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Glin lança parcelamento sem juros para vendas ao Brasil

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A Glin, plataforma de pagamentos internacionais voltada a empresas estrangeiras que vendem para o Brasil, passou a oferecer a seus clientes a opção de parcelamento sem juros no cartão de crédito nacional. Com a nova funcionalidade, o vendedor no exterior pode assumir os juros das parcelas, visualizar quanto o comprador brasileiro pagaria com e sem acréscimo em cada quantidade de parcelas e escolher, cobrança a cobrança, qual condição apresentar.

Até então, as empresas atendidas pela plataforma já podiam dividir as vendas em até 12 parcelas, mas os juros ficavam a cargo do cliente final. De acordo com Pedro Souza, fundador da Glin, o obstáculo enfrentado pelas companhias estrangeiras começa antes mesmo da discussão sobre juros. “A primeira dificuldade é anterior ao ‘sem juros’: a maioria das empresas no exterior simplesmente não consegue parcelar para o cliente brasileiro. Parcelamento no cartão é uma característica do mercado brasileiro, e os gateways internacionais não oferecem isso”, explica.

Segundo ele, quem tentava contornar a limitação por conta própria acabava dividindo a venda em várias cobranças manuais ou pedindo ao comprador que usasse um cartão internacional, item que a maior parte da população não tem.

O peso dessa modalidade aparece nas estatísticas do setor. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) indicam que os pagamentos com cartões movimentaram R$ 2,2 trilhões no primeiro semestre de 2025, dos quais R$ 1,5 trilhão no crédito. Do volume transacionado nessa função, 41,2% correspondeu a compras parceladas sem juros. Um levantamento do grupo DM com 8.489 respondentes de sua base de clientes aponta ainda que 69,3% dos entrevistados optam pelo parcelamento e 75,2% sempre procuram a condição sem juros.

Decisão tomada com números em reais

A configuração ocorre no momento em que a empresa cria cada cobrança. O vendedor informa o valor na própria moeda e define até quantas parcelas deseja oferecer sem juros. “A plataforma mostra, para cada quantidade de parcelas, quanto o cliente brasileiro pagaria com e sem juros, e o merchant decide onde quer ficar: pode subsidiar até 6 vezes e deixar de 7 a 12 vezes com juros por conta do cliente, por exemplo”, detalha Souza.

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Como a escolha é individual, uma única empresa pode enviar no mesmo dia uma proposta em 12 parcelas sem juros para um comprador e outra em três parcelas para outro, conforme o andamento de cada negociação. “A decisão é tomada olhando para números reais, em reais, antes de o link ser enviado”, afirma o fundador da Glin.

Quando o vendedor decide absorver os juros, a ferramenta exibe quanto ele deixará de receber em cada faixa de parcelamento. Com esse dado, a companhia avalia se incorpora o custo ao preço do serviço ou se o absorve na margem para fechar o negócio. “Essa informação aparece no momento em que ele cria a cobrança, e o parcelamento sem juros vira uma decisão de precificação consciente, e não um desconto invisível”, observa Souza.

Efeito sobre a experiência de compra

Na avaliação do executivo, o comprador brasileiro passa a encontrar a mesma dinâmica do comércio local. “Para o cliente final, o impacto é imediato: ele vê o preço dividido em parcelas que cabem no orçamento, sem acréscimo, e paga com o cartão que já tem. É a mesma experiência de comprar de uma loja brasileira”, diz.

O efeito tende a ser maior em vendas de tíquete elevado. “Nos segmentos que mais atendemos, como educação, imigração e turismo, o cliente raramente decide pelo preço cheio; ele decide pelo valor da parcela”, pontua Souza. Para ele, ao ofertar a condição sem juros, a empresa estrangeira deixa de competir em desvantagem com quem vende localmente.

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Fluxo financeiro inalterado

A novidade altera a forma de precificar, mas não o caminho do dinheiro. O pagamento continua capturado no Brasil, em reais, e a operação segue as regras de câmbio do Banco Central, com a conversão executada por instituição autorizada. O vendedor recebe os valores no exterior, na própria moeda, em D+1, ou seja, um dia após a transação.

Segundo Souza, a base que sustenta a operação já existia: verificação de identidade da empresa no exterior e do pagador no Brasil, monitoramento das transações, autenticação 3DS nos pagamentos com cartão e conciliação diária. “Inovar, para nós, é simplificar a experiência de quem vende e de quem paga sem mexer nos controles que dão segurança à operação”, declara.

Trajetória orientada pelos clientes

Com mais de seis anos de atuação e mais de R$ 200 milhões em transações intermediadas, a Glin estruturou sua plataforma em torno dos dois meios de pagamento mais usados no país: o Pix e o cartão de crédito nacional parcelado. A nova função segue a linha de recursos lançados recentemente, como a gestão de links e o painel de operação, que buscam reduzir tarefas manuais dos vendedores.

“Não basta aceitar o parcelamento; é preciso oferecê-lo do jeito que o consumidor brasileiro está acostumado a ver, e ‘12 vezes sem juros’ é um dos gatilhos de compra mais fortes do varejo no Brasil”, comenta o fundador.

De acordo com Souza, o parcelamento é atualmente o principal motivo pelo qual empresas estrangeiras procuram a Glin. “O brasileiro pensa em parcela, não em preço. Quem vende para o Brasil e ignora isso está deixando venda na mesa. Essa funcionalidade nasceu de ouvir os merchants que já parcelavam e queriam ir um passo além”, conclui.

Para mais informações, basta acessar: https://glin.com.br



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CNI reduz previsão de crescimento do PIB

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026. A revisão consta do Informe Conjuntural do 3º trimestre, divulgado em 28 de outubro, de acordo com a CNI, via Portal da Indústria. Segundo a entidade, o ajuste para baixo se deve principalmente às perspectivas menos favoráveis para a indústria, em especial a de transformação, e para os serviços, cujos efeitos devem se sobrepor ao avanço da agropecuária e da indústria extrativa.

Indústria, serviços e agropecuária

A projeção para o PIB da indústria passou de 2% para 1,3%, a maior revisão negativa entre os setores. A CNI estima que a indústria extrativa cresça 9,1%, mas que isso não seja suficiente para compensar o enfraquecimento da indústria de transformação. A previsão de alta de 0,6%, divulgada em julho, deu lugar a uma estimativa de queda de 0,7%. A entidade cita a retração da demanda interna, a piora das condições financeiras de empresas e famílias, a entrada de produtos importados e o aumento dos custos de produção. A construção teve a projeção de alta mantida em 1,5%, com apoio da expansão do Minha Casa, Minha Vida e de investimentos em infraestrutura.

No setor de serviços, a estimativa foi reduzida de 1,9% para 1,6%, em razão do volume de serviços praticamente estável desde o fim do ano passado e da desaceleração do comércio varejista, sobretudo nos segmentos mais sensíveis ao crédito. A agropecuária foi a única a ter a projeção revista para cima, de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela revisão positiva da segunda safra de milho.

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Mercado de trabalho

Apesar da desaceleração, a CNI avalia que o mercado de trabalho continuará sustentando a demanda. A entidade prevê alta de 1,2% na população ocupada em 2026 e queda da taxa de desemprego, hoje em 5,3%, para 5% ao fim do ano. A massa de rendimento real deve avançar 4,6% em relação ao ano passado.

Contas públicas, inflação e juros

Para as contas públicas, a CNI estima déficit primário de R$ 54,6 bilhões em 2026, equivalente a 0,4% do PIB projetado. Cerca de R$ 67,3 bilhões em precatórios e outras despesas não são computados na meta de resultado primário, o que, segundo a entidade, leva a um superávit de R$ 12,6 bilhões (0,1% do PIB) para fins de cumprimento da meta. A CNI projeta que a dívida bruta passe de 78,6% para 83,7% do PIB em um ano. As despesas federais devem crescer 4,6% em termos reais e a receita líquida, 5,9%. Na inflação, a confederação projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) suba 5,15% no ano, ante 4,26% em 2025, com pressão de alimentos, preços administrados e serviços nos últimos meses. Com isso, prevê que o Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, levando a taxa básica a 13,25% ao ano.

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Para a CNI, esse patamar ainda representa juro real de cerca de 9%, quase o dobro da taxa neutra estimada em 5%, e há espaço para uma flexibilização mais rápida sem prejuízo da convergência da inflação à meta.

Segundo a PrecPago, uma das líderes em antecipação de precatórios no país, a manutenção de R$ 67,3 bilhões em precatórios fora do cálculo do resultado primário ilustra o tamanho do estoque de obrigações da União que seguem fora da dinâmica orçamentária tradicional. A empresa destaca que a combinação de juros elevados e desaceleração da atividade econômica amplia o tempo de maturação do crédito no mercado, tornando o acompanhamento do cronograma de pagamentos do Judiciário um indicador cada vez mais crítico para a previsibilidade financeira de credores e agentes econômicos no país.

Crédito e comércio exterior

De acordo com o informe, as concessões totais de crédito devem subir 5,15% em 2026, com alta de 6,4% para as empresas e de 4% para as famílias. No comércio exterior, as exportações devem crescer 10,3%, para US$ 386,7 bilhões, enquanto as importações devem somar US$ 309,4 bilhões, alta de 6,4%. A balança comercial deve fechar o ano com superávit de US$ 77,3 bilhões, quase 30% acima do registrado em 2025.



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