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Exportações do agro mineiro batem recorde e mostram força do setor

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O agronegócio de Minas Gerais alcançou um resultado histórico em 2024, com exportações que somaram R$ 97,5 bilhões, o maior valor já registrado na série histórica. Os dados fazem parte da 16ª edição do Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), que analisa o desempenho do setor no comércio internacional entre 2019 e 2024.

O relatório mostra como o agro mineiro tem se consolidado como um dos pilares da economia do estado, com forte presença nos mercados internacionais e capacidade de adaptação mesmo diante de desafios globais. A publicação apresenta os principais destinos dos produtos mineiros, os municípios com maior participação nas exportações e uma análise detalhada das cadeias produtivas mais relevantes.

Entre os segmentos que lideraram as vendas externas estão o café, a soja, as carnes bovina, suína e de frango, o complexo sucroalcooleiro e os produtos florestais. O bom desempenho desses setores em 2024 foi impulsionado tanto pela qualidade da produção quanto pela estratégia de diversificação de mercados adotada por produtores e empresas mineiras.

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Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira, o panorama não é apenas um levantamento estatístico. Ele se torna uma ferramenta prática para produtores, cooperativas, investidores e empreendedores que desejam atuar ou ampliar sua presença no mercado internacional.

“Esses dados ajudam na tomada de decisão, especialmente para quem está avaliando se vale a pena exportar. É parte do esforço do governo estadual em apoiar o produtor rural e abrir novas portas no comércio exterior”, afirmou Nogueira.

A publicação também está disponível em inglês, justamente para facilitar a divulgação dos produtos mineiros fora do país. O documento traz rankings de exportação entre estados e municípios brasileiros, além de apontar o potencial de crescimento das cadeias produtivas mineiras.

Mesmo em um cenário internacional marcado por instabilidades econômicas e geopolíticas, o agronegócio de Minas conseguiu se destacar. De 2019 a 2024, o setor mostrou crescimento constante e soube transformar adversidades em oportunidades de expansão.

Para acessar o relatório completo e conferir os dados atualizados, basta clicar aqui.

Fonte: Pensar Agro

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Mato Grosso exporta US$ 2,1 bilhões em setembro para 115 países

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Reprodução Secom/MT

Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em setembro e encerrou o mês como o 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas brasileiras ao exterior. Os produtos mato-grossenses chegaram a 115 países, com o milho liderando os embarques. Como as importações somaram US$ 233 milhões, o Estado registrou um saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão na balança comercial.

Os números integram o boletim de comércio exterior elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio do DataHub MT, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho acumulado está acima do registrado no ano passado. Entre janeiro e setembro, Mato Grosso vendeu US$ 26,5 bilhões ao mercado internacional, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa US$ 3,8 bilhões a mais em exportações.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a força exportadora de Mato Grosso deve ser acompanhada pela ampliação do processamento da produção dentro do Estado.

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“Mato Grosso é um grande exportador e tem um papel importante no abastecimento de mercados internacionais. O Governo tem atuado fortemente para que essa capacidade também se traduza em mais agroindustrialização. Queremos ampliar a transformação da nossa produção aqui, agregar valor ao que vendemos e gerar mais empregos e renda para os mato-grossenses. Além de produzir e exportar commodities, precisamos aproveitar cada vez mais as oportunidades que a indústria oferece”, afirma.

Em setembro, o milho respondeu por US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% das exportações estaduais. Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, e a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões. Farelo e resíduos da extração do óleo de soja somaram US$ 249,3 milhões, enquanto o algodão alcançou US$ 163,3 milhões.

A China foi o principal destino dos produtos mato-grossenses, com compras de US$ 342,3 milhões, ou 16,2% do total. Países Baixos, Egito, Irã e Espanha completaram a lista dos cinco maiores compradores no mês.

Na comparação com agosto, o valor exportado caiu 12,6%. Frente a setembro de 2025, a redução foi de 6,2%. O volume embarcado totalizou 4,75 milhões de toneladas, queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Do lado das importações, os fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados concentraram 54,5% dos US$ 233 milhões gastos pelo Estado em setembro. Defensivos e reguladores para plantas representaram outros 22,7%, mostrando o peso dos insumos agrícolas nas compras internacionais.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações chegaram a US$ 2 bilhões. Com isso, a diferença entre as vendas e as compras externas de Mato Grosso ficou positiva em US$ 24,5 bilhões, avanço de 17,9% sobre o mesmo período de 2025.

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