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Aumento de 104% nas apreensões de drogas em quatro meses do Programa Tolerância Zero é destaque no Bom Dia Brasil

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O aumento de 104% nas apreensões de drogas em Mato Grosso pelas forças de segurança do Estado, resultado de um salto de 7,6 toneladas para 15,6 toneladas nos primeiros quatro meses do programa Tolerância Zero às Facções Criminosas foi destaque nacional, nesta quarta-feira (30.4), em reportagem do Bom Dia Brasil, da Rede Globo.

A reportagem destacou o aumento do volume de apreensões, na comparação do mesmo período de 2023, e o trabalho das forças policiais na descoberta das novas estratégias adotadas pelos traficantes para esconder a droga. Também mostrou que as forças policiais de Mato Grosso têm flagrado novas estratégias dos criminosos para esconder o tráfico, que vão desde pneus, bolsas de viagem até tanques de combustível, mas que, mesmo nesses lugares improváveis, o trabalho de repressão leva à descoberta de “pilhas e mais pilhas de tabletes de maconha e cocaína, em alguns casos acompanhados de armamento pesado”.

Conforme aponta a reportagem, as investigações da polícia mato-grossense descobriram duas rotas principais. A primeira é por terra, vindo da Bolívia. A segunda, por aviões que partem da Bolívia, da Colômbia e do Peru e param no estado para abastecer.

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Em entrevista ao programa, o coordenador do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), unidade especializada da Secretaria de Segurança Pública, tenente-coronel Bugalho Neto, apontou algumas das formas de atuação dos traficantes, indicando que as forças policiais monitoram e desenvolvem ações de inteligência com o objetivo de localizar a droga, prender os criminosos e os bens empregados na tráfico.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp-MT, coronel Fernando Augustinho, declarou, também em entrevista para a reportagem, que o tráfico de drogas sempre foi o carro-chefe das facções criminosas, mas que em Mato Grosso, independente do ramo que essas facções venham a atuar, as forças de segurança estarão atuando incisivamente para fazer com o crime realmente não compense para os criminosos.

Para assistir à reportagem, clique aqui.

O programa Tolerância Zero às Facções Criminosas foi lançado pelo Governo do Estado no dia 25 de novembro e é composto por um pacote de medidas integradas para reforçar as ações de combate às facções criminosas em Mato Grosso.

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Fonte: PM MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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