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Gloria Pires fala sobre cenas de intimidade e estreia como diretora no filme Sexa

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A atriz Gloria Pires, de 62 anos, que soma 55 anos de carreira na televisão e no cinema, tem se dedicado também à direção. Nesta quarta-feira (1), ela respondeu a perguntas de seguidores no Instagram e comentou sobre o filme Sexa, seu primeiro longa-metragem como diretora, lançado nos cinemas no ano passado e com previsão de chegar em breve ao streaming.

Durante a interação, Gloria destacou que, apesar da longa experiência profissional, o processo de gravação ainda exige cuidado, especialmente em cenas de intimidade. Segundo ela, esse tipo de sequência sempre foi uma questão delicada ao longo da carreira, exigindo atenção e um ambiente seguro no set.

A atriz ressaltou que, em Sexa, encontrou um clima acolhedor e contou com a parceria do ator Thiago Martins, com quem já havia trabalhado anteriormente. Gloria elogiou o colega e afirmou que a confiança e o respeito entre a equipe tornaram o trabalho mais tranquilo durante as gravações.

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Com mapas e memórias, Corina Ishikura revela outras cidades

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Uma praça pode desaparecer da paisagem antes que alguém perceba sua falta. Um parque, visto de cima, pode se resumir a uma pequena mancha entre avenidas e construções. No trabalho de Corina Ishikura, esses espaços ganham outra dimensão: tornam-se pinturas, perfurações no papel e estruturas de madeira.

É desse encontro entre a cidade que se mede e a cidade que se vive que nasce “Cidades Invisíveis”, exposição individual que será apresentada de 7 de novembro de 2026 a 9 de janeiro de 2027, na Casa do Olhar Luiz Sacilotto (Rua Campos Sales, 414, Centro), em Santo André (SP).

Com curadoria de Érica Burini, a mostra reúne 38 obras organizadas em oito séries. O conjunto parte de mapas e levantamentos sobre população e vegetação para investigar a ocupação dos espaços e a relação de seus habitantes com a natureza.

Apresentada no Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) em 2025, a exposição ganha uma configuração própria em Santo André, com novas pinturas e instalações concebidas em diálogo com o imóvel tombado que abriga a Casa do Olhar Luiz Sacilotto.

Corina transforma dados em experiências visuais e espaciais. Nas obras, a concentração de habitantes e os contrastes entre os territórios ganham dimensões que o visitante pode perceber com o próprio corpo. “O meu trabalho fala muito dessa desigualdade — dessa distribuição desigual de população, uma concentração, por exemplo, na cidade de São Paulo que é muito grande — de concreto, de pessoas”, propõe a artista.

Essa reflexão aparece em “Pilares desmedidos”, instalação em madeira que estabelece uma relação entre a altura dos elementos e a população de cidades paulistas. O contraste entre o pilar mais alto e os volumes menores torna perceptível a concentração urbana.

Em “Há algo sólido no brilho do céu”, o território aparece em uma série de 27 trabalhos sobre papel, correspondentes às unidades da Federação. O processo de perfuração e pintura transforma informações cartográficas em imagens. “Cada pequena perfuração no papel representa uma cidade. Incorporo as cinzas desse processo à aquarela, com a qual pinto os círculos que traduzem a cobertura vegetal de cada estado”, revela Corina.

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A instalação “Foi casa” é composta por 28 peças de madeira, relacionadas a dados sobre a perda de cobertura vegetal nas unidades da Federação e no Brasil, de fontes como MapBiomas e o Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF).

As duas pinturas da série “Para passear”, realizadas sobre madeira, partem da observação das áreas verdes nos espaços urbanos. A investigação se desdobra em três novas telas de “A poética do espaço”, produzidas em 2026.

Nesses trabalhos, a artista amplia a paleta. “Essas cores, de uma certa forma, falam dos elementos que compõem a natureza: a água, a cor da terra, a cor da própria cidade”, diz Corina. “É um desdobramento da mesma série, olhando ainda para esses mesmos espaços de áreas verdes dentro de áreas urbanas.”

O título da exposição aproxima a pesquisa de Corina do livro “As cidades invisíveis”, de Italo Calvino. A interlocução literária também passa pelos haicais de Alice Ruiz. “O trabalho da Corina também traz uma mistura entre o uso de uma linguagem ocidental da arte contemporânea com uma ética oriental a respeito da relação com a natureza, do silêncio, do vazio, de uma economia também dos elementos, das cores”, afirma a curadora.

Formada em Letras pela Universidade Mackenzie, Corina nasceu, vive e trabalha em São Paulo. Realizou estudos em instituições como MAM-SP, Pinacoteca e FAAP e participou de residências artísticas no Japão e em São Sebastião.

“Quando a gente vai fazer um trabalho, não pensa: ‘Vou fazer isso por conta disso’. As coisas acontecem, e essas influências vêm de forma orgânica. Elas se manifestam”, observa Corina.

“A Corina também está falando de acionar a memória individual de cada um e refletir sobre como as cidades eram antes, quando havia mais áreas verdes, e pensar nessas reivindicações”, destaca a curadora.

Para a artista, a experiência da exposição permanece aberta às respostas do público. “É uma provocação sobre como estamos nos relacionando com o espaço e sobre aquilo que escapa ao nosso controle.” A intenção, evidencia, é trazer por meio do trabalho “um olhar diferente para a natureza, para as cidades, para a forma como a gente pode habitar esse lugar”.

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Atividades da exposição

Em Santo André, a conversa pública com a artista e a curadora será na abertura, em 7 de novembro, às 14h30. Ambas conduzem a visita guiada em 9 de janeiro, às 11h.

A oficina voltada ao público feminino será ministrada pela artista Bruna Marassato em 28 de novembro, às 10h, com duração de três horas, com inscrição prévia de até 20 participantes. Os haicais do livro “Jardim de Haijin”, de Alice Ruiz, serão o ponto de partida. Ao final da circulação, o projeto prevê a distribuição gratuita de um catálogo. Uma obra será doada a cada instituição cultural participante.

Após Santo André, “Cidades Invisíveis” seguirá para Sorocaba, de 16 de janeiro a 4 de abril de 2027, e Praia Grande, de 8 de abril a 28 de maio de 2027.

O projeto conta com fomento do Programa de Ação Cultural – ProAC Editais, produção da Indri Produções LTDA e apoio da Casa do Olhar Luiz Sacilotto. A realização é do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do Sistema Nacional de Cultura (SNC), da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Serviço

Exposição: “Cidades Invisíveis” — Corina Ishikura
Curadoria: Érica Burini
Local: Casa do Olhar Luiz Sacilotto — Rua Campos Sales, 414, Centro, Santo André (SP)
Abertura: 7 de novembro de 2026, das 14h às 18h
Período: de 7 de novembro de 2026 a 9 de janeiro de 2027
Visitação: terça a sexta, das 10h às 12h e das 13h às 16h30; sábados, das 10h às 15h | Fechada nos feriados e de 19 de dezembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027
Entrada gratuita. Classificação livre
Acessibilidade: rampa de acesso, audiodescrição das obras e obra tátil



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