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Exportações ganham status de eixo estratégico para a economia em 2026

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Após uma sequência de recordes recentes, o Acre busca em 2026 dar um passo além no comércio exterior: transformar o crescimento das exportações em um vetor estrutural de geração de empregos, renda e diversificação produtiva. Com esse pano de fundo, o governo estadual apresentou, nesta segunda-feira (2), em Rio Branco, uma agenda de integração internacional que reúne ações de promoção comercial, apoio técnico às empresas e enfrentamento de gargalos logísticos e burocráticos.

O movimento ocorre em um momento em que os números do comércio exterior do Estado mostram avanço consistente. Entre 2019 e 2025, as exportações acreanas superaram R$ 2,1 bilhões no acumulado. Apenas em 2025, as vendas externas alcançaram cerca de R$ 534 milhões, maior crescimento proporcional da Região Norte no período, puxado principalmente pelos segmentos de carnes, grãos e produtos florestais com maior valor agregado.

Apesar do desempenho, a avaliação entre gestores públicos e representantes do setor produtivo é de que o desafio agora não está apenas em vender mais, mas em organizar a expansão, reduzir riscos operacionais e ampliar a base de empresas exportadoras. A agenda apresentada prevê atuação coordenada entre órgãos estaduais, entidades empresariais e instituições federais para destravar entraves regulatórios, qualificar pequenas e médias empresas e melhorar a infraestrutura logística em regiões estratégicas do Estado.

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A leitura dominante é que o Acre atingiu um novo patamar de maturidade no comércio exterior, mas ainda depende de ajustes estruturais para sustentar esse crescimento. Gargalos logísticos seguem como um dos principais pontos de atenção, sobretudo para produtos agroindustriais, que exigem previsibilidade de custos e prazos para competir em mercados mais distantes.

Outro eixo da estratégia para 2026 é a ampliação da presença acreana em feiras internacionais, missões empresariais e rodadas de negócios, além do fortalecimento da articulação com órgãos federais ligados à fiscalização sanitária, tributação e comércio exterior. A aposta é que maior coordenação institucional reduza custos de transação e aumente a segurança jurídica das operações.

Embora o agronegócio siga como principal motor das exportações, o planejamento também mira setores de menor escala, como bioeconomia, pequenas indústrias e produtos de base florestal, com o objetivo de ampliar o valor agregado e distribuir melhor os ganhos do comércio exterior. A inclusão de pequenos produtores e empresas de menor porte aparece como um dos pontos centrais da agenda.

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Com um histórico recente de crescimento e uma pauta exportadora ainda concentrada, o Acre entra em 2026 diante de um dilema comum a economias emergentes: avançar da expansão quantitativa para um modelo mais estruturado, capaz de sustentar o comércio exterior como política de desenvolvimento de médio e longo prazo — e não apenas como resultado conjuntural de mercado.

Fonte: Pensar Agro

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Mato Grosso lidera produção de grãos no Brasil e concentra 59,7% do gergelim nacional

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Foto Rafael D Marques / Secom

Mato Grosso segue na liderança da produção agrícola brasileira e amplia seu protagonismo com o fortalecimento de novas culturas. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Estado permanece como o maior produtor nacional de grãos e se destaca como principal produtor de soja, milho e gergelim.

Segundo o levantamento, Mato Grosso responde por 32,1% de toda a produção brasileira de grãos em 2026, mantendo ampla vantagem sobre os demais estados. A estimativa nacional é de uma safra recorde de 352,9 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica do IBGE.

O principal destaque da divulgação é o gergelim, que vem se consolidando como uma cultura de importância crescente para a agricultura brasileira, especialmente no Cerrado. Mato Grosso lidera a produção nacional com estimativa de 212,7 mil toneladas, o equivalente a 59,7% de todo o gergelim produzido no país.

A produção nacional da oleaginosa foi estimada em 356,3 mil toneladas, em uma área de 575 mil hectares. No próprio levantamento, o IBGE destaca que o avanço da cultura reflete sua crescente importância para a agricultura brasileira e ressalta o protagonismo de Mato Grosso nesse cenário: “A produção do gergelim em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo na última safra, tendo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) estimulado investimentos”, reforçando o papel do Estado na expansão da cultura no país.

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A expansão da cultura ocorre principalmente em regiões como o Araguaia, onde o gergelim tem se mostrado uma alternativa ao milho segunda safra em locais com maior risco de estiagem antecipada. Cultivado após a colheita da soja, entre o fim de fevereiro e o início de março, o gergelim possui ciclo de aproximadamente 120 dias e hoje tem perfil fortemente exportador, com cerca de 99% da produção mato-grossense destinada ao mercado externo.

Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a diversificação da produção acompanha as mudanças no cenário agrícola e as oportunidades que surgem para o produtor mato-grossense, em um trabalho construído a partir do diálogo com o setor.

“Manter Mato Grosso na liderança exige um trabalho permanente de parceria com o setor produtivo. O Estado tem atuado para fortalecer as cadeias que já são consolidadas, mas também para abrir espaço para novas culturas e novas oportunidades de mercado. O avanço do gergelim é um exemplo desse movimento de diversificação, que acontece sem perder de vista a força da soja, do milho e de outras culturas. É esse trabalho conjunto que permite ao Estado continuar crescendo e, ano após ano, ampliar seu protagonismo na produção agrícola brasileira”, afirma.

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Além do avanço do gergelim, Mato Grosso manteve a liderança na produção nacional de soja, com estimativa de 50,7 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de 1% em relação ao ano anterior, mantendo o Estado responsável por 29% de toda a produção brasileira.

No milho, Mato Grosso também permanece como principal produtor brasileiro. A estimativa é de 57,1 milhões de toneladas, mais da metade de toda a produção nacional, estimada em 141,8 milhões de toneladas.

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