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Sustenta Carnaval transforma fantasias da Sapucaí em novas chances 

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Todo Carnaval tem seu fim, mas o impacto do lixo, infelizmente, permanece. Para mudar essa história, um projeto transforma fantasias em novas chances para outros foliões. A ideia é diminuir o desperdício ao reutilizar parte da quantidade de resíduos gerados pelas escolas de samba nos desfiles no Sambódromo. A fundadora do projeto Sustenta Carnaval, Mariana Pinho, avalia que, além da sustentabilidade, esse projeto também visa a promoção de mais equidade social.

“O Sustenta, ele vem para continuar o enredo das escolas, que falam de preconceito de cor, de raça, de gênero; e o ambiental ele é como se fosse o fechamento do ciclo desse enredo. Reutilizando essas fantasias, fazendo com que a receita gere emprego para as pessoas do território que fazem parte desse movimento samba.”

Mariana fala do perfil do público que frequenta o espaço.

“Em um extremo a gente tem pessoas que são da arte, que são principalmente do mundo do Carnaval, que chegam ali e começam a chorar — que aquilo tudo ia estar no lixo. Amantes de moda, de figurino, de cenário, eles têm uma experiência quase fora do corpo. Vão lá e ficam o dia inteiro.”

O trabalho de reciclagem para diminuir o impacto dos produtos têxteis no meio ambiente recolheu três toneladas de resíduos de fantasias dos desfiles já em seu primeiro ano, em 2022. No ano seguinte, o projeto se tornou parceiro da Rio Carnaval e da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) na gestão de resíduos têxteis da Sapucaí. Desde então, mais de 23 toneladas têm sido recolhidas todos os anos.

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O Sustenta Carnaval encaminha o material para um galpão no território da Pequena África, área da zona portuária do Rio de Janeiro, conhecida pela história e preservação da memória negra. O espaço abre de quarta a sexta, e aos sábados, na rua Pedro Ernesto, na Gamboa.

*Com informações da Agência Brasil 
 


Fonte: EBC Cultura

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Coletivo Liga do Dendê lança livro ‘Contos para Ibejada’ em Salvador

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25 de Maio é celebrado o Dia da África. A data representa a libertação das nações africanas frente à colonização, assim como a união entre os diferentes povos africanos. A data se dá porque em 1963, 32 nações africanas se reuniram na Etiópia e criaram a OUA, Organização da Unidade Africana, que passou a se chamar União Africana em 2002.

Para marcar as celebrações do Dia da África no Brasil – país que mais recebeu pessoas escravizadas da diáspora africana no mundo -, o Coletivo Liga do Dendê lança, nesta segunda-feira (25), em Salvador, o livro “Contos para Ibejada”.  A coletânea reúne 26 autores negros baianos, entre eles crianças e adolescentes. O lançamento do livro infantojuvenil faz parte da programação artística e cultural, que acontece até as 20h na Biblioteca Central do Estado, no bairro dos Barris, área central da capital baiana.

Os 26 contos ilustrados percorrem referências culturais africanas e também a diáspora dos sequestrados do continente em histórias que convidam crianças e jovens a um mergulho afetivo em valores ancestrais. São narrativas que resgatam conhecimentos, celebram heranças e fortalecem o orgulho identitário.

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O projeto também evidencia o protagonismo infantojuvenil com o lançamento da Liguinha do Dendê, braço do coletivo voltado a crianças e jovens escritores negros. A iniciativa nasce de um desejo antigo do coletivo e reúne autores mirins e suas famílias em um espaço de acolhimento, incentivo e circulação literária.

No Instagram @ligadodende é possível conhecer o perfil de todos os participantes da coletânea “Contos para Ibejada”


Fonte: EBC Cultura

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