Sinop
Dia da Família na Exponorte terá interação entre crianças e animais da mini fazenda neste domingo (31)
Sinop
Durante a atividade, os visitantes poderão tocar em alguns animais, tirar fotos e participar de momentos de aproximação supervisionada com mini bovinos no espaço organizado pela Prefeitura. A proposta busca proporcionar experiência recreativa e educativa para crianças e familiares que visitarem a Exponorte no encerramento do evento.
O diretor de Agricultura da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Luis Paulo Alves, explicou que a iniciativa foi planejada para fortalecer o contato das crianças com o ambiente rural e criar momentos de convivência entre as famílias. “O Domingo na Exponorte é considerado o Dia da Família e foi pensado para proporcionar às crianças um momento especial de contato com os animais. Elas vão poder montar no mini boizinho que é calminho e tirar muitas fotos de recordação. Queremos proporcionar uma experiência de proximidade com o campo e criar lembranças positivas para essas famílias”, destacou.
Luis Paulo também ressaltou que a programação seguirá organização específica para garantir segurança às crianças e bem-estar aos animais presentes na mini fazenda. “A atividade foi organizada com muita responsabilidade para garantir tranquilidade às famílias e respeito aos animais. Nós teremos acompanhamento durante toda a interação para preservar o bem-estar dos animais que estarão no espaço. A proposta é oferecer uma experiência segura, educativa e agradável para todos os visitantes”, afirmou.
O espaço da mini fazenda reuniu grande público durante os dias da Exponorte, principalmente famílias com crianças. Davi Costa, de 11 anos, é de Juara e esteve na Exponorte com a família na sexta-feira (29). “A experiência foi muito boa. Vim com a minha família aproveitar o show e gostei muito de conhecer a mini fazenda. Nós viemos de Juara só para o evento”, contou.
Kethelin Cristina, também de 11 anos e moradora de Sinop, visitou o espaço com os pais e o irmão. “O que eu mais gostei até agora foram os coelhos. Eu vi só de longe porque fiquei com medo de fazer carinho, mas achei eles muito bonitos. Vim com a minha mãe, com o meu pai e com o meu irmão e o evento está maravilhoso. Gostei muito de passear aqui com a minha família”, relatou.
A mini fazenda conta com mini-pôneis, mini-bovinos, mini-cabras, coelhos, peixes pirarucu em tanque suspenso e um espaço voltado à apicultura, com atividades que permitem ao público conhecer de perto diferentes animais e práticas ligadas ao meio rural.
Sinop
Ação em Sinop transforma memória das vítimas de feminicídio em um chamado à prevenção
A caminhada teve início no cruzamento da avenida das Sibipirunas com avenida Governador Júlio Campos, seguindo até a Praça da Bíblia, onde foi realizado um ato em homenagem às vítimas. Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e compartilhadas orientações sobre a violência contra a mulher, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a necessidade de identificar os sinais de abuso, fortalecer a rede de apoio e agir antes que a violência chegue ao extremo.
Mais do que lembrar as vidas perdidas, a mobilização buscou reforçar que por trás de cada caso de feminicídio existem histórias, famílias e filhos que convivem com as consequências de uma violência que poderia ter sido interrompida. A mensagem central foi a de que o enfrentamento não pode ocorrer somente depois de uma tragédia: precisa começar com informação, acolhimento, denúncia e compromisso coletivo.
A professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, destacou que a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar seus filhos, trabalhar e participar plenamente da comunidade.
“Todo dia é dia de chamamento. Todo dia é dia de falarmos: chega de feminicídio! […] Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, ressaltou.
Violência tem sinais que precisam ser reconhecidos
Um dos principais alertas da caminhada foi que o feminicídio, em muitos casos, é precedido por uma sequência de comportamentos violentos. Ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.
A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, explicou que reconhecer esse ciclo é fundamental para evitar que a violência evolua para consequências irreversíveis. Para ela, a participação das instituições e da população é indispensável para ampliar a conscientização e proteger vidas.
“O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, afirmou.
A magistrada também chamou a atenção para os impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem suas mães. A prevenção, nesse sentido, significa não apenas proteger a vida da mulher, mas também impedir que crianças e familiares sejam atingidos por consequências profundas e permanentes.
Rede de proteção reforça que nenhuma mulher está sozinha
A mobilização reuniu representantes de instituições que atuam no enfrentamento à violência doméstica e familiar. De acordo com Eliane dos Santos, advogada e presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas.
Durante a caminhada, a distribuição de materiais informativos buscou aproximar essas orientações da população e mostrar que existem caminhos para buscar ajuda. A rede atua desde o recebimento de denúncias até o encaminhamento das mulheres aos serviços de proteção e acompanhamento, conforme as necessidades de cada caso. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, destacou Eliane.
A informação é uma ferramenta essencial para romper o silêncio e combater a ideia de que a violência doméstica é um problema restrito à vida privada. Familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade podem contribuir ao reconhecer situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamentos e procurar os canais adequados para denunciar.
O enfrentamento à violência contra a mulher exige ações contínuas, capazes de transformar comportamentos e fortalecer uma cultura de respeito desde a infância. Na rede municipal de ensino, o trabalho de conscientização também integra as iniciativas voltadas à prevenção de diferentes formas de violência.
Télvia Marques, professora da rede municipal de ensino, explicou que a temática é trabalhada desde a educação infantil até o ensino fundamental, buscando levar a reflexão para dentro das escolas e envolver estudantes e famílias na construção de relações mais respeitosas. “A Secretaria vem trabalhando arduamente nessa campanha de feminicídio zero no nosso município. E começa lá da base, desde a creche até o ensino fundamental, aonde também está inserido no nosso currículo este trabalho sobre a violência contra a mulher, contra a criança e adolescentes”, pontuou.
A atuação integrada entre educação, assistência social, Justiça e demais instituições fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de identificação e enfrentamento da violência. Mais do que uma data de memória, o 17 de outubro representa um momento de reflexão sobre a responsabilidade de toda a sociedade na defesa da vida das mulheres.
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, reforça a importância de dar visibilidade ao tema durante todo o ano. O combate ao feminicídio exige atenção permanente, políticas públicas, informação e uma rede preparada para acolher quem precisa de ajuda. Preservar a memória das vítimas também significa trabalhar para que outras mulheres não tenham suas histórias interrompidas pela violência.
Cobertura fotográfica da ação: Campanha #TodasPorElas – Pelo fim do feminicídio | Flickr
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