa a orientar a avaliação desses projetos dentro das empresas.

Mais informações disponíveis em https://aipixel.com.br



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