CUIABÁ

ECONOMIA

Assessoria de imprensa fortalece reputação na era da IA

Publicados

ECONOMIA

O comportamento de busca está mudando. Se antes consumidores recorriam exclusivamente aos mecanismos tradicionais de pesquisa, hoje as ferramentas de inteligência artificial como ChatGPT, Gemini e Copilot estão se consolidando como novos ambientes de descoberta de marcas, serviços e instituições. Pesquisa da McKinsey revela que 44% dos usuários de buscas baseadas em IA já consideram essas plataformas sua principal fonte de informação, à frente dos mecanismos de busca tradicionais e até dos próprios sites das marcas.

A relevância da assessoria de imprensa ganha uma nova dimensão com o avanço das plataformas de inteligência artificial. Segundo pesquisa da Muck Rack sobre as fontes utilizadas por plataformas de inteligência artificial, mais de 84% dos conteúdos citados pelos sistemas analisados são provenientes de mídia espontânea (earned media), reforçando a importância da presença em veículos independentes e fontes confiáveis.

A presença em veículos jornalísticos segue sendo um dos principais fatores de construção de credibilidade e validação pública, elementos que influenciam a percepção de valor das marcas. “Estamos em uma fase em que não basta apenas estar presente nas redes sociais. A reputação passa a ser construída a partir de múltiplos sinais de credibilidade, incluindo reportagens, entrevistas, artigos especializados e outras fontes consideradas confiáveis pelo mercado”, afirma Adriana Fernandes, sócia-fundadora da Trópico Comunicação.

Leia Também:  B3 passa a aceitar FIIs como garantia em operações

O que muda para as marcas

Para as empresas, a mudança representa uma ampliação do conceito de reputação digital. Se antes o foco estava em SEO, redes sociais e presença nos mecanismos de busca tradicionais, agora passa a ser fundamental construir autoridade em fontes externas capazes de validar a marca perante diferentes públicos e perante os novos ambientes de inteligência artificial.

“A lógica continua sendo a mesma: quem é reconhecido como fonte confiável tende a ganhar mais relevância. O que muda é que agora essa percepção não influencia apenas pessoas, mas também sistemas que organizam e apresentam informações aos usuários”, explica Adriana Fernandes.

A mídia espontânea ganha um papel ainda mais estratégico. Reportagens, entrevistas, artigos de opinião e participações em veículos especializados ajudam a construir sinais de autoridade que fortalecem a reputação institucional. Diferentemente dos conteúdos produzidos pelas próprias empresas, as menções em veículos independentes carregam um elemento adicional de validação, já que passam pelo olhar editorial de jornalistas e especialistas.

A construção de reputação passa a ser um dos principais ativos competitivos da era da inteligência artificial. “Estamos entrando em um cenário em que a autoridade não será medida apenas pela presença digital de uma marca, mas também pela qualidade das fontes que falam sobre ela. A assessoria de imprensa passa a ocupar um papel ainda mais estratégico nesse processo”, conclui Fernando Oller, sócio-diretor da Trópico Comunicação.

Leia Também:  STF decide que ISS não integra base de cálculo do PIS/Cofins



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ECONOMIA

VR e VA podem ser aceitos em mais maquininhas a partir deste sábado

Publicados

em

Os cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) terão mudanças a partir deste sábado (7).

A principal delas é a implementação da interoperabilidade, que prevê a aceitação de cartões de diferentes operadoras em qualquer maquininha habilitada para processar esse tipo de pagamento, desde que o estabelecimento também aceite o cartão utilizado .

A transição começou em maio e vai até novembro , quando a assinatura do decreto que atualizou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) completa um ano.

Na prática, a medida pretende ampliar as opções de uso dos benefícios em restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos que trabalham com alimentação.

Cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão entre os abrangidos pelas mudanças , conforme o enquadramento no PAT.

As novas regras também estabelecem limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais e reduzem o prazo para o repasse dos valores das vendas. O objetivo do governo é estimular a concorrência no setor e facilitar a aceitação dos benefícios pelo comércio.

Apesar da previsão de implementação em novembro, a interoperabilidade enfrenta desafios operacionais. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirma que os sistemas das empresas ainda não estão totalmente integrados e aponta dificuldades para o funcionamento da medida no prazo previsto.

Além disso, parte das regras é alvo de questionamentos judiciais por operadoras do setor.

O que muda?

A partir de 7 de novembro, está prevista a entrada em vigor integral da interoperabilidade entre os cartões de vale-refeição e vale-alimentação .

Isso significa que cartões de diferentes operadoras deverão funcionar em qualquer maquininha habilitada para receber esse tipo de pagamento, sem depender de contratos ou equipamentos específicos para cada bandeira.

A mudança não obriga todos os estabelecimentos a aceitar os benefícios . A regra vale para os comércios habilitados a processar essas transações.

Onde usar?

A proposta é ampliar a rede de aceitação dos cartões. Assim, o trabalhador poderá utilizar o benefício em diferentes estabelecimentos que aceitem a modalidade correspondente, independentemente da operadora responsável pelo cartão.

Leia Também:  Golpes na internet ampliam debate sobre privacidade digital

A aceitação dependerá da habilitação do estabelecimento e do funcionamento da integração entre os sistemas de pagamento.

O valor aumenta?

Não. As novas regras não determinam aumento nem redução automática do valor do vale-refeição ou do vale-alimentação pago pelas empresas aos funcionários.

Os recursos continuam destinados exclusivamente à alimentação. O vale-refeição é utilizado para a compra de refeições prontas, enquanto o vale-alimentação é voltado à aquisição de alimentos.

A principal mudança para o trabalhador é a ampliação das possibilidades de utilização do benefício.

Quais regras já valem?

Além da interoperabilidade, a regulamentação do PAT estabeleceu limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos e reduziu o prazo de repasse dos valores das vendas.

As principais medidas são:

  • Taxa máxima de 3,6% para a cobrança das operadoras sobre as transações com benefícios vinculados ao PAT;
  • Tarifa de intercâmbio de até 2%: teto para a cobrança relacionada às operações entre participantes do sistema;
  • Repasse em até 15 dias corridos: prazo máximo para que os estabelecimentos recebam os valores das vendas.

Antes da mudança, comerciantes reclamavam de taxas elevadas e de prazos de recebimento que podiam ultrapassar 30 dias.

Todos os benefícios entram?

Não necessariamente. As regras descritas se aplicam aos benefícios vinculados ao PAT, criado em 1976.

Há uma diferença entre os benefícios concedidos no âmbito do PAT e o auxílio-alimentação previsto na legislação trabalhista. Segundo a Abrasel, essa distinção tem provocado dificuldades na identificação das transações e na conciliação financeira dos estabelecimentos.

A entidade afirma que parte das empresas teria migrado operações para o auxílio-alimentação após a regulamentação, modalidade que não está sujeita aos mesmos limites de taxas e prazos previstos para o PAT.

A mudança está garantida?

A implementação está prevista para novembro, mas enfrenta obstáculos operacionais. A Abrasel afirma que as empresas responsáveis pelos cartões e as credenciadoras ainda precisam integrar seus sistemas para permitir o funcionamento pleno da interoperabilidade.

Leia Também:  Setor de infraestrutura apresenta dados de emprego

Segundo a associação, um dos problemas envolve o canal específico utilizado para processar transações com vales, que ainda não estaria funcionando plenamente.

A entidade também afirma que a falta de integração pode dificultar a identificação das modalidades de benefício utilizadas pelos consumidores e o controle financeiro dos estabelecimentos.

Quais são as punições?

O descumprimento das regras aplicáveis ao PAT pode resultar em sanções administrativas e financeiras.

Entre as penalidades previstas estão:

  • Multas;
  • Autuações;
  • Descredenciamento do programa;
  • Cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados, quando cabível.

As consequências dependem da infração identificada e podem atingir operadoras, empresas participantes do programa e estabelecimentos comerciais.

O que dizem as operadoras?

Empresas do setor questionam na Justiça pontos do decreto que regulamentou as mudanças no PAT. Entre os argumentos apresentados está a contestação dos limites tarifários e da imposição de alterações estruturais por meio de decreto.

Algumas operadoras conseguiram decisões provisórias que suspenderam parte das exigências, mas as liminares foram posteriormente derrubadas, conforme as informações reunidas no material de referência.

A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) também manifestou preocupação com o modelo de arranjo aberto. A entidade argumenta que a ampliação da aceitação dos cartões pode dificultar o controle e a fiscalização dos estabelecimentos credenciados.

O que falta?

A implementação da interoperabilidade depende da integração dos sistemas das operadoras de benefícios e das empresas responsáveis pelas maquininhas.

Embora a regra esteja prevista para entrar em vigor integralmente em novembro, a avaliação da Abrasel é que ainda existem dificuldades técnicas para garantir o funcionamento em toda a rede. Para os trabalhadores, a expectativa é de ampliação das opções de uso dos cartões, mas a efetiva disponibilidade dependerá da conclusão dessa integração.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA