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Wellington Fagundes cobra condições para renovação de concessão de energia em MT

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O senador Wellington Fagundes (PL-MT) participou, por videoconferência, de uma reunião no Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília, que tratou da possível renovação do contrato de concessão da distribuição de energia elétrica em Mato Grosso.

Durante o encontro, o parlamentar defendeu que qualquer renovação só deve ocorrer mediante contrapartidas claras, mensuráveis e passíveis de fiscalização. As exigências foram formalizadas em ofício encaminhado ao ministro Alexandre Silveira, no qual o senador apresentou um conjunto de condições mínimas para nortear eventuais decisões sobre a concessão no estado.

Fagundes ressaltou que concessão de serviço público não é prêmio, mas responsabilidade, e que o consumidor precisa estar no centro das decisões regulatórias. Na avaliação do senador, a energia elétrica é uma infraestrutura essencial para garantir dignidade e impulsionar o desenvolvimento econômico e social.

Ele destacou que Mato Grosso não pode continuar pagando caro por um serviço que precisa avançar em qualidade, previsibilidade e respeito ao cidadão. O parlamentar também se colocou à disposição para contribuir tecnicamente no acompanhamento de indicadores e na construção de mecanismos de governança capazes de assegurar resultados concretos para a população.

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Entre os principais pontos defendidos pelo senador estão:

Metas regionais de qualidade do serviço (DEC e FEC), com divulgação por município;

Plano específico para atendimento na zona rural;

Redução comprovada e progressiva das interrupções no fornecimento de energia;

Transparência total sobre a composição das tarifas;

Relatórios trimestrais simplificados com os investimentos previstos e executados;

Prazos definidos para religação e manutenção;

Cronograma obrigatório de investimentos, com metas semestrais e previsão de multas por descumprimento;

Fiscalização ativa e compensação automática ao consumidor em caso de falhas na prestação do serviço.

Paralelamente, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por meio de uma comissão especial, apresentou um diagnóstico sobre os principais problemas enfrentados pelos consumidores de energia no estado. O estudo foi elaborado a partir de oito audiências públicas realizadas em diferentes regiões, como Cuiabá, Tangará da Serra, Rondonópolis e Cáceres.

O deputado Wilson Santos informou que a comissão já emitiu parecer favorável à realização de uma nova licitação, com o objetivo de definir um novo modelo de concessão para os próximos 30 anos.

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A comissão é presidida pelo deputado Max Russi (PSB) e conta com os parlamentares Valdir Barranco (PT), Chico Guarnieri (PRD), Faissal Calil (Cidadania), Júlio Campos (União Brasil), Eduardo Botelho (União Brasil) e Wilson Santos, que atua como vice-presidente.

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Projeto de Max que prevê Libras como critério de desempate em concursos avança na ALMT

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Foto Rodrigo Prates

A capacitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) poderá se tornar um critério de desempate em concursos públicos e processos seletivos de Mato Grosso. A medida está prevista no Projeto de Lei nº 1411/2025, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), aprovado em primeira votação na quarta-feira (7).

Na justificativa, Max destaca que a iniciativa busca estimular a formação em Libras e ampliar a acessibilidade nos serviços públicos. A expectativa é incentivar a presença de profissionais capacitados em diferentes áreas da administração estadual, contribuindo para um atendimento mais inclusivo e humanizado às pessoas surdas.

“Precisamos de um serviço público cada vez mais preparado para acolher e atender todas as pessoas. Com essa proposta, queremos incentivar a capacitação em Libras e contribuir para que a população surda tenha um atendimento mais humanizado”, destacou o parlamentar.

Para utilizar a capacitação como critério de desempate, o candidato deverá apresentar certificado de proficiência em Libras, conforme a legislação federal, até o último dia do período de inscrições. O texto também permite que as comissões organizadoras estabeleçam outros critérios de desempate.

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A proposta também reforça o reconhecimento da Libras como meio legal de comunicação e expressão, estabelecido pela Lei Federal nº 10.436/2002. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa concluir a tramitação legislativa e receber a sanção do Poder Executivo.

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