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Bahia vence São Paulo pelas quartas de final

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O Bahia saiu na frente do São Paulo pelas quartas de final da Copa do Brasil Feminina. Na noite desta sexta-feira (16), as Mulheres de Aço venceram as Soberanas, atuais campeãs brasileiras, por 2 a 1 no Batistão, em Aracaju, no jogo de ida do confronto.

A partida de volta está marcada para a próxima quarta-feira (21), às 19h (horário de Brasília), no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP). O Tricolor baiano tem a vantagem do empate para chegar, pelo segundo ano seguido, às semifinais. As paulistas precisam ganhar por, ao menos, dois gols de diferença para avançarem no tempo normal.

O duelo reuniu jogadoras que estiveram na última data-Fifa, nome dado ao período voltado a jogos entre seleções. As goleiras Yanne (Bahia) e Carlinha e as zagueiras Carol Gil e Tayla (as três últimas do São Paulo) representaram o Brasil em amistosos contra a Argentina – que contou com a meia Maricel Pereyra, das Soberanas. A equipe paulista ainda teve a zagueira Camila Barbosa defendendo o Paraguai diante de El Salvador.

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No primeiro tempo, o Bahia esbanjou eficiência para abrir vantagem diante do campeão brasileiro. Aos nove minutos, a volante Ángela Gómez foi acionada na área pela atacante Roqueline e dividiu com Carol Gil. A bola subiu e encobriu Carlinha, colocando as Mulheres de Aço na dianteira.

O São Paulo balançou as redes aos 20, com Aline Milene sendo lançada desde antes do círculo central por Serrana e finalizando, livre, na saída de Yanne. A meia, porém, estava em posição irregular e o gol foi anulado por impedimento.

Aos 38 minutos, as donas da casa ampliaram a vantagem. A zagueira Isa Fernandes foi para o ataque, tabelou com Gómez, invadiu a área e bateu no canto de Carlinha. Desde a derrota por 3 a 0 para a Ferroviária, há quase dois meses, pelo Campeonato Paulista, quando atuou com reservas, as Soberanas não sofriam dois gols na mesma partida.

O Tricolor paulista voltou melhor do intervalo. Aos dois minutos, a atacante Isa abriu na direita com Serrana, na linha da área. A meia – que atuou como lateral no lugar de Bruna Calderan (que trata fraturas na mandíbula) – cruzou na cabeça de Kesia Senna, que tinha acabado de entrar. A atacante mandou para as redes.

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O empate não saiu aos 37 minutos por um detalhe. A atacante Mylena Carioca – outra que entrou na volta do intervalo – foi lançada por Kesia Senna e encobriu Yanne na saída da goleira. A bola, que estava indo para o gol, quicou em uma falha do gramado, mudou de direção e acabou parando na trave, a tempo da zagueira Tchula tirar o perigo.

Mesmo após a expulsão do técnico Thiago Viana por reclamação, as campeãs brasileiras pressionaram em busca do empate, parando – assim como em boa parte do jogo – em defesas de Yanne. Na melhor oportunidade, aos 40, Mylena Carioca buscou o ângulo esquerdo em chute da entrada da área, mas a goleira do Bahia, com a ponta dos dedos, garantiu o triunfo das anfitriãs.



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Palmeiras surpreende e deixa Kate Tapia fora da Libertadores Feminina

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Os três representantes brasileiros na Libertadores Feminina deste ano apresentaram à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) a lista de inscritas para o torneio, que será em Quito (Equador). O destaque ficou por conta da ausência da goleira colombiana Kate Tapia, titular do Palmeiras, da relação divulgada pelo time, sob alegação de “questões disciplinares”.

“Tapia pediu autorização para viajar à Colômbia, a fim de resolver problemas particulares envolvendo seu pai. Diretoria e comissão técnica, incluindo o preparador de goleiras, concederam a permissão, mas ela embarcou antes da data acordada, sem o consentimento do clube”, argumentou o Verdão, no comunicado.

A goleira de 33 anos utilizou as redes sociais para se pronunciar. Ela confirmou a solicitação para viajar, mas afirmou que, ao comunicar “a situação que estava vivendo”, manifestou o desejo de “antecipar em um dia” a ida à Colômbia para se reunir com a família antes de se apresentar à seleção do país – Tapia foi convocada para dois amistosos contra a Venezuela.

“O que mais me entristeceu foi ter sido informada, após quatro anos de entrega, trabalho e compromisso, de que não faria parte da Libertadores por meio de uma comunicação no grupo da equipe, sem ter tido previamente uma conversa pessoal. Respeito as decisões esportivas e as responsabilidades que fazem parte da vida profissional. Mas também acredito que, por trás de cada futebolista, existe uma pessoa, uma família e momentos difíceis que merecem ser ouvidos e compreendidos”, lamentou a colombiana, que disse estar na torcida pelas companheiras.

O contrato de Tapia com o Palmeiras termina em dezembro e o episódio pode representar o fim da passagem dela pelo clube, onde conquistou cinco títulos. Em dois deles – o Campeonato Paulista de 2024 e a Supercopa do Brasil deste ano – a goleira foi decisiva, salvando três pênaltis em cada final, ambas diante do Corinthians.

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Sem Tapia, a meta alviverde na Libertadores deve ter Natascha como titular. Ravena e Tainá (suplente) são as demais goleiras na lista que conta, ao todo, com 23 inscritas.

Pela hegemonia

As Palestrinas estão no Grupo B, ao lado de Belgrano (Argentina), Universitario (Peru) e do anfitrião Dragonas, que é o time feminino do Independiente del Valle. As paulistas estreiam nesta quinta-feira (15), às 21h (horário de Brasília), contra as peruanas, no Estádio Banco Guayaquil. Campeão em 2022, o Verdão busca o segundo título.

No mesmo dia, mais cedo, às 17h, o Corinthians abre a participação brasileira contra o Colo-Colo (Chile), no Estádio Casa Blanca. Dono de seis títulos e campeão das últimas três edições, o Timão figura no Grupo A, onde também estão Caracas (Venezuela) e Santa Fe (Colômbia).

O último brasileiro a estrear será o Cruzeiro. Pela primeira vez na Libertadores Feminina, as Cabulosas encaram outro time da casa, a LDU, no Casa Blanca, às 21h de sexta-feira (16). As mineiras foram sorteadas no Grupo C, junto de Bolívar (Bolívia) e Olimpia (Paraguai).

O único grupo sem clubes do Brasil é o D, com Libertad (Paraguai), Nacional (Uruguai), Universidad de Chile e Deportivo Cali (Colômbia). Os dois primeiros de cada chave vão às quartas de final. Os confrontos da fase eliminatória serão definidos em jogo único. A decisão está marcada para 31 de outubro, no Casa Blanca.

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O Brasil domina a Libertadores Feminina com 14 títulos nas 17 edições anteriores. Além de Corinthians e Palmeiras, outros três clubes do país venceram a competição: São José (três), Ferroviária e Santos (dois cada).

O último vencedor que não era brasileiro foi o Atlético Huila (Colômbia), em 2018. Os demais campeões foram Colo-Colo (2012) e o paraguaio Sportivo Limpeño (2016).

Veja as inscritas dos times brasileiros

PALMEIRAS

Goleiras: Natascha, Ravena e Tainá

Defensoras: Ana Guzmán, Poliana, Giovana Campiolo, Fe Palermo, Pati Maldaner, Emily Assis, Antonia, Carla Thay e Raíssa Bahia

Meio-campistas: Brena, Diany, Andressinha, Duda Santos, Lorena Benitez, Melanie Chirinios e Joselyn Espinales

Atacantes: Glaucia, Bia Zaneratto, Taina Maranhão e Rhay Coutinho

Técnica: Rosana Augusto

CORINTHIANS

Goleiras: Nicole e Lelê

Defensoras: Thaís Ferreira, Thaís Regina, Juliete, Gi Fernandes, Duda Mineira, Tamires e Erika

Meio-campistas: Andressa Alves, Gabi Zanotti, Ivana Fuso, Letícia Monteiro, Paola Garcia, Duda Sampaio, Day Rodriguez e Ana Vitória

Atacantes: Gisela Robledo, Jhonson, Ariel Godoi, Vic Albuquerque, Belén Aquino e Jaqueline

Técnico: Emily Lima

CRUZEIRO

Goleiras: Leilane, Camila Rodrigues e Cláudia

Defensoras: Yenifer Giménez, Gisseli, Michelle Romero, Isadora, Vitória Calhau, Capelinha, Letícia Alves e Ketlin

Meio-campistas: Lorena Bedoya, Rafa Levis, Mari Andrade, Ana Flávia e Pri Back.

Atacante: Vanessinha, Gaby Rodriguez, Letícia Ferreira, Byanca Brasil, Radija, Marília e Milena

Técnico: Jonas Urias



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