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Exposição “Cuiabá em Cores” encanta visitantes e convida público a redescobrir a cidade

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As primeiras impressões de quem passou pela abertura da exposição “Cuiabá em Cores – Onde o Calor Vira Arte”, na tarde desta quinta-feira (2), no Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, revelam o impacto imediato da mostra no público. Cores vibrantes, memórias afetivas e um forte sentimento de pertencimento marcaram a experiência dos visitantes, que destacaram a capacidade das obras de traduzir a essência da capital justamente no momento em que Cuiabá celebra seus 307 anos.

A agente de conservação Joanilse Francisco de Carvalho resume a sensação ao afirmar que as cores “transmitem vida”, refletindo tanto a Cuiabá de antigamente quanto a cidade atual. A filha, Jamile, também se encantou com a intensidade visual das obras e reforçou a percepção da capital como um lugar naturalmente colorido, influenciado pelo seu calor característico.

Para a empresária Tainá Letícia Pereira Tognoli, o que mais chamou a atenção foi a sensibilidade dos artistas em retratar a Cuiabá antiga. Segundo ela, a exposição desperta lembranças e reforça a importância de valorizar a história e os símbolos locais. Já a advogada Stephanie Haschig Gaioso Rocha Ribeiro, visitante de fora do estado, destacou a riqueza cultural apresentada nas telas, com forte presença da natureza e das tradições, embora tenha apontado a necessidade de mais informações explicativas para facilitar a compreensão de quem não conhece profundamente a história da cidade.

A mostra também tem despertado o interesse do público mais jovem. O estudante Everton Pereira Tognoli, de 8 anos, visitou o espaço em busca de inspiração para um trabalho escolar e saiu motivado a reproduzir o museu em uma maquete. Segundo ele, as obras são “muito bonitas” e a experiência foi suficiente para garantir novas visitas.

A proposta da exposição, segundo a curadora Ellém Pellicciari, é justamente provocar essa conexão. Ela define a mostra como uma “leitura poética” de Cuiabá, pensada para “despertar reflexões e resgatar a memória” da cidade, permitindo que cada visitante construa sua própria interpretação sobre esse território marcado pelo calor — climático e humano.

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Entre os artistas, a diversidade de olhares aparece como um dos pontos fortes da exposição. A artista Stephanie Reiter destaca que buscou representar “os animais e pontos turísticos” com uma pintura mais livre, valorizando cores intensas e uma estética que foge do realismo tradicional. Para ela, o público encontrará “uma união de talentos que mostram Cuiabá de forma vibrante”.

Já Rita Ximenes ressalta o caráter simbólico de sua obra, inspirada nos rios e peixes da região, lembrando que “o Pantanal começa dentro da nossa casa” e reforçando a importância do respeito ambiental. Ela avalia que a mostra é um espaço de encontro entre artistas e público, onde se constrói um verdadeiro “patrimônio de códigos e simbologias” sobre a cidade.

O artista Dilson de Oliveira define seu trabalho como um retrato da identidade cuiabana, reunindo elementos como religiosidade, cultura e tradições. Ao falar sobre a exposição, ele reforça o convite: trata-se de “uma oportunidade para conhecer mais sobre a cidade, seus casarões, becos e manifestações culturais”, especialmente para as novas gerações.

Na mesma linha, Antônio Vieira destaca que suas obras buscam representar “o que a população vivencia no dia a dia”, com foco nas cores e no calor do entardecer cuiabano. Para ele, a exposição é uma chance de dar visibilidade aos artistas locais e também um convite direto ao público para conhecer e valorizar a própria cultura.

O artista João Karamuri, que vive na capital há mais de duas décadas, também reforça esse chamado. Ele vê na mostra uma forma de retribuir o acolhimento recebido pela cidade e convida os visitantes a conhecerem trabalhos que retratam “a arquitetura, a fauna, a flora e os elementos culturais” de Cuiabá, destacando que o verdadeiro calor da região está no acolhimento do seu povo.

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Além do impacto junto ao público, o espaço que abriga a exposição também ganha destaque. De acordo com a coordenação, o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha se consolida como um importante ponto de cultura e turismo em Cuiabá, funcionando como um “museu vivo”, que vai além do acervo permanente ao receber exposições temporárias e ampliar o acesso da população à arte. A proposta é justamente aproximar visitantes e artistas, democratizando o acesso à produção cultural, especialmente em momentos simbólicos como o aniversário da cidade.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fernando Medeiros, iniciativas como essa reforçam o papel da cultura no desenvolvimento da cidade. “A exposição valoriza nossos artistas, fortalece o turismo cultural e mostra que Cuiabá tem uma identidade rica que merece ser vivenciada e divulgada, especialmente neste momento em que celebramos os 307 anos da capital”, destacou.

Nesse contexto, “Cuiabá em Cores” reforça seu papel não apenas como atração cultural, mas como experiência sensorial e afetiva. Ao reunir diferentes olhares sobre a cidade, a exposição convida o público a revisitar suas próprias referências e a reconhecer, nas telas, fragmentos da história, da cultura e da identidade cuiabana.

Aberta ao público até o dia 25 de maio, a mostra se firma como um dos destaques das comemorações dos 307 anos de Cuiabá — e, como reforçam artistas e visitantes, um convite aberto para que a população enxergue a cidade com novos olhos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Rondonópolis

Peças teatrais e musicais marcam encerramento de projeto de leitura na EMEF Alfredo de Castro

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A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Alfredo de Castro Araújo, no Jardim Maria Tereza, em Rondonópolis, realizou na noite do último dia 30 de setembro, com a presença maciça da comunidade escolar, o encerramento do Projeto de leitura “Prazer de Ler”. Em 11 anos de funcionamento da unidade, é a 10ª vez que o projeto é desenvolvido.

O Projeto de Leitura “Prazer de Ler” tem como  público-alvo todos os estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, envolvendo professores, equipe pedagógica e famílias. Desenvolvido ao longo do ano, a culminância envolveu a apresentação pelos alunos de peças teatrais e musicais sobre as leituras de obras de diversos autores, como Manoel de Barros, Maurício de Sousa, Cecília Meireles, Vinícius de Morais, entre outros.

Conforme a direção, o projeto busca aproximar os estudantes dos livros de maneira prazerosa e significativa, respeitando as diferentes fases de aprendizagem. O objetivo principal é incentivar o hábito e o prazer pela leitura, desenvolvendo a compreensão leitora, a oralidade, a escrita e a imaginação dos alunos. Além disso, a leitura contribui para o desenvolvimento da linguagem, da criatividade, da interpretação, da autonomia e do pensamento crítico.

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A diretora da EMEF Alfredo de Castro, Luziangela Pereira de Souza, avalia que os resultados do projeto têm sido muito positivos, com o aumento significativo do índice de leitura entre os alunos, fazendo com que a maioria deles seja leitores, e com grande envolvimento e participação dos pais. No geral, destaca que todos os índices da unidade melhoraram, principalmente o IDEB (que passou de 5,6 em 2023 para 6,4 em 2025).

Confira abaixo algumas das apresentações do encerramento do projeto.

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