Cidades
O 8 de abril: a iniciativa de D. Aquino Corrêa na criação de uma nova identidade cuiabana
Cidades
É notória a paixão de D. Francisco de Aquino Corrêa (1885-1956) por Cuiabá, sua cidade natal. Esse sentimento transparece em sua lírica, naquilo que José de Mesquita denominou de cuiabanidade. Conforme Mesquita, esse espírito apresenta-se vivo, flagrante e fremente em sua produção literária. No poema A Terra Natal, D. Aquino deixa evidente a imensa e irresistível sedução que lhe causa Cuiabá, destacando a natureza, as figuras históricas e as tradições da cidade. Essa temática reverbera em diversas outras obras de sua autoria, como A Capital, As Lavras do Sutil, Cuiabá, Cidade Verde e Laranjeira Cuiabana.
O cenário histórico deste tema insere-se na Primeira República Brasileira (1889-1930), período caracterizado pelo domínio político e econômico das oligarquias regionais. Nessa época, os denominados coronéis exerciam poder absoluto em seus estados, utilizando de suas riquezas, força paramilitar e influências para monopolizarem os postos de poder. Em Mato Grosso, os grupos políticos se constituíam e se desfaziam com frequência, mantendo uma insistente desordem pública.
Em resposta a esse desacerto na política mato-grossense, o Presidente da República, Venceslau Brás, nomeou Camilo Soares de Moura como interventor no estado, no mês de janeiro de 1917. Conforme observa o historiador Rubens de Mendonça, muito embora a administração de Moura não tenha sido memorável, ele logrou êxito em sua missão diplomática, que era de selar um acordo entre os grupos dominantes, indicando um nome apartidário para a presidência do Estado de Mato Grosso. Assim, o Partido Republicano Conservador e o Partido Republicano Mato-Grossense consentiram com a candidatura do bispo D. Aquino Corrêa, que vitorioso, assumiu o cargo em 22 de fevereiro de 1918, concluindo o seu mandato em 1922.
Registramos no início do artigo o forte apreço de D. Aquino por Cuiabá. Por coincidência, seria durante a sua gestão à frente do governo estadual, que a cidade passaria pelo seu bicentenário de fundação (1719-1919). Sendo assim, ele se dispôs a realizar uma grandiosa e inesquecível passagem histórica para a capital. Esse seu propósito – com o apoio e entusiasmo de diversas outras personalidades locais – aparece inicialmente na Mensagem à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na abertura da 11ª Legislatura, em 13 de maio de 1918. Na Mensagem, o presidente lembra a expedição do bandeirante Paschoal Moreira Cabral e da fundação do arraial da Forquilha, o qual teria sido fundado, ao que consta, a 8 de abril de 1719. D. Aquino apela à contribuição de todos, afirmando que a ocorrência bicentenária da fundação do Estado, relembrando o berço da nossa vida política, virá dizer-nos, mais uma vez, que somos um povo só, nascido e medrado ao sorriso dos mesmos céus e das mesmas terras, uma só família, cuja felicidade reside essencialmente na comunhão dos ideais, na concordia dos sentimentos e na solidariedade do trabalho de todos os seus membros. O presidente enfatiza que havia criado uma comissão organizadora que iria – com o irrestrito apoio do governo – estabelecer melhoramentos para Cuiabá em virtude dos seus 200 anos de fundação.
Não encontramos em nossa pesquisa em periódicos anteriores a 1918 – disponíveis no site da Biblioteca Nacional – qualquer registro do dia 8 de abril como aniversário de Cuiabá. A única alusão encontrada a respeito dessa data está na edição do jornal O Debate, de 8 de abril de 1914. Trata-se tão somente da transcrição do termo de certidão que foi redigido no Arrayal de Cuyaba e assinado por Pascoal Moreira Cabral e seus companheiros de comitiva. Nesse documento, que viria a se tornar a Ata de Fundação de Cuiabá, os bandeirantes comunicam às autoridades reais que o capitão Antônio Antunes Maciel ficaria encarregado de transmitir a informação sobre o achado aurífero encontrado às margens do rio Coxipó-Mirim, levando amostras do precioso metal.
O 8 de abril ganharia destaque e relevância com a promulgação da Lei Estadual nº 790, em 12 de agosto de 1918. O dispositivo elegia o 8 de abril como feriado estadual em virtude da data oficial de fundação de Mato Grosso, e ainda, autorizava o Executivo a despender recursos financeiros para a realização da comemoração do bicentenário no ano seguinte. É válido ressaltar que na redação não se fala em dois séculos de fundação de Cuiabá, mas sim, de Mato Grosso, criando a inevitável e objetiva vinculação da história do Estado à fundação da sua capital.
O ano de 1919 deveria ser notável paraa história da capital mato-grossense. Em História Geral de Mato Grosso, Lenine Campos Póvoas traz algumas das ações comemorativas iniciadas a partir de 8 de abril. Sob o aspecto modernizador, resolvemos destacar a inauguração da iluminação elétrica no dia 15 de agosto – que substituiu a iluminação a gás. D. Aquino rememora a ocasião, afirmando que a inauguração foi acompanhada de intensa alegria popular, representando um dos mais belos e proveitosos feitos do programa comemorativo. Já sob o aspecto político e simbólico, destacamos a criação (1º de janeiro) e a instalação (8 de abril) do Instituto Histórico de Mato Grosso (IHMT), instituição que irá – como veremos – reinventar a história regional. A solenidade de instalação do Instituto Histórico – inserido o vocábuloGeográfico ao seu nome em 1974 – ocorreu na noite do dia 8 de abril, no salão nobre do Palácio da Instrução, sendo considerado o mais prestigiado e requintado evento do dia. Os mais concorridos e populares foram as apresentações artísticas e a missa na Catedral – por determinação do arcebispo, todos que assistissem aquele culto religioso receberiam a graça de cem dias de indulgências.
Para entender a finalidade do IHMT, é oportuno traçar um paralelo com o seu congênere nacional – o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). De acordo com José Carlos do Reis, o IHGB foi criado em 1838, por patrocínio do Imperador D. Pedro II. Reis afirma que o propósito do monarca era se legitimar no poder, e entendia, que a nação recém-independente precisava de um passado que pudesse se orgulhar e avançar para o futuro. Tratava-se de um projeto modernizador, de transformar o Brasil em um Estado-Nação, criando uma identidade própria, diferente do roteiro histórico do colonizador português, que relegava o protagonismo brasileiro.
Considerando as diferenças de tempo e lugar, o intuito dos fundadores do Instituto Histórico de Mato Grosso era o de inserir o Estado em um projeto modernizador, que naquele novo momento era o da República. Desejava-se colocar Mato Grosso como parte da história nacional, apresentando a sua importância na formação da nação brasileira. Caberia aos historiadores mato-grossenses escrevem a história regional, elegendo heróis e os acontecimentos julgados relevantes, inserindo Mato Grosso como um dos protagonistas do enredo nacional. Caberia ainda, reafirmou D. Aquino no discurso de instalação do Instituto Histórico na noite de 8 de abril de 1919, de criar um só povo mato-grossense e superar os conflitos políticos recentes. Os 200 anos de colonização do Estado e de fundação de Cuiabá acabou por se tornar o momento ideal para o início de construção identitária mato-grossense. Devemos acrescentar a esse contexto a contestação do protagonismo político de Cuiabá. A cidade era a sede do governo em um estado onde a região sul evoluía economicamente, em detrimento da estagnação doNorte, acendendo os discursos de transferência da capital ou até de divisão territorial.
D. Aquino Corrêa, como um apaixonado pela sua cidade natal, sabia que era urgente a constituição de uma identidade própria para Mato Grosso. Sendo assim, soube fazer uso do 8 de abril como marco de modernização e empoderamento político da capital e do Estado. Em uma crônica publicada na revista feminina A Violeta,de 31 de agosto de 1939, Maria Dimpina reconhece a dedicação de D. Aquino para o progresso de Cuiabá, ao recordar dos projetos do bicentenário. Na mesma redação, Dimpina enaltece a contribuição dos membros do Instituto Histórico de Mato Grosso no fortalecimento da imagem de Cuiabá – tarefa que continua sendo desenvolvida por eles.
Ao final, conseguimos explicar a origem do 8 de abril como o aniversário de fundação da capital e voltar a enaltecer D. Aquino Corrêa em sua trajetória de dedicação à sua cidade natal. Aproveitando a oportunidade, parabenizamos Cuiabá pelos seus 307 anos de fundação, e desejamos que a população se interesse mais e mais pela sua história, a fim de entender a identidade da nossa cidade. Por parte desta coluna, fica o compromisso de continuar produzindo conteúdos sobre a história do parlamento municipal, e consequentemente, de Cuiabá.
Danilo Monlevade
Secretaria de Apoio à Cultura
Fontes de pesquisa:
Jornais: O Debate (08/04/1914, ed. 744); A Cruz (08/08/1919, ed. 423 e 20/04/1919, ed. 424); A Violeta (31/08/1939, ed. 255).
LEOTTI, Odemar. Bicentenário de Cuiabá: rememoração e invenção do passado. UNESP, 2011.
MARIN, Jérri Roberto. D. Francisco de Aquino Corrêa e a construção da identidade mato-grossense. Belo Horizonte: PUC Minas, 2018.
MEDONÇA, Estêvão de. Datas Matogrossenses. Vol. I. Cuiabá: SEC-MT, 2012.
MENDONÇA, Rubens de. História de Mato Grosso. 4ª ed. Cuiabá: Fundação Cultural de Mato Grosso, 1982.
MESQUITA. José Barnabé de. A Poesia de D. Aquino. Cuiabá: Revista da Academia Mato-Grossense de Letras, 1956.
PÓVOAS, Lenine Campos. História Geral de Mato Grosso: da proclamação da República aos dias atuais. Vol. II. Cuiabá: Entrelinhas Editora, 2022.
REIS, José Carlos. As identidades do Brasil: de Varnhagem a FHC. 5ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2002.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Primavera do Leste
Gestão Sérgio Machnic avança em projetos de drenagem e busca soluções para alagamentos históricos em Primavera do Leste
Os problemas de drenagem urbana e os alagamentos em Primavera do Leste são desafios antigos, com registros de reclamações que remontam a 2016. Diante desse cenário, a gestão do prefeito Sérgio Machnic trabalha em diferentes frentes, que incluem obras já executadas, medidas emergenciais, elaboração de projetos e articulação para obter recursos destinados a intervenções de maior porte.
O assunto foi debatido na terceira sessão extraordinária da Câmara Municipal de 2026, realizada na terça-feira (13), quando os secretários municipais de Governo, Daniel Russo, e de Infraestrutura, Valfredo Rodrigues, prestaram esclarecimentos aos vereadores sobre os pontos críticos e as providências adotadas pela Prefeitura.
Problemas históricos exigem planejamento
Durante a apresentação, Daniel Russo ressaltou que as dificuldades de drenagem não começaram na atual administração. Como exemplo, lembrou que, em outubro de 2018, o município já enfrentava uma situação de alagamentos que exigia medidas emergenciais período no qual já deveria ter sido decretada situação de emergência.
O secretário defendeu a elaboração de projetos capazes de acompanhar o crescimento urbano e destacou que a solução depende de planejamento, continuidade administrativa e articulação para captar recursos estaduais e federais. “Não podemos mudar o que deixou de ser feito no passado, mas temos a obrigação de mudar aquilo que será entregue no futuro”, afirmou.
Obras executadas e intervenções emergenciais
Daniel apresentou uma relação de serviços realizados em diferentes regiões, incluindo recuperação de estruturas de drenagem, instalação de tubulações, construção de dissipadores e adequações para melhorar o escoamento da água da chuva.
Entre as intervenções estão a construção de poços de visita e a recuperação de bocas de lobo, além de um dissipador, com investimento estimado em R$ 144 mil. No Distrito Industrial, os serviços de drenagem e recuperação do asfalto custaram aproximadamente R$ 1 milhão.
No Jardim dos Ipês, nas proximidades do cemitério municipal, foram instalados tubos, dissipador, poços de visita e bocas de lobo. No bairro Guterrez, a recuperação de um dissipador foi realizada em parceria com a incorporadora Riva, com custo informado de R$ 47 mil.
Já na Avenida Ângelo Ravanello, a construção de uma escada hidráulica, a escavação de uma bacia de contenção e a implantação de dissipador representaram investimento aproximado de R$ 873 mil.
Também foram realizadas intervenções de drenagem superficial nas avenidas dos Trabalhadores e da Mata Fria. Na Rua Rio de Janeiro, na região do Posto 2000, em direção à travessia da MT-130, os trabalhos com tubulações e poços de inspeção estão em andamento, com custo estimado em R$ 101 mil.
Projetos de grande porte somam dezenas de milhões
Além dos serviços já executados, a Prefeitura acompanha projetos que estão em análise técnica e administrativa. Para as avenidas Duvílio Ometto e Florianópolis, a proposta prevê aproximadamente 2.318 metros de rede de drenagem, com tubulações de 600 a 1.200 milímetros. O prazo estimado é de 12 meses, e o custo, de R$ 6 milhões. O projeto está em análise na Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).
Outra proposta contempla as avenidas São Paulo e Santo Antônio e parte da Rua Olivério Porta. São cerca de 4.812 metros de rede, com tubulações de 1.200 a 2.000 milímetros, prazo estimado de 26 meses e investimento de aproximadamente R$ 16 milhões. O projeto passa por avaliação de conformidade com as exigências técnicas e legais.
A Rua do Comércio também está incluída em um projeto dividido em dois trechos, de aproximadamente 1,34 quilômetro e 3,4 quilômetros. Com investimento estimado em R$ 43 milhões, a proposta estava em análise na Secretaria Municipal de Infraestrutura.
A Prefeitura acompanha ainda o projeto de drenagem da Avenida Niterói e da MT-130, submetido à análise da concessionária Rota dos Grãos.
Travessias na BR-070 dependem do DNIT
Um dos desafios envolve a passagem das estruturas de drenagem pela BR-070. Por se tratar de uma rodovia federal, as intervenções dependem de análise e autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Daniel Russo informou que a Prefeitura encaminhou ao órgão um projeto para duas travessias em pontos de talvegue, locais onde a água naturalmente se concentra. A proposta prevê três aduelas em cada travessia, mas o custo ainda não foi definido.
O secretário Valfredo Rodrigues também detalhou um projeto dividido em quatro fases, que prevê a retirada da tubulação existente na Rua São Paulo, responsável por conduzir a água através da BR-070 até a cabeceira do Rio Coité.
A intervenção envolve obrigações ambientais e judiciais, incluindo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) perante o Ministério Público e uma ação movida pela Procuradoria de Poxoréu contra Primavera do Leste.
Para a construção de uma nova galeria, a Prefeitura protocolou na Sinfra-MT um pedido de recursos de aproximadamente R$ 8,6 milhões para aquisição de aduelas. A estrutura deverá atravessar a faixa de domínio da BR-070, com início na Rua São Paulo e direcionamento até a região do córrego Velha Joana.
Viadutos também integram o planejamento
Durante a sessão, Daniel apresentou informações sobre dois projetos de infraestrutura rodoviária: na BR-070, está previsto um viaduto de aproximadamente 103 metros, com custo estimado em R$ 46 milhões. A obra é de responsabilidade do Governo do Estado, sem previsão de contrapartida financeira municipal, e o projeto ainda passa por ajustes antes da licitação.
Para a MT-130, o viaduto projetado tem cerca de 180 metros e investimento estimado em R$ 38 milhões. Segundo o secretário, a proposta foi protocolada na Sinfra-MT, com expectativa de licitação até o final de 2026 e emissão da ordem de serviço em 2027.
Bacias de contenção e reparos na Rua do Comércio
Na região da Rua do Comércio, uma das mais afetadas pelos alagamentos, a Secretaria de Infraestrutura adotou medidas emergenciais. Segundo Valfredo, a Prefeitura rebaixou o vertedouro da primeira bacia de contenção, próxima à Carvalima, mas houve entrada de água pela parte inferior da estrutura, o que causou um recente alagamento.
Como medida adicional, foram construídas outras três bacias de contenção para ampliar a capacidade de retenção e direcionamento da água, buscando reduzir os impactos sobre imóveis e empresas.
O secretário explicou que, em chuvas superiores a 100 milímetros, a água deverá seguir o curso previsto pelo sistema, passando pela região identificada da ZATI e se concentrando no ponto mais baixo, onde está prevista uma travessia sob a BR-070.
Valfredo também informou que os orçamentos para reparação de muros danificados foram encaminhados à secretaria. A aquisição dos materiais para reconstruir o primeiro muro, atingido no alagamento mais recente, já foi autorizada.
Famílias da “Sapolândia” deverão receber assistência
Outro ponto abordado foi a situação das famílias que vivem na área conhecida como Sapolândia, nas proximidades da Cohabinha, onde há problemas de drenagem e vulnerabilidade dos moradores.
Valfredo afirmou que a Prefeitura está providenciando a retirada das famílias e que haverá assistência durante o processo de realocação. Caso seja necessária uma remoção emergencial, os moradores poderão receber auxílio-aluguel social para garantir moradia temporária.
Prefeitura busca mais recursos para obras
No balanço das articulações da gestão, Daniel Russo informou que, em um ano e dez meses de administração, foram conquistados ou viabilizados aproximadamente R$ 106 milhões em investimentos, em parceria com o Governo do Estado.
O secretário acrescentou que a Prefeitura busca captar outros R$ 57 milhões para novas intervenções. Os valores foram apresentados como parte dos esforços para viabilizar obras e projetos, não significando que todos os recursos já tenham sido pagos ou que todas as intervenções estejam concluídas.
Daniel destacou a importância do apoio dos vereadores na articulação com deputados estaduais e federais e representantes do Governo de Mato Grosso. Valfredo, por sua vez, ressaltou a necessidade de manter os projetos acompanhados de planilhas de custos para permitir sua inclusão na Lei Orçamentária Anual (LOA).
Vereadores cobram soluções e relatam avanços
Durante a sessão, os parlamentares questionaram os secretários sobre medidas de curto, médio e longo prazos e relataram problemas acompanhados ao longo dos anos.
Eraldo Fortes, um dos autores do requerimento que motivou a convocação, afirmou que o objetivo não era procurar culpados, mas esclarecer as providências previstas (ele próprio já fez parte de gestões passadas e sabe dos antigos problemas). Daniel respondeu que a Secretaria de Governo atua no planejamento e na organização das demandas, enquanto a execução das intervenções cabe à pasta de Infraestrutura.
O vereador Irmão Rogério apresentou um vídeo sobre a solução de um problema de erosão nas proximidades dos bairros Santa Clara e São José. Segundo ele, a situação se arrastava desde a gestão anterior e foi resolvida neste ano na gestão Sérgio Machnic.
Marcondes Martignago destacou que acompanha há anos os problemas de drenagem, citando os impactos sobre moradores e empresários, especialmente na região da empresa Motta e na Rua do Comércio. Ele afirmou que continuará articulando, junto aos demais vereadores, a busca por recursos estaduais e federais.
Desafio é transformar projetos em obras
As apresentações demonstraram que o enfrentamento dos alagamentos em Primavera do Leste envolve desde reparos localizados e medidas emergenciais até projetos de grande porte, que dependem de análises técnicas, autorizações, recursos e procedimentos de contratação.
A gestão do prefeito Sérgio Machnic afirma trabalhar na organização das demandas, na ampliação da capacidade de drenagem e na captação de investimentos para reduzir os impactos das chuvas sobre a população e a atividade econômica.
A efetividade das medidas dependerá do avanço dos projetos, da disponibilidade orçamentária e da execução das obras necessárias para enfrentar problemas que se acumulam há anos no município.
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