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Polícia Militar registra aumento de 19% em número de apreensões de drogas em janeiro deste ano

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A Polícia Militar de Mato Grosso registrou aumento de 19.1% no número de apreensões de drogas em janeiro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em 2026, os militares retiraram de circulação mais de 5 mil quilos de entorpecentes, enquanto pouco mais de 4 mil quilos foram recolhidos em janeiro de 2025. As ações ocorreram durante policiamento tático e ostensivo, no âmbito da Operação Tolerância Zero, criada pelo Governo do Estado.

O balanço foi divulgado pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da Polícia Militar (Spoe-PMMT). Conforme o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, as operações realizadas pelas unidades operacionais da Polícia Militar resultaram na retirada de uma quantidade significativa de entorpecentes somente no mês de janeiro, reforçando o combate ao tráfico de drogas e à criminalidade, nos 142 municípios.

De acordo com o coronel Fernando, as ações ocorreram tanto em áreas urbanas quanto rurais, com abordagens, bloqueios policiais, barreiras e demais ações do policiamento tático e ostensivo, com apoio de demais Forças de Segurança. “Esse resultado reflete o planejamento estratégico da instituição alinhado aos diversos investimentos realizados pelo Governo do Estado na área da segurança pública, que possibilita maior número de operações e ações simultaneamente em todo o Estado”, afirmou coronel Fernando.

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No último dia 16 de janeiro, policiais militares do 15º Comando Regional apreenderam 398 tabletes de entorpecentes escondidos em uma carreta que transitava pela BR-163, no município de Itaúba. Um homem foi preso em flagrante.

Já no município de General Carneiro, militares da Força Tática do 5º Comando Regional, localizaram oito quilos de entorpecentes escondidos em um ônibus interestadual, no dia 15. Nesta ação, as equipes também abordaram e conduziram um suspeito.

Em 27 de janeiro, em Várzea Grande, militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) com apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), apreendem 117 quilos de entorpecentes. Durante abordagem, um casal foi preso em flagrante e um veículo foi recuperado.

O subchefe do Estado Maior, coronel Anderson Luiz do Prado ressaltou que o aumento nas apreensões de drogas demonstra a eficiência do trabalho operacional da Polícia Militar no enfrentamento direto ao crime. “O programa Tolerância Zero fortalece nossas ações e garante mais segurança à população mato-grossense. O trabalho contínuo das equipes de policiamento tático e ostensivo tem sido fundamental para desarticular organizações criminosas e reduzir a circulação de entorpecentes”, enfatizou o coronel.

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Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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Polícia Civil mira influenciadora digital de Várzea Grande envolvida em jogos ilegais e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14.10), a Operação Aposta Final para cumprir 19 ordens judiciais no âmbito de uma investigação sobre exploração e divulgação de jogos de azar e lavagem de dinheiro, envolvendo uma influenciadora digital de Várzea Grande e o seu marido.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), da Polícia Civil.

Entre as medidas autorizadas estão três mandados de busca e apreensão domiciliar em endereços vinculados ao casal, quatro buscas e apreensões de veículos e o bloqueio de ativos financeiros até o limite global de R$ 102,4 milhões, em contas dos investigados.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
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Também foram determinadas a suspensão cautelar das atividades econômicas e financeiras de duas empresas, a quebra de sigilo de dados telemáticos, a exclusão de perfis em redes sociais e o bloqueio de um site utilizado para divulgação de apostas.

Os crimes investigados são de exploração e divulgação de jogos de azar sem autorização legal e a prática de lavagem de dinheiro. O cumprimento das ordens tem como objetivo reunir novas provas, aprofundar a análise do fluxo financeiro e identificar outros possíveis envolvidos na estrutura investigada.

Movimentação milionária

As investigações contra a influenciadora, alvo da operação, tiveram início após uma denúncia recebida em agosto de 2026, que apontava a atuação de uma facção criminosa envolvida com a divulgação de plataformas de jogos on-line e possíveis práticas de lavagem de dinheiro.

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Durante os primeiros levantamentos, os policiais identificaram publicações feitas pela influenciadora em redes sociais, com divulgação de links que direcionavam os seguidores a uma plataforma de apostas por meio de jogos ilegais.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Os links divulgados pela influenciadora direcionavam os usuários a um site no qual os pagamentos via Pix tinham como destinatárias duas empresas, que não constavam na relação oficial de autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, para operar apostas de quota fixa.

A investigação apontou que uma das empresas divulgadas pela influenciadora movimentou mais de R$ 102,4 milhões entre 14 de maio e 12 de julho de 2026, considerando créditos e débitos realizados no período. A movimentação apresentou características que levantaram suspeitas, como o recebimento e o repasse de valores em sequência e transferências associadas a jogos e apostas on-line.

A análise também identificou indícios de que as empresas investigadas atuariam como canais de recebimento dos recursos provenientes das apostas, motivo pelo qual a Polícia Civil representou pela adoção de medidas para interromper as atividades suspeitas e preservar valores que possam estar relacionados às infrações apuradas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Indisponibilidade de bens e valores

Durante as investigações, também chamou atenção a evolução patrimonial dos envolvidos, sendo identificada a posse de veículos de alto valor, um imóvel residencial e despesas com viagens internacionais, incompatíveis com os rendimentos lícitos declarados.

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Além do bloqueio de ativos financeiros no limite de R$ 102,4 milhões, a Justiça autorizou a apreensão de quatro veículos, sendo duas caminhonetes Toyota Hilux, uma Volkswagen Saveiro e um Volkswagen Nivus GTS.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 

Interrupção das divulgações

Com o fim de impedir a continuidade das atividades investigadas, foi determinada a suspensão cautelar do exercício da atividade econômica e financeira das duas empresas investigadas, sendo também determinada à influenciadora investigada a proibição de criar, acessar ou utilizar redes sociais e plataformas digitais para divulgar ou promover jogos, apostas ou atividades relacionadas.

Os mandados de busca e apreensão abrangem a residência dos investigados e os estabelecimentos comerciais vinculados a eles, incluindo um salão de beleza e um açougue, em Várzea Grande e Cuiabá.

As medidas buscam a apreensão de documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos, identificação de transações e possíveis vínculos com outros participantes.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 

As investigações seguem em andamento para esclarecer a estrutura de funcionamento do esquema, identificar os responsáveis pela operação da plataforma e rastrear os recursos movimentados.

Aposta Final

O nome da operação faz referência ao encerramento da atuação investigada relacionada à divulgação e à exploração de jogos de azar on-line, com foco na interrupção do fluxo financeiro suspeito e na responsabilização dos envolvidos. A operação busca desarticular a estrutura utilizada para promover as apostas e movimentar recursos, além de impedir a continuidade das atividades sob investigação.



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