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TCE-MT encerra capacitação sobre Orçamento Mulher com palestra sobre políticas públicas e direitos fundamentais

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Com o quinto encontro online, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) encerrou, nesta quarta-feira (30), a capacitação “É da Nossa Conta: Orçamento Mulher”. A procuradora do Ministério Público de Contas (MPC) de São Paulo, Élida Graziane Pinto, abordou a avaliação de políticas públicas e controle do orçamento pela máxima eficácia dos direitos fundamentais.

A palestrante, que também é professora da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), discorreu sobre como as instâncias de controle social e os movimentos da sociedade organizada podem monitorar o cumprimento das leis orçamentárias. Ela explicou ainda como funciona o ciclo de políticas públicas, impulsionado por sete fases: identificação do problema, agenda, formulação, tomada de decisão, implementação, monitoramento e avaliação.

 “O ciclo das políticas públicas é muito mais um filme do que uma fotografia, pressupõe algo dinâmico. Precisamos interpretar o processo de formulação, de implementação e avaliação das políticas públicas como algo constantemente sob processo de maturação, alteração, disputa e reconstrução”, declarou. 

Élida Graziane Pinto também faltou sobre revisões periódicas e ajustes no Plano Plurianual (PPA); Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO); duodécimos; emprenho, liquidação e pagamento; Relatório Resumido de Execução Orçamentária; Relatório de Gestão Fiscal e Balanço Geral Anual.

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“Sem dinheiro não se realizam direitos. A avaliação de política pública perpassa a execução orçamentária. Ao longo do exercício financeiro, no sentido de um processo dinâmico, temos uma dinâmica cotidiana que atribui legitimidade às opções de despesa e arrecadação, como algo que não é estático apenas ao final, acontece fiscalização, controle social, transparência e possibilidade de alterar a todo momento. O controle é diuturno e concomitante”, destacou a palestrante. 

A formação se estendeu ao longo do mês de abril e visou qualificar mulheres de diversas entidades para monitorar e fiscalizar o orçamento público sob a perspectiva da igualdade de gênero. As transmissões ao vivo no canal do TCE-MT no YouTube tiveram quase 1 mil visualizações no decorrer da capacitação. Clique aqui e confira a palestra na íntegra. 

Aula inaugural e encontros

Na aula inaugural da capacitação, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, determinou a notificação das 142 prefeituras do estado quanto à obrigatoriedade da prestação de contas sobre as políticas públicas direcionadas às mulheres nos municípios. Clique aqui e assista na íntegra. 

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Já no primeiro encontro, o técnico de controle externo Haroldo de Morais Júnior buscou desmistificar o orçamento público e ampliar a compreensão sobre sua importância e funcionamento. Clique aqui e assista na íntegra. 

O segundo encontro teve como facilitador o secretário-adjunto do Orçamento Estadual da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), Ricardo Roberto Almeida Capistrano, que se debruçou sobre as políticas públicas direcionadas às mulheres no estado e abordou de que forma o orçamento público pode ser um instrumento eficaz na promoção da igualdade de gênero. Clique aqui e assista na íntegra. 

O terceiro encontro foi conduzido pela auditora externa Lidiane Anjos Bortoluzzi, que falou sobre o conceito das auditorias operacionais com recorte de gênero e o papel do TCE-MT como indutor de políticas sociais. Clique aqui e assista na íntegra. 

No 4º encontro, a auditora pública externa Síllvia Kasmirski ministrou a palestra com o tema “Ferramentas de Fiscalização e Controle Social”. Clique aqui e confira a palestra na íntegra. 


Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br

Fonte: TCE MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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